bobina Shrink
Aviso de segurança. Bobinas de plástico filme destinadas a contato direto com alimentos estão sujeitas à RDC Anvisa 91/2001 e à RDC 326/2019, que exigem resina e aditivos em lista positiva e laudo de migração emitido por laboratório competente. Filmes usados em unitização de cargas paletizadas interferem na estabilidade do transporte e na segurança prevista pela NR-11 para movimentação e armazenagem. Em aplicações alimentícias, farmacêuticas ou de carga instável, a especificação final deve ser validada por profissional habilitado ou responsável técnico da empresa.
Tipos de bobina de plástico filme e para que serve cada um
As famílias de filme em bobina não são intercambiáveis porque operam por princípios físicos diferentes. O filme stretch estira a frio e trabalha por memória elástica, prendendo a carga pela tensão residual. O filme shrink, ou termoencolhível, é encolhido por calor em túnel ou soprador e ajusta-se ao formato do produto. O BOPP é bi-orientado nas duas direções, o que lhe dá brilho, rigidez e estabilidade dimensional para impressão e laminação. O filme técnico de polietileno virgem cobre embalagem primária, revestimento e proteção de superfície, enquanto o filme agrícola incorpora aditivos de proteção contra radiação ultravioleta para suportar exposição em campo.
- Filme stretch manual e automático: unitização de paletes, micragem usual de 15 a 30 micra.
- Filme shrink de PEBD ou POF: agrupamento de packs, embalagem retrátil de bebidas e produtos de consumo.
- Filme BOPP transparente, perolizado ou metalizado: laminação, embalagem impressa e conversão gráfica.
- Filme técnico de PEBD e PEBDL: bobina para envase automático, saco convertido e proteção de peças.
- Filme agrícola com aditivo UV: cobertura de estufa, silagem e mulching.
- Bobina picotada ou sanfonada: formato convertido para uso direto na linha de embalagem.
Tabela de especificação: micragem, resina e aplicação
A tabela abaixo consolida as combinações mais recorrentes de bobina de plástico filme e serve como base para montar o pedido de cotação. As faixas de micragem são referências de mercado e devem ser confirmadas com o fornecedor conforme a carga, a máquina e o ambiente de uso. Note que a norma ou o regulamento aplicável muda conforme o destino do filme: bobina para contato com alimento e bobina para paletização respondem a exigências distintas.
| Família do filme | Resina típica | Faixa de micragem | Aplicação principal | Norma ou regulamento a observar |
|---|---|---|---|---|
| Stretch manual | PEBDL coextrudado | 15 a 25 micra | Paletização em baixo volume, expedição | NR-11 (estabilidade da carga movimentada) |
| Stretch automático | PEBDL pré-estirável | 15 a 23 micra | Paletizadora automática com carro de pré-estiramento | NR-11 e NR-12 no conjunto máquina |
| Shrink termoencolhível | PEBD ou POF multicamadas | 25 a 100 micra | Agrupamento de packs e embalagem retrátil | RDC 91/2001 se houver contato com alimento |
| BOPP | Polipropileno bi-orientado | 15 a 60 micra | Laminação, impressão flexográfica e rotográfica | RDC 326/2019 para aditivos em contato alimentício |
| Filme técnico de PEBD | PEBD virgem monocamada ou coextrudado | 20 a 200 micra | Envase automático, proteção de peças e revestimento | ABNT NBR 9622 para conferência de espessura |
| Filme agrícola com UV | PEBD aditivado | 100 a 200 micra | Estufa, silagem e cobertura de solo | ABNT NBR 15448 quando houver apelo de degradabilidade |
Como escolher a micragem sem pagar por plástico que não trabalha
Micragem alta não é sinônimo de desempenho. Em filme stretch, um material de 23 micra com boa capacidade de pré-estiramento pode segurar a mesma carga que um de 30 micra sem essa característica, consumindo menos quilos por palete. A decisão prática segue a natureza da carga: cargas leves e uniformes aceitam a faixa baixa da micragem; cargas com quina viva, canto de caixa metálica ou peça pontiaguda exigem filme com maior resistência à perfuração, o que muitas vezes se resolve por coextrusão em várias camadas antes de se resolver por espessura. Em bobina para envase automático, quem manda é a máquina: filme fino demais rompe na formação do tubo, filme grosso demais não sela no tempo de ciclo disponível.
- Carga leve, uniforme e sem arestas: comece pela faixa baixa da micragem e valide em teste de transporte real.
- Carga com aresta viva ou peso concentrado: priorize filme coextrudado com resistência à perfuração antes de aumentar espessura.
- Filme para impressão: verifique tratamento corona entre 38 e 42 dinas por centímetro no momento do uso, não só na produção.
- Filme para exposição externa: exija aditivo UV declarado e prazo de campo em meses ou safras, não apenas menção genérica.
- Filme para contato com alimento: confirme resina virgem em camada de contato e laudo de migração conforme a RDC Anvisa 91/2001.
