{"id":60300,"date":"2026-09-27T12:00:00","date_gmt":"2026-09-27T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=60300"},"modified":"2026-09-28T08:51:24","modified_gmt":"2026-09-28T11:51:24","slug":"ia-para-detectar-incendios-zeg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/cases-e-analises\/ia-para-detectar-incendios-zeg\/","title":{"rendered":"ZEG usa IA para detectar inc\u00eandios e refor\u00e7ar conserva\u00e7\u00e3o em Roraima"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A ZEG passou a usar IA para detectar inc\u00eandios em poucos segundos, recurso que permite acionar equipes de campo antes que pequenos focos ganhem maiores propor\u00e7\u00f5es.<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma \u00e1rea superior a 14 mil hectares de floresta amaz\u00f4nica em Caracara\u00ed, Roraima, passou a concentrar uma estrat\u00e9gia que re\u00fane intelig\u00eancia artificial, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e gera\u00e7\u00e3o de receitas associadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o. Desenvolvido pela ZEG no projeto Vale do Rio Branco, o modelo combina monitoramento tecnol\u00f3gico, prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios, cr\u00e9ditos de carbono e atividades extrativistas como alternativas econ\u00f4micas para uma regi\u00e3o onde mudan\u00e7as regulat\u00f3rias ampliaram a possibilidade de convers\u00e3o legal da floresta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">IA acelera resposta contra inc\u00eandios<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante visita de Um S\u00f3 Planeta e \u00c9poca Neg\u00f3cios ao projeto Vale do Rio Branco, em Caracara\u00ed, a estrutura de preven\u00e7\u00e3o mostrou como a tecnologia passou a ocupar uma fun\u00e7\u00e3o central na prote\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. <\/p>\n\n\n\n<p>No alto de uma torre de 60 metros, uma c\u00e2mera acompanha a vegeta\u00e7\u00e3o e fornece imagens para um sistema de intelig\u00eancia artificial capaz de identificar sinais compat\u00edveis com fuma\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o sistema reconhece uma poss\u00edvel ocorr\u00eancia, um alerta chega em poucos segundos \u00e0s equipes respons\u00e1veis pela resposta em campo, o que reduz o intervalo entre a identifica\u00e7\u00e3o e a atua\u00e7\u00e3o no local. <\/p>\n\n\n\n<p>Em uma propriedade que ultrapassa 14 mil hectares, essa velocidade se torna especialmente relevante, pois a dimens\u00e3o territorial dificulta a identifica\u00e7\u00e3o visual de focos ainda em est\u00e1gio inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A ZEG afirma ter destinado aproximadamente R$ 200 mil apenas \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial, enquanto o investimento total no projeto Vale do Rio Branco alcan\u00e7a cerca de R$ 20 milh\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia, por\u00e9m, funciona como parte de uma estrutura mais ampla, que tamb\u00e9m utiliza aceiros, equipes pr\u00f3prias de vigil\u00e2ncia e equipamentos distribu\u00eddos pela floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo sistema de monitoramento ambiental tamb\u00e9m apoia o acompanhamento da biodiversidade, com c\u00e2meras instaladas em diferentes pontos para registrar a presen\u00e7a de animais. <\/p>\n\n\n\n<p>A empresa informa que os levantamentos realizados na \u00e1rea j\u00e1 permitiram identificar 28 esp\u00e9cies de mam\u00edferos e 206 esp\u00e9cies de aves, dados que ajudam a ampliar o conhecimento sobre a fauna preservada.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a infraestrutura tecnol\u00f3gica n\u00e3o se limita \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, porque tamb\u00e9m produz informa\u00e7\u00f5es capazes de apoiar o acompanhamento das condi\u00e7\u00f5es ambientais ao longo do projeto. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa dupla fun\u00e7\u00e3o aproxima prote\u00e7\u00e3o territorial e monitoramento ecol\u00f3gico dentro de uma mesma estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conserva\u00e7\u00e3o busca competir com outros usos da terra<\/h2>\n\n\n\n<p>A proposta econ\u00f4mica ganhou peso adicional depois que Roraima reduziu, em 2022, a exig\u00eancia de reserva legal de 80% para 50%, altera\u00e7\u00e3o que ampliou a parcela de propriedades pass\u00edvel de convers\u00e3o autorizada. <\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa mudan\u00e7a, a ZEG passou a estruturar o projeto com a inten\u00e7\u00e3o de demonstrar que a manuten\u00e7\u00e3o da floresta tamb\u00e9m pode oferecer retorno financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total preservado, cerca de 6 mil hectares poderiam ser destinados legalmente a outros usos, mas o projeto estabelece um compromisso de conserva\u00e7\u00e3o por 40 anos. <\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica consiste em transformar a floresta mantida em p\u00e9 em um ativo econ\u00f4mico capaz de disputar espa\u00e7o com atividades tradicionais associadas \u00e0 altera\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, como pecu\u00e1ria e agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dessa estrat\u00e9gia est\u00e1 ligada ao mercado de carbono, j\u00e1 que o projeto recebeu certifica\u00e7\u00e3o REDD+ e classifica\u00e7\u00e3o AA.pre da BeZero Carbon. <\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o considera elementos como perman\u00eancia da prote\u00e7\u00e3o, adicionalidade, contabiliza\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es evitadas e riscos relacionados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o ao longo do per\u00edodo estabelecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas credenciais permitem sustentar a gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos vinculados ao desmatamento que deixa de ocorrer dentro da \u00e1rea preservada. <\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a conserva\u00e7\u00e3o deixa de representar apenas uma restri\u00e7\u00e3o ao uso econ\u00f4mico da propriedade e passa a integrar um modelo que procura atribuir valor financeiro \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o mantida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Carbono e castanha ampliam fontes de receita<\/h2>\n\n\n\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de carbono deve come\u00e7ar em 2027, enquanto a empresa projeta volumes mais expressivos principalmente para 2030 e 2031. <\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia comercial tem como alvo grandes companhias globais que buscam compensar parte de suas emiss\u00f5es, inclusive empresas ligadas a setores intensivos em carbono, como o petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a ZEG procura reduzir a depend\u00eancia exclusiva desse mercado por meio de atividades capazes de gerar renda diretamente a partir dos recursos da pr\u00f3pria floresta. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas frentes envolve a castanha-do-Brasil e conta com parceria de uma associa\u00e7\u00e3o local de castanheiros e de um fundo social da Vale.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o re\u00fane 37 pessoas, das quais 23 participam diretamente da coleta durante a fase piloto, em uma tentativa de criar uma atividade cuja continuidade econ\u00f4mica dependa da preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse modelo, a floresta deixa de ser vista apenas como \u00e1rea protegida e passa a sustentar uma cadeia produtiva ligada \u00e0 renda local.<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9ditos de carbono, produtos extrativistas e monitoramento tecnol\u00f3gico forma a base do modelo que a ZEG pretende ampliar em Roraima. <\/p>\n\n\n\n<p>A empresa avalia incorporar dezenas de milhares de hectares adicionais, com o objetivo de testar se a conserva\u00e7\u00e3o pode ganhar escala como alternativa econ\u00f4mica diante da convers\u00e3o territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <em>Um S\u00f3 Planeta e \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ZEG passou a usar IA para detectar inc\u00eandios em poucos segundos, recurso que permite acionar equipes de campo antes que pequenos focos ganhem maiores propor\u00e7\u00f5es. 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