{"id":60942,"date":"2026-10-22T11:00:00","date_gmt":"2026-10-22T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/?p=60942"},"modified":"2026-10-22T15:03:45","modified_gmt":"2026-10-22T18:03:45","slug":"energia-solar-no-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.solucoesindustriais.com.br\/news\/cases-e-analises\/energia-solar-no-mar\/","title":{"rendered":"Energia solar \u00e9 gerada a 10 metros de profundidade no mar"},"content":{"rendered":"<div class=\"tts_content_wrapper_1\" >\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A energia solar produzida debaixo d\u2019\u00e1gua alcan\u00e7ou 324 mWh em duas horas no teste realizado na maior profundidade avaliada pelos pesquisadores.<\/h3>\n\n\n\n<p>Pesquisadores conseguiram produzir eletricidade com pain\u00e9is solares instalados a 10 metros de profundidade no Mar da China Meridional, faixa na qual a gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica era considerada pouco pr\u00e1tica at\u00e9 agora. O experimento utiliza c\u00e9lulas de perovskita ajustadas para aproveitar principalmente a luz azul e verde que atravessa a \u00e1gua, o que abre espa\u00e7o para aplica\u00e7\u00f5es em sensores, c\u00e2meras e equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o submarinos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Luz azul e verde sustentam a gera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A principal dificuldade para produzir eletricidade abaixo da superf\u00edcie est\u00e1 na perda r\u00e1pida de parte da radia\u00e7\u00e3o solar conforme a profundidade aumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o testada explora justamente as faixas azul e verde do espectro, que atravessam a \u00e1gua com maior efici\u00eancia do que outros comprimentos de onda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aproveitar essa caracter\u00edstica, os pesquisadores utilizaram c\u00e9lulas de perovskita, material que permite ajustar a absor\u00e7\u00e3o de luz de acordo com as condi\u00e7\u00f5es previstas para cada aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa capacidade oferece uma vantagem sobre pain\u00e9is convencionais de sil\u00edcio, menos flex\u00edveis para responder \u00e0 composi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da luz dispon\u00edvel em ambientes submersos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos experimentos que reproduziram condi\u00e7\u00f5es equivalentes \u00e0s encontradas a 10 metros, aproximadamente 35% da radia\u00e7\u00e3o que alcan\u00e7ou as c\u00e9lulas foi convertida em eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi confirmada fora do laborat\u00f3rio, com m\u00f3dulos de 115 cm\u00b2 instalados no mar e avaliados em diferentes n\u00edveis abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante duas horas de opera\u00e7\u00e3o, o sistema produziu 324 mWh a 10 metros, quantidade inferior \u00e0 observada a 2 metros, mas suficiente para comprovar gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica naquela profundidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Durabilidade amplia potencial de uso no oceano<\/h2>\n\n\n\n<p>A possibilidade de manter equipamentos ativos por longos per\u00edodos depende n\u00e3o apenas da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, mas tamb\u00e9m da resist\u00eancia dos materiais ao ambiente submerso.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse aspecto, as c\u00e9lulas apresentaram estabilidade elevada ap\u00f3s 1.160 horas de testes simulados, sem perda relevante de desempenho ao longo da avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse comportamento, os pesquisadores estimaram uma vida operacional pr\u00f3xima de cinco anos e meio para sistemas mantidos continuamente a 10 metros abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dura\u00e7\u00e3o pode ser especialmente importante para dispositivos de monitoramento oce\u00e2nico instalados em locais nos quais a manuten\u00e7\u00e3o frequente possui custo elevado ou exige opera\u00e7\u00f5es complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho tamb\u00e9m ultrapassa uma barreira das pesquisas anteriores, que haviam concentrado demonstra\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas em profundidades pr\u00f3ximas de 2 metros.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o pr\u00f3ximo limite a ser testado est\u00e1 mais abaixo na coluna d&#8217;\u00e1gua, j\u00e1 que os pesquisadores pretendem verificar at\u00e9 qual profundidade a quantidade restante de luz continua suficiente para produzir eletricidade de forma \u00fatil.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <em>EuroNews<\/em><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A energia solar produzida debaixo d\u2019\u00e1gua alcan\u00e7ou 324 mWh em duas horas no teste realizado na maior profundidade avaliada pelos pesquisadores. 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