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câmara frigorífica industrial

Câmara frigorífica industrial é o ambiente construído com envoltória isotérmica e sistema de refrigeração dedicado para manter produtos em temperatura controlada, tipicamente entre 10 °C e -25 °C, com estabilidade e registro. A envoltória é formada por painéis sanduíche com núcleo de poliuretano (PUR) ou poli-isocianurato (PIR) e faces metálicas pré-pintadas, cujos requisitos de fabricação, desempenho térmico e montagem são tratados pela ABNT NBR 16655. O sistema frigorífico associado — compressor, condensador, dispositivo de expansão e evaporador — trabalha em ciclo de compressão de vapor, e sua instalação e operação seguem os requisitos de segurança da ABNT NBR 16069 para sistemas de refrigeração.

Cinco variáveis comandam a especificação: a temperatura de trabalho, que separa resfriados de congelados e de ultracongelamento; a carga térmica em kcal/h, somando transmissão pela envoltória, infiltração por abertura de porta, calor do produto que entra, iluminação, motores e pessoas; a espessura e o núcleo do painel, que definem o coeficiente global de transmissão; o fluido refrigerante, hoje tensionado pela transição de HFC para HFO, CO2 e amônia; e o regime de degelo, que em congelados determina consumo e disponibilidade. Volume interno sozinho não especifica nada: duas câmaras de 100 m³ com giro de carga diferente podem exigir compressores com o dobro de capacidade uma da outra.

Do lado regulatório e de risco, câmara frigorífica industrial é obra de engenharia, não compra de equipamento avulso. A sala de máquinas e as partes móveis exigem proteções conforme a NR-12; o trabalho em ambiente artificialmente frio é enquadrado pela NR-15 Anexo 9 e, em abate e processamento de carnes, pela NR-36, que trata de pausas e vestimentas térmicas. Armazenagem de alimentos observa a RDC 216/2004 e a RDC 275/2002 da Anvisa quanto a controle e registro de temperatura, com fiscalização adicional do MAPA em estabelecimentos sob SIF. Toda câmara com porta de fechamento hermético precisa de dispositivo de abertura interna e alarme de pessoa presa, e o projeto, o dimensionamento e a instalação devem ter responsável técnico habilitado com ART, sob pena de o seguro e a certificação sanitária serem contestados após um sinistro.

Na Soluções Industriais, marketplace B2B com mais de 50 mil fornecedores cadastrados, mais de 250 mil produtos no catálogo e 3 milhões de negócios intermediados, o comprador compara cotações em três passos. Primeiro pesquisa o produto na plataforma, depois cota e recebe respostas de fornecedores com orçamentos alinhados às exigências técnicas, e por fim compara as opções para escolher a solução ideal para o negócio. O processo é gratuito para o comprador, conecta-o aos fornecedores adequados em até 24 horas e cobre cotações comparativas com confiança e segurança em uma única plataforma.

Aviso de segurança. Câmara frigorífica industrial envolve segurança de vida e segurança de alimentos: risco de aprisionamento em ambiente frio, vazamento de refrigerante e perda de cadeia de frio. O projeto, o dimensionamento da carga térmica e a instalação elétrica e mecânica devem ser conduzidos por engenheiro ou técnico habilitado com ART registrada, observando a NR-12, a NR-15 Anexo 9, a NR-36 quando houver processamento de carnes e a ABNT NBR 16655. Requisitos sanitários de armazenagem de alimentos seguem a RDC 216/2004 e a RDC 275/2002 da Anvisa, além da fiscalização do MAPA em estabelecimentos com SIF.

Tipos de câmara frigorífica industrial por faixa de temperatura

A primeira decisão de projeto é a faixa de temperatura, porque ela arrasta painel, compressor, degelo e piso. Câmaras de resfriados operam entre 0 °C e 10 °C e atendem hortifrúti, laticínios, carnes frescas e bebidas. Câmaras de congelados trabalham entre -18 °C e -25 °C, faixa padrão de estocagem de proteína e alimentos processados. Abaixo de -35 °C entra o campo do ultracongelamento e do túnel de congelamento rápido, com equipamento e envoltória de outra classe. Existem ainda câmaras de climatização controlada para maturação, secagem e câmaras de atmosfera modificada. Operações que precisam abaixar temperatura rapidamente, e não apenas manter, exigem equipamento de câmara de congelamento com capacidade dimensionada para o pull-down, não para a manutenção.

