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Cordoalha de cobre

A cordoalha de cobre é um condutor formado por vários fios de cobre encordoados, usado principalmente em aterramento, em malhas de terra e nas descidas de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA). Sua aplicação em instalações elétricas de baixa tensão é regida pela ABNT NBR 5410 e, no caso do SPDA, pela ABNT NBR 5419, que definem seções mínimas, configuração e continuidade dos condutores. O material de referência é o cobre eletrolítico de alta pureza, cujo condutor nu segue a ABNT NBR 6524.

Ao especificar uma cordoalha, o comprador precisa fixar cinco variáveis: a bitola (seção nominal em mm², tipicamente de 16 a 95 mm²); a têmpera (mole/recozida para aterramento, meio-dura ou dura quando há esforço mecânico); a formação (7, 19 ou 37 fios, que governa a flexibilidade); o acabamento (nua, estanhada ou isolada em PVC); e a classe de encordoamento conforme a ABNT NBR NM 280. Essas escolhas determinam condutividade, capacidade de conduzir corrente de falta e resistência à corrosão.

Por envolver segurança contra choque elétrico e descargas atmosféricas, a definição da cordoalha é um item de conformidade, não apenas de compra. A seção do condutor, o tipo de emenda e a interligação equipotencial devem seguir a ABNT NBR 5410 e a ABNT NBR 5419 e constar de projeto assinado por engenheiro eletricista habilitado, com ART. Erro de bitola ou emenda malfeita compromete a proteção de pessoas e patrimônio e pode reprovar a instalação em laudo.

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Cordoalha de cobre

Aviso de segurança. O dimensionamento de cordoalha para SPDA e aterramento é regido pela ABNT NBR 5419 e pela ABNT NBR 5410 e envolve segurança contra choque elétrico e descargas atmosféricas. As seções mínimas, a configuração da malha e as emendas devem constar de projeto assinado por engenheiro eletricista habilitado, com ART registrada.

O que é cordoalha de cobre e onde se aplica

A cordoalha de cobre é o condutor multifilar empregado para escoar corrente ao solo: aterramento de quadros e equipamentos, anéis e malhas de terra, equipotencialização e as descidas de SPDA. A cordoalha conduz corrente de falta e descargas atmosféricas, função oposta à de componentes dissipativos como a resistência elétrica de equipamentos. Na prática, ela cria um caminho de baixa impedância entre a estrutura e o eletrodo de aterramento, protegendo pessoas e reduzindo sobretensões.

  • Malhas e anéis de aterramento de subestações e edificações
  • Descidas e captação de SPDA (ABNT NBR 5419)
  • Equipotencialização de estruturas metálicas e tubulações
  • Aterramento de neutro, para-raios e blindagens

Nua, estanhada ou flexível: qual versão pedir

A cordoalha nua de cobre mole é o padrão para malhas de aterramento enterradas, onde o solo protege o metal. Em ambientes salinos, litorâneos ou com vapores químicos, a versão estanhada agrega barreira contra corrosão. Já a trança ou malha flexível de cobre resolve conexões que sofrem vibração ou movimento relativo, como shunts e equipotencialização de partes móveis. Terminais e conectores muitas vezes são de latão, liga fundida a partir do tarugo de latão, o que exige atenção ao par galvânico na junção com o cobre.

  • Nua têmpera mole: malhas enterradas e ramais de aterramento
  • Estanhada: orla marítima, plantas químicas e ambiente úmido agressivo
  • Isolada em PVC: trechos vistos e passagem por áreas com risco de contato
  • Trança flexível: shunts, juntas de dilatação e partes móveis

Têmpera e classe de encordoamento

A têmpera define a dureza do cobre. A mole (recozida), coberta pela ABNT NBR 6524, é a mais condutiva e flexível, usual em aterramento; a meio-dura e a dura entregam resistência mecânica para descidas de SPDA fixadas em fachada, onde há tração e impacto. A formação e a classe de encordoamento seguem a ABNT NBR NM 280: mais fios finos aumentam flexibilidade e facilitam a passagem por curvas, enquanto menos fios grossos barateiam e enrijecem. Escolher a têmpera errada resulta em condutor rígido demais para curvar ou frouxo demais para suportar esforço.

Bitolas e como dimensionar para SPDA e aterramento

A seção nominal (mm²) é dimensionada pela corrente de falta esperada, pelo tempo de atuação da proteção e pelas seções mínimas fixadas na ABNT NBR 5419 e na ABNT NBR 5410 conforme o elemento (captação, descida ou eletrodo de aterramento) e o nível de proteção. A parte 3 da ABNT NBR 5419 (ABNT NBR 5419-3) traz a tabela de materiais e seções mínimas por elemento — por exemplo, condutores de descida em cobre partem de 16 mm², enquanto eletrodos enterrados exigem seções maiores. Subdimensionar aquece e degrada a junta; superdimensionar encarece sem ganho de segurança. A tabela abaixo relaciona bitolas comuns às suas aplicações típicas — sempre subordinadas ao projeto elétrico assinado.

