{"id":59739,"date":"2026-09-05T12:00:00","date_gmt":"2026-09-05T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=59739"},"modified":"2026-09-02T16:58:59","modified_gmt":"2026-09-02T19:58:59","slug":"energia-renovavel-no-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/cases-e-analises\/energia-renovavel-no-agro\/","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio responde por quase 60% da energia renov\u00e1vel do Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O avan\u00e7o da energia renov\u00e1vel no campo tamb\u00e9m transformou res\u00edduos, biomassa e subprodutos em ativos estrat\u00e9gicos para gera\u00e7\u00e3o, efici\u00eancia e diversifica\u00e7\u00e3o da matriz brasileira.<\/h3>\n\n\n\n<p>O debate sobre descarboniza\u00e7\u00e3o ganhou uma dimens\u00e3o estrat\u00e9gica para o agroneg\u00f3cio brasileiro, que deixou de ocupar apenas a posi\u00e7\u00e3o de consumidor de energia e passou a ter peso relevante na oferta de fontes renov\u00e1veis. Essa transforma\u00e7\u00e3o resulta da expans\u00e3o da bioenergia e do aproveitamento de recursos produzidos no pr\u00f3prio campo, movimento que alterou de forma estrutural a participa\u00e7\u00e3o do setor na matriz nacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Agro ocupa posi\u00e7\u00e3o central na matriz renov\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p>O papel do agroneg\u00f3cio na energia brasileira vai muito al\u00e9m do consumo necess\u00e1rio para lavouras, cria\u00e7\u00e3o animal e atividades florestais espalhadas pelo territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise do FGV Bioeconomia mostra que quase 60% de toda a energia renov\u00e1vel dispon\u00edvel no pa\u00eds em 2023 teve alguma rela\u00e7\u00e3o com cadeias ligadas ao campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa participa\u00e7\u00e3o ajuda a explicar por que a matriz brasileira possui presen\u00e7a renov\u00e1vel t\u00e3o superior \u00e0 m\u00e9dia mundial, especialmente quando entram no c\u00e1lculo fontes originadas da biomassa agropecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem a contribui\u00e7\u00e3o associada ao setor, a parcela renov\u00e1vel da matriz cairia de 49,1% para cerca de 20%, ainda acima da refer\u00eancia global de aproximadamente 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a revela que a estrutura energ\u00e9tica nacional depende fortemente de mat\u00e9rias-primas produzidas ou aproveitadas dentro do agroneg\u00f3cio, com destaque para res\u00edduos e produtos de origem vegetal e animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse conjunto aparecem cana-de-a\u00e7\u00facar, madeira, \u00f3leos, gr\u00e3os, gordura, esterco e sebo, recursos que sustentam uma oferta de bioenergia pr\u00f3xima de 30% da matriz brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica tamb\u00e9m mostra uma mudan\u00e7a de escala, pois essa oferta passou de 6,5 milh\u00f5es de toneladas equivalentes de petr\u00f3leo em 1970 para mais de 91 milh\u00f5es em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo intervalo, a participa\u00e7\u00e3o da bioenergia vinculada ao agro na oferta interna avan\u00e7ou de 9,7% para 29,1%, depois de alcan\u00e7ar 30,1% em 2020.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Consumo permanece pr\u00f3ximo do padr\u00e3o mundial<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo que possui forte participa\u00e7\u00e3o na oferta renov\u00e1vel, a agropecu\u00e1ria brasileira apresenta intensidade de consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis pr\u00f3xima da m\u00e9dia observada internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>As maiores diferen\u00e7as aparecem na compara\u00e7\u00e3o com Holanda e Israel, onde o consumo alcan\u00e7ou respectivamente 24,3 e 19,9 gigajoules por hectare de culturas e florestas plantadas em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pa\u00edses tamb\u00e9m registraram n\u00edveis superiores aos brasileiros, como Alemanha, Canad\u00e1, Nova Zel\u00e2ndia e Jap\u00e3o, com resultados distribu\u00eddos entre 4,2 e 13,2 gigajoules por hectare.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o indicador ficou em 4,1 gigajoules por hectare, praticamente alinhado \u00e0 m\u00e9dia global de 4,0 gigajoules para o mesmo tipo de atividade produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, possui limita\u00e7\u00f5es importantes, porque o c\u00e1lculo n\u00e3o considera a energia associada a fertilizantes, m\u00e1quinas, insumos e diferentes etapas da cadeia de suprimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o consumo \u00e9 relacionado ao valor econ\u00f4mico produzido pelo setor, o Brasil registra 1,9 gigajoule para cada US$ 1 mil de Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse segundo indicador, o resultado nacional tamb\u00e9m permanece pr\u00f3ximo da refer\u00eancia mundial de 1,7 gigajoule e abaixo dos n\u00edveis observados em Canad\u00e1, R\u00fassia, Espanha e Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses pa\u00edses apresentam consumo entre 2,3 e 4,3 gigajoules por US$ 1 mil de produ\u00e7\u00e3o, o que refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o brasileira relativamente pr\u00f3xima do padr\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bioenergia amplia peso estrat\u00e9gico do setor<\/h2>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre forte participa\u00e7\u00e3o na oferta renov\u00e1vel e consumo energ\u00e9tico pr\u00f3ximo da m\u00e9dia internacional coloca o agro em uma posi\u00e7\u00e3o relevante dentro da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para empresas e produtores, esse cen\u00e1rio amplia o interesse por tecnologias capazes de transformar res\u00edduos, biomassa e subprodutos em energia com maior valor econ\u00f4mico e menor depend\u00eancia f\u00f3ssil.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria observada desde 1970 tamb\u00e9m indica que essa participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o resulta de um avan\u00e7o pontual, mas de uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural constru\u00edda ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse hist\u00f3rico cria espa\u00e7o para novas oportunidades em biocombust\u00edveis, gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, aproveitamento de res\u00edduos e integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica dentro de cadeias agr\u00edcolas, pecu\u00e1rias e florestais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, o avan\u00e7o futuro depender\u00e1 de ganhos adicionais de efici\u00eancia e de solu\u00e7\u00f5es capazes de reduzir o peso energ\u00e9tico de m\u00e1quinas, insumos e fertilizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a economia brasileira, os dados refor\u00e7am que pol\u00edticas voltadas \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o precisam considerar o agroneg\u00f3cio n\u00e3o apenas como consumidor, mas tamb\u00e9m como parte importante da oferta energ\u00e9tica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <em>FGV Agro<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da energia renov\u00e1vel no campo tamb\u00e9m transformou res\u00edduos, biomassa e subprodutos em ativos estrat\u00e9gicos para gera\u00e7\u00e3o, efici\u00eancia e diversifica\u00e7\u00e3o da matriz brasileira. 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