{"id":60553,"date":"2026-10-11T09:30:00","date_gmt":"2026-10-11T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=60553"},"modified":"2026-10-13T07:45:50","modified_gmt":"2026-10-13T10:45:50","slug":"rebanho-bovino-brasileiro-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/industria-e-tendencias\/rebanho-bovino-brasileiro-em-2025\/","title":{"rendered":"Rebanho bovino brasileiro diminui 1,7% em 2025, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O rebanho bovino brasileiro manteve o Centro-Oeste como principal regi\u00e3o produtora, apesar de o efetivo local ter ca\u00eddo 3,7% em 2025.<\/h3>\n\n\n\n<p>O Brasil terminou 2025 com menos bovinos pelo segundo ano consecutivo, em um movimento associado ao ritmo elevado de abates observado nos \u00faltimos quatro anos, especialmente entre as f\u00eameas. O efetivo nacional caiu 1,7% e chegou a 234,3 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, menor quantidade desde 2022, conforme os dados da Pesquisa da Produ\u00e7\u00e3o da Pecu\u00e1ria Municipal, do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Redu\u00e7\u00e3o do rebanho reflete fase de maior abate<\/h2>\n\n\n\n<p>A queda nacional aparece em um momento no qual a pecu\u00e1ria bovina atravessa uma fase de retirada mais intensa de animais do sistema produtivo, com impacto direto sobre o tamanho dos plant\u00e9is. <\/p>\n\n\n\n<p>O movimento afeta sobretudo a capacidade de recomposi\u00e7\u00e3o futura quando envolve maior participa\u00e7\u00e3o de f\u00eameas nos abates, j\u00e1 que essa parcela possui papel decisivo na expans\u00e3o dos rebanhos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Centro-Oeste apresentou a maior retra\u00e7\u00e3o entre as regi\u00f5es brasileiras, com queda de 3,7% pelo terceiro ano consecutivo, embora tenha preservado a lideran\u00e7a nacional. <\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o encerrou 2025 com 72,2 milh\u00f5es de bovinos, quantidade equivalente a 30,8% de todo o efetivo registrado no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia aparece o Norte, onde o n\u00famero de animais diminuiu 1,8% e terminou o ano em 63,4 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o, a regi\u00e3o continuou com o segundo maior efetivo bovino do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sul registrou queda de 1,7%, mesma varia\u00e7\u00e3o observada no total nacional, e fechou 2025 com aproximadamente 24,1 milh\u00f5es de bovinos. J\u00e1 o Sudeste teve retra\u00e7\u00e3o mais moderada, de 1%, e contabilizou 37,3 milh\u00f5es de cabe\u00e7as ao final do per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Nordeste destoou das demais regi\u00f5es e foi o \u00fanico a ampliar seu rebanho, com crescimento de 2,2% durante o ano. O avan\u00e7o levou o efetivo regional a 37,3 milh\u00f5es de animais, mesma quantidade observada no Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, no Par\u00e1, continuou com o maior rebanho municipal do pa\u00eds e contabilizou aproximadamente 2,7 milh\u00f5es de bovinos no encerramento do ano. <\/p>\n\n\n\n<p>Corumb\u00e1, Porto Velho, C\u00e1ceres e Marab\u00e1 tamb\u00e9m permaneceram entre os maiores efetivos locais, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia do Norte e do Centro-Oeste na bovinocultura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ovos, aquicultura e pequenos rebanhos alcan\u00e7am recordes<\/h2>\n\n\n\n<p>Outras atividades tamb\u00e9m contribu\u00edram para o crescimento econ\u00f4mico da pecu\u00e1ria, com novos m\u00e1ximos registrados na produ\u00e7\u00e3o de ovos, mel, camar\u00e3o e em alguns efetivos animais. <\/p>\n\n\n\n<p>O plantel de galin\u00e1ceos chegou a 1,6 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as, enquanto o n\u00famero de galinhas destinadas \u00e0 postura aumentou 5,8% e alcan\u00e7ou 293,3 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o brasileira de ovos atingiu 5,7 bilh\u00f5es de d\u00fazias, maior quantidade da s\u00e9rie hist\u00f3rica, ao mesmo tempo em que caprinos e ovinos alcan\u00e7aram 13,5 milh\u00f5es e 22,3 milh\u00f5es de animais, respectivamente. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses resultados ampliam o quadro de expans\u00e3o fora da bovinocultura e mostram que a retra\u00e7\u00e3o do principal rebanho nacional n\u00e3o se repetiu em todos os segmentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na aquicultura, a produ\u00e7\u00e3o de peixes avan\u00e7ou 7,1% e chegou a 783 mil toneladas, com a til\u00e1pia respons\u00e1vel por 68,2% desse volume nacional. <\/p>\n\n\n\n<p>O camar\u00e3o apresentou crescimento ainda mais intenso, de 18,2%, e alcan\u00e7ou 172,4 mil toneladas, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de mel aumentou 4,5% e atingiu 71,3 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto dos dados mostra duas tend\u00eancias simult\u00e2neas na pecu\u00e1ria brasileira em 2025, com redu\u00e7\u00e3o do efetivo bovino e crescimento do valor econ\u00f4mico obtido por diversas cadeias. <\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre maior produtividade, recordes em outras atividades e diferen\u00e7as regionais ajuda a explicar por que o setor ampliou receitas mesmo ap\u00f3s mais um ano de retra\u00e7\u00e3o no rebanho bovino.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Valor da pecu\u00e1ria cresce mesmo com rebanho menor<\/h2>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de bovinos n\u00e3o impediu que o valor da produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria brasileira alcan\u00e7asse R$ 141,2 bilh\u00f5es em 2025, resultado 6,2% superior ao registrado no ano anterior. <\/p>\n\n\n\n<p>Desse total, R$ 128 bilh\u00f5es vieram de produtos de origem animal, enquanto a aquicultura acrescentou outros R$ 13,2 bilh\u00f5es \u00e0 atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O leite permaneceu como principal componente econ\u00f4mico dessa produ\u00e7\u00e3o e movimentou R$ 89,5 bilh\u00f5es, o equivalente a 63,4% do valor total calculado pelo IBGE. <\/p>\n\n\n\n<p>O volume produzido alcan\u00e7ou 36,7 bilh\u00f5es de litros, novo recorde nacional, apesar de o pa\u00eds registrar redu\u00e7\u00e3o de 2,7% na quantidade de vacas ordenhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero desses animais caiu para 14,7 milh\u00f5es, menor contingente desde 1979, mas a produtividade m\u00e9dia avan\u00e7ou 5,6% e atingiu 2.498,7 litros por vaca durante o ano. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse contraste revela uma pecu\u00e1ria leiteira capaz de ampliar a produ\u00e7\u00e3o mesmo com uma base menor de animais, o que refor\u00e7a o peso dos ganhos de efici\u00eancia no resultado agregado.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rebanho bovino brasileiro manteve o Centro-Oeste como principal regi\u00e3o produtora, apesar de o efetivo local ter ca\u00eddo 3,7% em 2025. 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