Bitola (mm²)Formação (nº de fios)Aplicação típicaTêmpera usual
167 fiosEquipotencialização e ramais internosMole/meio-dura
257 fiosAterramento de quadros e equipamentosMole
357 fiosDescidas de SPDA e anéis de aterramentoMeio-dura
507 fiosMalhas de aterramento e SPDAMole/dura
7019 fiosSubestações e aterramento de neutroDura
9519 fiosMalhas de subestação e alta corrente de faltaDura

Emenda, conexão e corrosão: onde a malha falha

A maioria das falhas não está no fio, e sim na junção. Emendas por solda exotérmica (cadweld) criam liga molecular contínua e são preferidas em malhas enterradas por resistirem a corrosão e correntes elevadas; conectores mecânicos são reversíveis, mas exigem torque e inspeção. Junções entre metais diferentes — cobre com alumínio ou aço galvanizado — formam par galvânico e corroem o menos nobre, aumentando a resistência de contato ao longo do tempo. Por isso o projeto especifica conectores bimetálicos ou estanhagem nas interfaces críticas.

  • Solda exotérmica: junta contínua para malhas enterradas
  • Conector mecânico: uso em pontos inspecionáveis, com torque controlado
  • Interface cobre-alumínio: prever conector bimetálico contra par galvânico
  • Ambiente agressivo: estanhagem reduz oxidação da superfície

Cobre, aço-cobre e alumínio: por que o cobre domina o aterramento

O cobre eletrolítico é o material de referência do aterramento por reunir condutividade máxima (100% IACS, resistividade em torno de 0,0172 Ω·mm²/m a 20 °C) e boa estabilidade no solo. O condutor de aço revestido de cobre (copperweld) baixa o custo do metal e desestimula o furto, mas tem condutividade menor e exige bitola maior para conduzir a mesma corrente de falta — é comum em hastes e em descidas expostas. O alumínio, embora barato e leve, não deve ser enterrado: corrói no solo e forma par galvânico severo com o cobre. A escolha do material é uma decisão de projeto, não apenas de preço.

MaterialCondutividade (% IACS)Uso típicoRessalva
Cobre eletrolítico~100Malhas, descidas e equipotencializaçãoPreço atrelado à LME; alvo de furto
Aço-cobre (copperweld)~20 a 40Hastes e descidas expostasExige bitola maior; camada de cobre pode romper
Alumínio~61Trechos aéreos — nunca enterradoCorrói no solo e faz par galvânico com o cobre

O que define o preço da cordoalha de cobre

O preço é dominado pelo metal: o cobre eletrolítico da cordoalha acompanha a cotação do cobre na LME, o mesmo referencial que precifica o tarugo de cobre e demais semimanufaturados metálicos, o que faz o valor por metro ou por quilograma oscilar de um dia para o outro. Sobre essa base pesam a bitola (mais mm², mais massa de cobre), a têmpera, o acabamento (estanhagem e isolação encarecem) e o volume comprado, já que quantidades maiores costumam ser cotadas por atacado. Peça sempre a cotação com data e forma de reajuste, porque orçamentos de cobre têm validade curta.

  • Massa de cobre: cresce com a bitola e é o maior componente do custo
  • Acabamento: estanhagem e isolação em PVC adicionam preço
  • Volume: rolos e lances longos reduzem o valor por metro
  • Cotação com data: reajuste atrelado à LME encurta a validade

Medição e laudo de resistência de aterramento

Instalar a cordoalha não encerra a obrigação: a eficácia da malha se comprova por medição. A ABNT NBR 15749 padroniza a medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo, geralmente pelo método da queda de potencial (três pontos). O valor aceitável depende do tipo de instalação e do projeto — subestações e SPDA costumam exigir resistências baixas — e precisa ser registrado em laudo com data, instrumento e valores medidos. A resistividade do solo, levantada em campo pelo método de Wenner, é o dado de entrada que dimensiona o comprimento de cordoalha e o número de hastes da malha. Sem medição documentada, a instalação não tem comprovação de conformidade.

  • Método da queda de potencial (ABNT NBR 15749) para a resistência da malha
  • Método de Wenner para a resistividade do solo, que dimensiona a malha
  • Laudo com data, instrumento aferido e valores medidos
  • Remedição periódica: corrosão e ressecamento do solo elevam a resistência

Checklist de cotação e o que exigir do fornecedor

Um pedido bem especificado evita retrabalho e cotações imprecisas. Reúna os dados abaixo antes de solicitar orçamento e exija do fornecedor o certificado do material e a rastreabilidade do lote. Para SPDA e aterramento, confirme se a bitola e a têmpera batem com o projeto e se há atendimento à ABNT NBR 6524 e à classe de encordoamento da ABNT NBR NM 280.