Rendimento real: por que comparar preço por quilo engana
A bobina de plástico filme é vendida por quilo, mas consumida por metro. Dois fornecedores podem cotar o mesmo preço por quilo entregando rendimentos muito diferentes, porque a metragem linear de uma bobina depende da densidade da resina, da micragem efetiva e da largura útil. A conta correta em compras recorrentes não é reais por quilo: é custo por palete embalado, por pacote formado ou por metro de produto envolvido. Empresas que fazem essa conversão frequentemente descobrem que o filme mais caro por quilo é o mais barato por unidade embalada, sobretudo quando há pré-estiramento em máquina.
- Peça sempre o peso líquido por bobina, separado do peso do tubete e da embalagem externa.
- Solicite a metragem linear nominal e a tolerância aceita pelo fornecedor.
- Converta a proposta em custo por unidade embalada antes de comparar concorrentes.
- Meça a espessura de uma amostra recebida por método normalizado, como o da ABNT NBR 9622, antes de aceitar o lote.
- Registre o consumo por palete durante uma semana para ter a base real de comparação na próxima compra.
Modos de falha e erros comuns de especificação
A maior parte dos problemas com bobina de filme não nasce na fábrica do filme, mas no pedido. Bobina com tubete de diâmetro incompatível trava a produção no primeiro turno. Filme sem tratamento corona adequado aceita a tinta na impressão e a perde depois, com a arte descolando semanas mais tarde. Filme reciclado colocado em camada de contato com alimento inviabiliza o lote inteiro em auditoria sanitária. Filme sem aditivo UV instalado em estufa degrada em poucos meses. Filme stretch rodado com tensão errada na paletizadora rompe em ciclo ou aperta demais a carga, deformando a caixa e comprometendo o empilhamento.
- Tubete incompatível com o eixo da máquina: confirme o diâmetro interno em polegadas antes de fechar o pedido.
- Perda de tratamento corona ao longo do estoque: filme tratado tem prazo de validade útil para impressão.
- Resina reciclada em camada de contato alimentício: reprovação direta frente à RDC Anvisa 91/2001.
- Bloqueio das camadas do rolo em estoque quente: falta de aditivo antibloqueio ou armazenagem inadequada.
- Filme agrícola sem UV declarado: degradação prematura e perda de safra.
- Bobina fora de esquadro ou com telescopagem: defeito de rebobinamento que gera parada de linha.
O que define o preço da bobina de plástico filme
O preço da bobina se forma em camadas e é útil entender cada uma antes de negociar. A base é a resina: cotação internacional do polietileno e do polipropileno, e se ela é virgem, reciclada ou uma mistura. Sobre essa base incidem o processo (monocamada é mais barato que coextrusão de cinco camadas), a aditivação (UV, deslizante, antibloqueio e pigmento encarecem), a conversão (bobina picotada, sanfonada ou impressa custa mais que bobina lisa) e o volume contratado. Pedidos com largura especial exigem ajuste de máquina e costumam ter lote mínimo maior. Impressão personalizada acrescenta o custo de clichê, que é diluído na tiragem — por isso tiragens pequenas com arte impressa têm preço unitário desproporcional.
- Resina virgem versus reciclada, e o percentual de PCR admitido na aplicação.
- Número de camadas e complexidade da coextrusão.
- Aditivos técnicos: proteção UV, antibloqueio, deslizante e pigmentação.
- Largura especial e necessidade de corte fora do padrão do fornecedor.
- Impressão: número de cores, custo de clichê e tiragem contratada.
- Volume e recorrência: contrato mensal costuma ter condição diferente da compra pontual.
Checklist de cotação e como avaliar fornecedores de filme
Uma cotação de bobina de plástico filme bem montada elimina duas ou três rodadas de e-mail e evita lote errado. Reúna antes de solicitar: tipo de filme desejado, micragem alvo, largura útil, diâmetro do tubete, peso ou metragem por bobina, quantidade mensal estimada, aplicação final e exigência normativa. Do lado do fornecedor, além do preço, avalie a capacidade de fornecer ficha técnica com resina declarada, laudo de migração quando houver contato com alimento, rastreabilidade de lote e regularidade de entrega — quebra de fornecimento em insumo de linha custa mais que a diferença de preço por quilo. Fabricantes de filme, convertedores e distribuidores atendem perfis distintos: o convertedor resolve bem lotes com corte e impressão, enquanto o extrusor direto tende a ser mais competitivo em volume alto e especificação padrão.
- Ficha técnica com resina, micragem nominal e tolerância declaradas.
- Laudo de migração e conformidade sanitária quando o filme tocar alimento.
- Certificado ou declaração de origem quando houver resina reciclada no material.
- Amostra de bobina para teste em máquina antes do primeiro pedido cheio.
- Prazo de entrega, lote mínimo e política para largura fora de padrão.
- Condições de armazenagem recomendadas e prazo de validade do tratamento corona.
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Comparação de preço por quilo é a maior fonte de erro nas cotações recebidas: bobina de 20 micra rende quase o dobro de metros que uma de 35 micra no mesmo peso.
- Pedidos de bobina para impressão flexográfica chegam sem informar o nível de tratamento corona, que deveria estar entre 38 e 42 dinas por centímetro no momento do uso.
