{"id":60850,"date":"2026-10-19T10:30:00","date_gmt":"2026-10-19T13:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=60850"},"modified":"2026-10-19T11:43:18","modified_gmt":"2026-10-19T14:43:18","slug":"cop17-da-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/saude-seguranca-e-meio-ambiente\/cop17-da-biodiversidade\/","title":{"rendered":"Pa\u00edses chegam \u00e0 COP17 da Biodiversidade com metas ainda atrasadas"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Confer\u00eancia na Arm\u00eania revisar\u00e1 pela primeira vez o acordo global firmado em Kunming-Montreal e discutir\u00e1 como acelerar prote\u00e7\u00e3o, financiamento e recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas.<\/h3>\n\n\n\n<p>A COP17 da Biodiversidade come\u00e7ou nesta segunda-feira (19), em Yerevan, na Arm\u00eania, com mais de 200 pa\u00edses diante de uma tarefa central que vai al\u00e9m de anunciar novas promessas ambientais. Pela primeira vez, a confer\u00eancia far\u00e1 uma revis\u00e3o do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, refer\u00eancia internacional criada para conter a perda de natureza at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metas de 2030 ainda est\u00e3o distantes<\/h2>\n\n\n\n<p>O principal desafio aparece na diferen\u00e7a entre os compromissos assumidos internacionalmente e a velocidade com que as medidas necess\u00e1rias avan\u00e7am dentro dos pa\u00edses participantes. <\/p>\n\n\n\n<p>O marco aprovado por 196 na\u00e7\u00f5es estabelece 23 objetivos para esta d\u00e9cada, mas a avalia\u00e7\u00e3o preparada para a COP17 mostra que o ritmo atual permanece insuficiente para alcan\u00e7ar diversos resultados previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a trajet\u00f3ria permane\u00e7a pr\u00f3xima da observada at\u00e9 agora, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ambientes marinhos ter\u00e3o prote\u00e7\u00e3o ao final da d\u00e9cada. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses percentuais ajudam a dimensionar por que a confer\u00eancia dever\u00e1 concentrar esfor\u00e7os menos na cria\u00e7\u00e3o de novas metas e mais na execu\u00e7\u00e3o efetiva daquelas j\u00e1 negociadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns avan\u00e7os, entretanto, mostram que a implementa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a sair do campo das declara\u00e7\u00f5es nacionais para mudan\u00e7as concretas na prote\u00e7\u00e3o territorial. <\/p>\n\n\n\n<p>Desde a ado\u00e7\u00e3o do marco, mais de 1,3 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados em \u00e1reas terrestres ganharam prote\u00e7\u00e3o legal, enquanto aproximadamente 6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados adicionais passaram a contar com prote\u00e7\u00e3o nos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase todos os pa\u00edses vinculados \u00e0 conven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m estabeleceram objetivos nacionais, passo necess\u00e1rio para transformar compromissos internacionais em pol\u00edticas adaptadas \u00e0s realidades locais. <\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, an\u00e1lises preparadas para o encontro apontam atrasos relevantes e n\u00edveis de ambi\u00e7\u00e3o ainda incompat\u00edveis com a velocidade atual da degrada\u00e7\u00e3o dos ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Financiamento pode definir ritmo da conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A dificuldade para cumprir as metas n\u00e3o depende apenas de decis\u00f5es ambientais, porque preservar grandes \u00e1reas exige recursos financeiros, capacidade t\u00e9cnica e institui\u00e7\u00f5es capazes de executar pol\u00edticas durante muitos anos. <\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses com elevada biodiversidade frequentemente assumem parcela significativa desses custos, embora os benef\u00edcios produzidos por florestas, oceanos e outros ecossistemas ultrapassem suas pr\u00f3prias fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa assimetria coloca financiamento e coopera\u00e7\u00e3o internacional entre os assuntos mais importantes da COP17, especialmente para governos que possuem grandes \u00e1reas naturais e menor capacidade fiscal. <\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o dever\u00e1 incluir mecanismos capazes de ampliar acesso a recursos, conhecimento t\u00e9cnico e instrumentos que permitam transformar planos nacionais em a\u00e7\u00f5es mensur\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A dimens\u00e3o econ\u00f4mica da perda de natureza tamb\u00e9m amplia a press\u00e3o por respostas mais r\u00e1pidas, porque os custos ambientais que normalmente ficam fora das contas tradicionais alcan\u00e7am valores expressivos. <\/p>\n\n\n\n<p>As estimativas apresentadas para as discuss\u00f5es situam esse impacto entre US$ 10 trilh\u00f5es e US$ 25 trilh\u00f5es por ano, com reflexos sobre produ\u00e7\u00e3o, disponibilidade de \u00e1gua, alimenta\u00e7\u00e3o, clima e sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A biodiversidade passa, portanto, a ocupar uma posi\u00e7\u00e3o que ultrapassa pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o isoladas, porque sua deteriora\u00e7\u00e3o pode comprometer recursos utilizados diretamente por sociedades e atividades econ\u00f4micas. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse v\u00ednculo tamb\u00e9m explica por que a COP17 dever\u00e1 tratar a recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas como parte de uma agenda mais ampla de seguran\u00e7a ambiental e desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conectividade pode ampliar efic\u00e1cia da prote\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o territorial das \u00e1reas protegidas representa apenas parte do desafio, porque unidades isoladas nem sempre conseguem preservar os movimentos naturais necess\u00e1rios \u00e0 sobreviv\u00eancia de diferentes esp\u00e9cies. <\/p>\n\n\n\n<p>Corredores ecol\u00f3gicos aparecem nesse contexto como uma alternativa para conectar ambientes terrestres, marinhos e de \u00e1gua doce separados por atividades humanas ou por limites administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma rede mais integrada permite que popula\u00e7\u00f5es animais e vegetais circulem entre diferentes \u00e1reas, o que pode ampliar acesso a alimento, locais de reprodu\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es ambientais adequadas. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa l\u00f3gica acrescenta qualidade \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ao buscar ecossistemas capazes de funcionar em conjunto, em vez de considerar cada \u00e1rea protegida como uma unidade completamente independente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil dever\u00e1 levar essa abordagem \u00e0s discuss\u00f5es internacionais e defender maior presen\u00e7a da conectividade nos programas vinculados \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica. <\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia brasileira entra, nesse caso, como parte de uma discuss\u00e3o mais ampla sobre como diferentes pa\u00edses podem tornar suas redes de conserva\u00e7\u00e3o mais eficientes at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>A COP17 seguir\u00e1 at\u00e9 o dia 30 e ter\u00e1 como teste principal transformar uma agenda internacional j\u00e1 definida em medidas capazes de alterar a trajet\u00f3ria observada at\u00e9 agora. <\/p>\n\n\n\n<p>Com pouco tempo restante at\u00e9 2030, a dist\u00e2ncia entre compromissos e resultados passa a ocupar uma posi\u00e7\u00e3o central nas negocia\u00e7\u00f5es sobre o futuro da biodiversidade global.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia na Arm\u00eania revisar\u00e1 pela primeira vez o acordo global firmado em Kunming-Montreal e discutir\u00e1 como acelerar prote\u00e7\u00e3o, financiamento e recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. 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