{"id":60369,"date":"2026-09-30T09:30:00","date_gmt":"2026-09-30T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=60369"},"modified":"2026-09-30T10:45:46","modified_gmt":"2026-09-30T13:45:46","slug":"precos-da-industria-em-agosto-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/industria-e-tendencias\/precos-da-industria-em-agosto-de-2026\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os da ind\u00fastria sobem 0,36% em agosto"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Os pre\u00e7os da ind\u00fastria avan\u00e7aram 0,36% em agosto, com alimentos, ind\u00fastrias extrativas e metalurgia entre as principais influ\u00eancias positivas sobre o \u00edndice.<\/h3>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria brasileira voltou a registrar aumento nos pre\u00e7os praticados na porta das f\u00e1bricas em agosto de 2026, ap\u00f3s a queda de 0,83% observada no m\u00eas anterior, segundo dados do IBGE. O movimento apareceu em mais da metade das atividades pesquisadas e refletiu comportamentos bastante diferentes entre setores, com avan\u00e7os fortes em algumas cadeias e recuos expressivos em outras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Agosto traz alta em 14 das 24 atividades industriais<\/h2>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor avan\u00e7ou 0,36% em agosto, resultado que marcou uma mudan\u00e7a diante da retra\u00e7\u00e3o de 0,83% registrada em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as 24 atividades acompanhadas, 14 apresentaram aumento, enquanto o conjunto das ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o teve varia\u00e7\u00e3o de 0,19% no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura por grandes categorias econ\u00f4micas mostrou maior press\u00e3o entre os bens de consumo, cujos pre\u00e7os subiram 0,96% no per\u00edodo analisado. <\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse grupo, semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis avan\u00e7aram 1,15%, enquanto os dur\u00e1veis ficaram praticamente est\u00e1veis, com acr\u00e9scimo de apenas 0,02%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os demais agrupamentos tiveram comportamento mais contido, com estabilidade nos bens intermedi\u00e1rios e redu\u00e7\u00e3o de 0,01% nos bens de capital. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa composi\u00e7\u00e3o mostra que a alta do \u00edndice n\u00e3o ocorreu de maneira uniforme e dependeu de movimentos concentrados em determinados segmentos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com agosto de 2025, quando o IPP havia recuado 0,21%, o resultado mais recente tamb\u00e9m indica uma mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os industriais. <\/p>\n\n\n\n<p>O indicador considera os valores recebidos pelos produtores na sa\u00edda das f\u00e1bricas, sem incorporar impostos e custos de transporte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alimentos e extrativas sustentam avan\u00e7o mensal<\/h2>\n\n\n\n<p>A maior contribui\u00e7\u00e3o positiva para o \u00edndice veio dos alimentos, que acrescentaram 0,47 ponto percentual ao resultado geral depois de alta mensal de 1,99%. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o avan\u00e7o mais intenso do setor desde novembro de 2024 e representou o terceiro m\u00eas consecutivo de eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os itens que pressionaram essa atividade apareceram arroz, carnes bovinas frescas ou refrigeradas e derivados de soja, produtos sujeitos a diferentes fatores de mercado. <\/p>\n\n\n\n<p>No caso da carne, a procura externa e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real diante do d\u00f3lar contribu\u00edram para elevar os pre\u00e7os praticados pelos produtores.<\/p>\n\n\n\n<p>A soja tamb\u00e9m apresentou press\u00e3o altista em derivados, diante de maior procura internacional e de preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em regi\u00f5es produtoras. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses movimentos ajudaram a manter os alimentos como principal influ\u00eancia positiva sobre um \u00edndice que avan\u00e7ou menos que o pr\u00f3prio setor.<\/p>\n\n\n\n<p>As ind\u00fastrias extrativas, por sua vez, registraram alta de 4,33%, maior varia\u00e7\u00e3o mensal entre todas as atividades pesquisadas, e adicionaram 0,18 ponto percentual ao IPP. <\/p>\n\n\n\n<p>O setor voltou ao campo positivo ap\u00f3s tr\u00eas meses de quedas, com impulso principalmente de \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo e min\u00e9rios de cobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Produtos ligados ao min\u00e9rio de ferro seguiram na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria e reduziram parte desse avan\u00e7o, o que impediu uma alta ainda maior nas atividades extrativas. <\/p>\n\n\n\n<p>A metalurgia tamb\u00e9m teve peso relevante, com aumento de 2,13% e contribui\u00e7\u00e3o de 0,14 ponto percentual para o \u00edndice geral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qu\u00edmicos e borracha reduzem parte da press\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Nem todos os setores acompanharam a alta de agosto, com destaque para outros produtos qu\u00edmicos, que tiveram redu\u00e7\u00e3o de 2,97% no m\u00eas. <\/p>\n\n\n\n<p>A atividade retirou 0,25 ponto percentual do IPP e completou uma sequ\u00eancia de tr\u00eas meses de queda, com influ\u00eancia especialmente de petroqu\u00edmicos e fertilizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Borracha e pl\u00e1stico tamb\u00e9m registraram redu\u00e7\u00e3o, de 2,77%, no segundo m\u00eas consecutivo de baixa, embora o desempenho acumulado permanecesse elevado. <\/p>\n\n\n\n<p>A coexist\u00eancia entre recuos mensais e altas expressivas no ano mostra como diferentes momentos de reajuste ainda afetam a trajet\u00f3ria dos pre\u00e7os industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a aparece com clareza nos acumulados, j\u00e1 que outros produtos qu\u00edmicos ainda registravam alta de 8,15% em 2026, apesar das quedas recentes. <\/p>\n\n\n\n<p>Borracha e pl\u00e1stico apresentavam eleva\u00e7\u00e3o de 11,28% desde janeiro e avan\u00e7o de 11,16% na compara\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos doze meses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alta acumulada chega a 3,47% no ano<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o resultado de agosto, o IPP passou a acumular aumento de 3,47% em 2026, enquanto a varia\u00e7\u00e3o em doze meses chegou a 2,53%. <\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 julho, essa \u00faltima taxa estava em 1,94%, diferen\u00e7a que mostra o efeito da retomada mensal sobre a compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as atividades, equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos apresentaram o maior avan\u00e7o no acumulado do ano, com 17,09%. O mesmo grupo tamb\u00e9m liderou a compara\u00e7\u00e3o em doze meses, per\u00edodo no qual os pre\u00e7os subiram 18,82%.<\/p>\n\n\n\n<p>A metalurgia acumulou alta de 5,45% desde janeiro e de 9,48% em doze meses, ap\u00f3s voltar a registrar aumento em agosto. <\/p>\n\n\n\n<p>Nas ind\u00fastrias extrativas, o resultado anual passou para 1,80%, enquanto os alimentos alcan\u00e7aram eleva\u00e7\u00e3o de 2,70% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pre\u00e7os da ind\u00fastria avan\u00e7aram 0,36% em agosto, com alimentos, ind\u00fastrias extrativas e metalurgia entre as principais influ\u00eancias positivas sobre o \u00edndice. A ind\u00fastria brasileira voltou a registrar aumento nos pre\u00e7os praticados na porta das f\u00e1bricas em agosto de 2026, ap\u00f3s a queda de 0,83% observada no m\u00eas anterior, segundo dados do IBGE. 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