- Compradores de filme stretch pedem micragem alta quando o ganho real viria de filme pré-estirado rodando em máquina com percentual de estiramento controlado.
- Aplicações alimentícias muitas vezes são cotadas sem citar a RDC Anvisa 91/2001, e a resina proposta acaba sendo reciclada e imprópria para contato direto.
- Confusão entre filme stretch e filme shrink aparece em parte relevante das solicitações, apesar de serem processos físicos diferentes.
- Diâmetro do tubete e largura útil são os dados mais esquecidos no pedido, embora definam se a bobina entra ou não na máquina instalada.
- Volume de compra e periodicidade movem mais o preço final da bobina do que o próprio tipo de resina em pedidos recorrentes.
- Filmes agrícolas são frequentemente cotados sem aditivo UV, o que reduz drasticamente o tempo de campo em relação ao esperado.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre filme stretch e filme shrink em bobina?
O filme stretch é estirado a frio e mantém a carga presa pela tensão elástica residual, sem qualquer aquecimento. O filme shrink precisa de calor, aplicado em túnel ou soprador, para encolher e se ajustar ao produto. São processos físicos diferentes e as bobinas não são intercambiáveis: usar shrink como stretch resulta em carga solta, e usar stretch em túnel de calor gera fusão e ruptura do filme.
Bobina de plástico filme pode ter contato direto com alimento?
Pode, desde que a resina e os aditivos estejam em conformidade com a RDC Anvisa 91/2001 e com a lista positiva de aditivos da RDC 326/2019. Nesses casos, a camada de contato normalmente precisa ser de resina virgem e o fornecedor deve apresentar laudo de migração. Filme com resina reciclada pós-consumo em contato direto só é admitido em processos especificamente aprovados.
Como conferir se a micragem entregue corresponde ao que foi comprado?
A espessura de filmes de polietileno é determinada por método normalizado, como o previsto na ABNT NBR 9622, com medições em vários pontos da largura e da metragem. Recomenda-se medir amostras do lote recebido e comparar com a micragem nominal e a tolerância declarada em ficha técnica. Sem esse registro, contestar variação de espessura junto ao fornecedor fica inviável.
Qual a diferença entre tubete de 1 polegada e de 3 polegadas?
O tubete é o núcleo sobre o qual o filme é enrolado, e seu diâmetro interno precisa corresponder ao eixo da máquina ou ao aplicador manual. Tubetes de 1 polegada são comuns em filme stretch manual, enquanto os de 3 polegadas predominam em bobinas técnicas e de máquina. Bobina com tubete incompatível não entra no equipamento, e trocar o núcleo depois raramente é viável.
Vale a pena comprar filme com resina reciclada?
Em aplicações sem contato com alimento — como unitização de paletes, saco de resíduo e proteção de peças — o filme com percentual de resina reciclada reduz custo e ajuda a cumprir metas ligadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305/2010. Em contrapartida, a variação de propriedades mecânicas entre lotes tende a ser maior. Peça declaração do percentual de PCR e teste em máquina antes de migrar toda a linha.
O que é tratamento corona e quando ele é necessário?
É um tratamento superficial que eleva a energia de superfície do filme, medida em dinas por centímetro, permitindo que a tinta ancore no material. Para impressão flexográfica em polietileno e polipropileno, o nível usual de trabalho fica entre 38 e 42 dinas por centímetro no momento do uso. O tratamento decai com o tempo de estoque, então bobinas tratadas destinadas a impressão têm prazo útil e devem ser consumidas dentro dele.
Quais informações preciso reunir antes de pedir orçamento?
Tipo de filme, micragem alvo, largura útil, diâmetro do tubete, peso ou metragem por bobina, quantidade mensal estimada, aplicação final e exigência normativa aplicável. Com esses oito dados o fornecedor cota sem rodadas adicionais de esclarecimento. Se a aplicação for alimentícia ou de exposição externa, informe isso explicitamente, porque muda a resina e a aditivação propostas.
Existe lote mínimo para bobina com largura ou cor especial?
Sim. Larguras fora do padrão do fornecedor exigem ajuste de corte na extrusora ou na rebobinadeira, e pigmentação específica demanda purga de linha, o que se traduz em lote mínimo maior que o de bobina padrão. Filme impresso acrescenta ainda o custo de clichê, diluído na tiragem. Para volumes pequenos com especificação especial, convertedores costumam ser mais flexíveis que extrusores diretos.
Como armazenar bobinas de filme para não perder qualidade?
Bobinas devem ficar em local coberto, protegidas de radiação solar direta e afastadas de fontes de calor, preferencialmente na posição indicada pelo fornecedor para evitar deformação do tubete e telescopagem. Calor excessivo no estoque favorece o bloqueio entre camadas do rolo e acelera a perda do tratamento corona em filmes destinados a impressão. Vale também respeitar o giro do estoque por ordem de fabricação.
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Página revisada pela equipe técnica de Embalagens e Filmes Plásticos da Soluções Industriais. Última revisão: 20 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 9622, ABNT NBR 15448, RDC Anvisa 91/2001, RDC Anvisa 326/2019, Lei 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), NR-11.