  • Bitola (mm²), têmpera e formação de fios
  • Acabamento: nua, estanhada ou isolada
  • Comprimento total e forma de fornecimento (rolo/lance)
  • Aplicação (SPDA, malha, equipotencialização) e norma exigida
  • Certificado de composição do cobre e laudo do lote

Normas ABNT aplicáveis

A especificação e o uso da cordoalha de cobre se apoiam em um conjunto de normas complementares. A ABNT NBR 5410 rege as instalações elétricas de baixa tensão e o aterramento de segurança; a ABNT NBR 5419 trata da proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), sendo a parte 3 (ABNT NBR 5419-3) a que fixa materiais e seções mínimas de captação, descidas e eletrodo. O condutor em si segue a ABNT NBR 6524 (condutores de cobre mole) e a ABNT NBR NM 280 (classes de encordoamento). Já a ABNT NBR 15749 rege a medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo. O cumprimento dessas normas é o que valida o laudo de resistência de aterramento e a conformidade da instalação.

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

O diferencial da plataforma neste nicho é o acesso comparativo a fornecedores verificados, com indicação de quem atende a sua região e em que prazo. Os números abaixo vêm do próprio marketplace:

Para Cordoalha De Cobre, a plataforma reúne 3 fornecedores verificados, presentes desde 2018, além da curadoria Amplitude Industrial. 3 atendem todo o território nacional e os demais cobrem praças regionais. Em uma única requisição, o comprador recebe cotações comparáveis de quem atende a sua região, dentro do SLA de 24 horas.

Cobertura por praçaFornecedores
Nacional3

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre cordoalha de cobre nua e estanhada?

A nua é o cobre exposto, indicada para malhas enterradas onde o solo protege o metal. A estanhada recebe camada de estanho que resiste à corrosão em ambientes salinos, úmidos ou com vapores químicos. A escolha impacta preço e vida útil, mas ambas atendem às mesmas funções elétricas da ABNT NBR 5410.

Que bitola de cordoalha usar em SPDA e aterramento?

A seção depende da corrente de falta, do tempo de proteção e das seções mínimas fixadas na ABNT NBR 5419 e na ABNT NBR 5410, variando conforme captação, descida ou eletrodo. Bitolas de 35 a 50 mm² são referência comum em descidas e anéis, mas o valor exato deve vir do projeto assinado por engenheiro eletricista.

Cordoalha se vende por metro ou por quilo?

Depende do fornecedor: há cotação por metro linear e por quilograma. Em ambos os casos o preço acompanha a cotação do cobre na LME e oscila diariamente. Peça orçamento com data e regra de reajuste, pois a validade costuma ser curta.

Qual têmpera escolher, mole ou dura?

A têmpera mole (cobre recozido, conforme ABNT NBR 6524) é mais condutiva e flexível, usual em aterramento enterrado. A meio-dura e a dura têm maior resistência mecânica, indicadas para descidas de SPDA fixadas em fachada, onde há tração e impacto.

Por que a emenda importa tanto na malha de aterramento?

Porque a maioria das falhas ocorre na junção, não no fio. Solda exotérmica cria liga contínua e resiste à corrosão em malhas enterradas; conectores mecânicos exigem torque e inspeção. Junções cobre-alumínio ou cobre-aço formam par galvânico e corroem, elevando a resistência de contato.

Dá para trocar cordoalha de cobre por aço-cobre para reduzir custo e furto?

Em parte. O condutor de aço revestido de cobre (copperweld) reduz o valor do metal e desestimula o furto, sendo aceito em hastes e descidas expostas, mas tem menor condutividade e exige bitola maior para a mesma corrente de falta. A substituição só é válida se o projeto assinado pelo engenheiro eletricista prever o material e a seção equivalente conforme a ABNT NBR 5419.

Cordoalha de cobre precisa de projeto e ART?

Sim. Para aterramento e SPDA, o dimensionamento segue a ABNT NBR 5410 e a ABNT NBR 5419 e deve constar de projeto assinado por engenheiro eletricista habilitado, com ART registrada. É esse projeto que valida o laudo de resistência de aterramento da instalação.

O que muda entre 7, 19 e 37 fios?

É a classe de encordoamento (ABNT NBR NM 280). Mais fios finos aumentam a flexibilidade e facilitam curvas e conexões móveis; menos fios grossos enrijecem e barateiam. A formação certa depende de o condutor ser fixo em malha ou móvel em conexões flexíveis.

Quais documentos pedir ao fornecedor?

Exija o certificado de composição do cobre eletrolítico, a rastreabilidade do lote e a confirmação de atendimento à ABNT NBR 6524 e à classe de encordoamento da ABNT NBR NM 280. Esses documentos sustentam a conformidade da instalação em auditoria.

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Página revisada pela equipe técnica de Materiais Elétricos da Soluções Industriais. Última revisão: 13 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 5410, ABNT NBR 5419, ABNT NBR 6524, ABNT NBR NM 280, ABNT NBR 15749.