{"id":59630,"date":"2026-08-29T10:30:00","date_gmt":"2026-08-29T13:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=59630"},"modified":"2026-08-28T15:27:09","modified_gmt":"2026-08-28T18:27:09","slug":"unidades-de-conservacao-guardam-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/saude-seguranca-e-meio-ambiente\/unidades-de-conservacao-guardam-carbono\/","title":{"rendered":"Unidades de conserva\u00e7\u00e3o guardam carbono equivalente a 33 anos de emiss\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As unidades de conserva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresentam diferen\u00e7as expressivas na perda de vegeta\u00e7\u00e3o, com \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia muito menos afetadas do que regi\u00f5es situadas fora desses limites.<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma parcela relevante do carbono preservado pelo Brasil permanece concentrada em territ\u00f3rios protegidos que funcionam como barreiras contra a perda de vegeta\u00e7\u00e3o e a libera\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), solicitado pelo Observat\u00f3rio do Clima, calcula que as unidades de conserva\u00e7\u00e3o terrestres armazenam 19,4 gigatoneladas de carbono.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1reas protegidas concentram reserva estrat\u00e9gica de carbono<\/h2>\n\n\n\n<p>As unidades de conserva\u00e7\u00e3o brasileiras mant\u00eam uma reserva estimada em 19,4 gigatoneladas de carbono, segundo levantamento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia a pedido do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando esse volume \u00e9 convertido para di\u00f3xido de carbono, a quantidade corresponde aproximadamente ao que o Brasil liberaria durante 33 anos caso mantivesse o ritmo nacional registrado em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, as emiss\u00f5es brasileiras de gases de efeito estufa alcan\u00e7aram 2,145 gigatoneladas de di\u00f3xido de carbono equivalente, refer\u00eancia utilizada para dimensionar a import\u00e2ncia clim\u00e1tica desse estoque.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa considerou unidades terrestres pertencentes \u00e0s diferentes categorias do Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es recentes sobre perda de vegeta\u00e7\u00e3o nos principais biomas brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados hist\u00f3ricos refor\u00e7am a fun\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas contra a expans\u00e3o do desmatamento, pois unidades protegidas da Amaz\u00f4nia avaliadas por pesquisadores perderam aproximadamente 6,5% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa at\u00e9 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas regi\u00f5es situadas fora dessas \u00e1reas, a redu\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal alcan\u00e7ou pelo menos 30% no mesmo recorte, diferen\u00e7a que evidencia a relev\u00e2ncia da prote\u00e7\u00e3o territorial para conservar carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>Para calcular os estoques atuais, a an\u00e1lise combinou informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o com bases do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e registros de desmatamento produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jamanxim exemplifica impacto da perda de vegeta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Floresta Nacional do Jamanxim, no Par\u00e1, aparece entre os casos que ilustram como a retirada de cobertura nativa reduz progressivamente a quantidade de carbono preservada dentro de territ\u00f3rios protegidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a unidade foi criada, em 2006, sua vegeta\u00e7\u00e3o mantinha aproximadamente 184 milh\u00f5es de toneladas de carbono, enquanto a estimativa referente a 2025 apontou cerca de 153 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a representa perda aproximada de 16,54% do estoque existente no momento da cria\u00e7\u00e3o, resultado que colocou Jamanxim entre as unidades federais com maiores redu\u00e7\u00f5es registradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do conjunto completo de \u00e1reas integrantes do sistema nacional, a floresta paraense ocupa a d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o entre aquelas que apresentaram as maiores perdas de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise t\u00e9cnica citada no levantamento identificou 86,6 mil hectares desmatados e ocupados de forma ilegal ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da unidade, apesar das regras estabelecidas para sua conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse total, mais de 36 mil hectares perderam cobertura vegetal entre 2018 e 2025, per\u00edodo que respondeu por parcela relevante da transforma\u00e7\u00e3o territorial registrada na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as legais elevam preocupa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento ganha relev\u00e2ncia diante de propostas legislativas destinadas a alterar limites ou categorias de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, decis\u00f5es capazes de reduzir o grau de prote\u00e7\u00e3o aplicado atualmente a determinados territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os casos avaliados aparecem \u00e1reas de Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, al\u00e9m de Jamanxim, que recentemente teve 40% de sua extens\u00e3o reclassificada para \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>O risco ganha dimens\u00e3o nacional porque o carbono preservado nessas \u00e1reas permanece armazenado principalmente na vegeta\u00e7\u00e3o e nos ecossistemas, enquanto sua perda pode transferir parte desse conte\u00fado para a atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre o futuro dessas \u00e1reas, portanto, envolve n\u00e3o apenas a destina\u00e7\u00e3o territorial de parcelas do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m a preserva\u00e7\u00e3o de uma reserva de carbono equivalente a d\u00e9cadas das atuais emiss\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As unidades de conserva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresentam diferen\u00e7as expressivas na perda de vegeta\u00e7\u00e3o, com \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia muito menos afetadas do que regi\u00f5es situadas fora desses limites. Uma parcela relevante do carbono preservado pelo Brasil permanece concentrada em territ\u00f3rios protegidos que funcionam como barreiras contra a perda de vegeta\u00e7\u00e3o e a libera\u00e7\u00e3o de gases de &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":59631,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-59630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude-seguranca-e-meio-ambiente"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59630"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59630\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59632,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59630\/revisions\/59632"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}