{"id":60168,"date":"2026-09-22T10:30:00","date_gmt":"2026-09-22T13:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=60168"},"modified":"2026-09-22T11:05:36","modified_gmt":"2026-09-22T14:05:36","slug":"licenciamento-ambiental-na-aquicultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/legislacao-e-normas-industriais\/licenciamento-ambiental-na-aquicultura\/","title":{"rendered":"Aquicultura ter\u00e1 novo modelo de licenciamento ambiental no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pequenos empreendimentos poder\u00e3o utilizar a Licen\u00e7a por Ades\u00e3o e Compromisso, enquanto atividades de m\u00e9dio porte ter\u00e3o acesso \u00e0 Licen\u00e7a Ambiental \u00danica.<\/h3>\n\n\n\n<p>A aquicultura brasileira passar\u00e1 a seguir um modelo de licenciamento ambiental mais ajustado \u00e0 escala real de cada empreendimento ap\u00f3s decis\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente\u00a0(Conama). A nova resolu\u00e7\u00e3o altera crit\u00e9rios usados h\u00e1 anos pelo setor e busca aproximar as exig\u00eancias ambientais do volume produzido, do sistema adotado e dos riscos associados a cada atividade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produ\u00e7\u00e3o passa a definir o licenciamento<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura, a principal mudan\u00e7a est\u00e1 na forma de classificar os empreendimentos, pois o porte deixar\u00e1 de depender apenas de par\u00e2metros antigos e passar\u00e1 a refletir a produ\u00e7\u00e3o efetivamente realizada. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa altera\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para procedimentos mais simples em opera\u00e7\u00f5es menores, enquanto projetos de maior escala continuar\u00e3o sujeitos a an\u00e1lises compat\u00edveis com a complexidade de seus impactos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Empreendimentos pequenos poder\u00e3o acessar a Licen\u00e7a por Ades\u00e3o e Compromisso, modelo que reduz etapas burocr\u00e1ticas sem retirar obriga\u00e7\u00f5es relacionadas ao cumprimento das condicionantes ambientais aplic\u00e1veis. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as atividades de porte intermedi\u00e1rio poder\u00e3o utilizar a Licen\u00e7a Ambiental \u00danica, enquanto opera\u00e7\u00f5es de maior dimens\u00e3o permanecer\u00e3o submetidas ao rito ordin\u00e1rio previsto para casos mais complexos.<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento tamb\u00e9m acompanhar\u00e1 essa l\u00f3gica proporcional, com exig\u00eancias ajustadas ao tamanho da produ\u00e7\u00e3o e \u00e0s caracter\u00edsticas espec\u00edficas de cada sistema aqu\u00edcola. <\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar que estruturas de pequena escala recebam o mesmo tratamento imposto a projetos muito maiores, sem afastar controles necess\u00e1rios sobre poss\u00edveis impactos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m incorpora pr\u00e1ticas e modelos que ganharam espa\u00e7o no setor nos \u00faltimos anos, como sistemas fechados, cultivos integrados e produ\u00e7\u00e3o consorciada. <\/p>\n\n\n\n<p>Conceitos ligados a adensamento, escapes em massa, esp\u00e9cies ornamentais e boas pr\u00e1ticas aqu\u00edcolas passam a integrar a regulamenta\u00e7\u00e3o de forma mais compat\u00edvel com a realidade operacional atual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas ter\u00e3o regras espec\u00edficas<\/h2>\n\n\n\n<p>O cultivo de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas deixar\u00e1 de provocar, por si s\u00f3, um enquadramento autom\u00e1tico em modalidades mais r\u00edgidas de licenciamento, mudan\u00e7a que retira o antigo grau de severidade da esp\u00e9cie como crit\u00e9rio central. <\/p>\n\n\n\n<p>A flexibiliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o elimina cuidados adicionais para esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, al\u00f3ctones ou h\u00edbridas, que continuar\u00e3o sujeitas a medidas pr\u00f3prias de preven\u00e7\u00e3o e controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas exig\u00eancias dever\u00e3o concentrar aten\u00e7\u00e3o sobre risco de escapes, biosseguran\u00e7a e formas de reduzir impactos sobre ambientes naturais pr\u00f3ximos \u00e0s \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a avalia\u00e7\u00e3o passa a considerar de maneira mais direta as caracter\u00edsticas do empreendimento e as medidas de prote\u00e7\u00e3o adotadas, em vez de depender apenas da origem biol\u00f3gica da esp\u00e9cie cultivada.<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o substitui a Resolu\u00e7\u00e3o Conama n\u00ba 413\/2009 e foi constru\u00edda ap\u00f3s um processo conduzido pelo Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3rg\u00e3os p\u00fablicos, pesquisadores, representantes empresariais, entidades ambientais, especialistas e integrantes da sociedade civil participaram das discuss\u00f5es sobre conceitos, sistemas produtivos e crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo desenho regulat\u00f3rio procura equilibrar simplifica\u00e7\u00e3o administrativa e controle ambiental, com exig\u00eancias diferentes para atividades que possuem escalas e riscos tamb\u00e9m distintos. <\/p>\n\n\n\n<p>Para produtores aqu\u00edcolas, a principal consequ\u00eancia ser\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o mais direta entre caracter\u00edsticas do projeto, volume produzido e modalidade de licen\u00e7a necess\u00e1ria para manter a atividade regular.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequenos empreendimentos poder\u00e3o utilizar a Licen\u00e7a por Ades\u00e3o e Compromisso, enquanto atividades de m\u00e9dio porte ter\u00e3o acesso \u00e0 Licen\u00e7a Ambiental \u00danica. 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