AplicaçãoTemperatura de projetoEspessura de painel usualDegelo típicoPonto crítico de projeto
Hortifrúti e flores2 °C a 10 °C75 a 100 mmParada de ciclo ou por arUmidade relativa alta para evitar desidratação do produto
Laticínios e carne fresca0 °C a 4 °C100 mmPor arEstabilidade térmica e acabamento sanitário lavável
Estocagem de congelados-18 °C a -25 °C125 a 150 mmElétrico ou gás quenteBarreira de vapor e proteção do piso contra levantamento
Pescado e ultracongelados-25 °C a -35 °C150 mmGás quenteCompressor em dois estágios ou sistema em cascata
Túnel de congelamento rápido-35 °C a -40 °C150 a 200 mmGás quenteCapacidade calculada por kg/h de produto, não por volume
Maturação e climatizada10 °C a 18 °C50 a 75 mmNão aplicávelControle de umidade relativa junto com temperatura
  • Resfriados de 0 °C a 10 °C: painel usual de 75 mm a 100 mm, degelo por ar ou parada de ciclo.
  • Congelados de -18 °C a -25 °C: painel de 125 mm a 150 mm, degelo elétrico ou por gás quente, piso com barreira de vapor e proteção contra congelamento do solo.
  • Ultracongelamento abaixo de -35 °C: painel de 150 mm a 200 mm, sistema em dois estágios ou cascata, antecâmara obrigatória na prática.
  • Túnel de congelamento: dimensionado por kg/h de produto congelado, não por m³ de volume.
  • Câmara de maturação e climatizada: controle simultâneo de temperatura e umidade relativa, com umidificação ativa.

Como calcular a carga térmica antes de pedir orçamento

Orçar câmara frigorífica industrial por metro cúbico é a origem da maior parte dos projetos subdimensionados. A carga térmica em kcal/h é a soma de parcelas independentes: transmissão pela envoltória, que depende da área total, do delta de temperatura e do coeficiente do painel; infiltração de ar por abertura de porta, que cresce com o número de aberturas por hora e com o delta térmico; calor do produto, que inclui o resfriamento sensível, o calor latente de congelamento e a respiração no caso de hortifrúti; e as cargas internas de iluminação, motores dos evaporadores, empilhadeiras e pessoas. Uma câmara de congelados com uma abertura de porta por dia e outra com trinta aberturas por hora, com o mesmo volume, não usam o mesmo compressor. Como regra de sanidade, se o fornecedor não perguntou o giro diário de carga em kg, a temperatura de entrada do produto e o número de aberturas de porta, ele está chutando a capacidade. Peça sempre a memória de cálculo com as parcelas separadas e o fator de segurança adotado, e confirme quantas horas por dia de operação do compressor foram assumidas — dimensionar para 24 horas contínuas e para 16 horas muda a capacidade em cerca de um terço.

  • Transmissão pela envoltória: área de paredes, teto e piso multiplicada pelo delta de temperatura e pelo coeficiente do painel.
  • Infiltração por porta: função direta do número de aberturas por hora; antecâmara e cortina de ar reduzem essa parcela de forma expressiva.
  • Carga de produto: massa diária que entra, temperatura de entrada, calor específico acima e abaixo do congelamento e calor latente.
  • Cargas internas: motores dos forçadores, iluminação, empilhadeiras elétricas e pessoas por hora dentro da câmara.
  • Horas de operação assumidas: dimensionar para 16 a 18 horas diárias deixa folga para degelo e picos de carga.

Painel isotérmico: PUR ou PIR, espessura e fixação

O painel define o custo operacional dos próximos quinze anos. O núcleo em poliuretano expandido (PUR) é o padrão de mercado, com bom desempenho térmico e custo menor. O núcleo em poli-isocianurato (PIR) tem desempenho térmico equivalente e reação ao fogo superior, formando camada carbonizada que retarda a propagação — diferença que pesa em exigência de seguradora, em depósito com alta ocupação e em ambiente com fonte de ignição próxima. Os requisitos de painéis e montagem estão na ABNT NBR 16655, e a resposta ao fogo dos materiais construtivos é avaliada segundo a ABNT NBR 9442 e a IT do corpo de bombeiros do estado. As faces em aço galvanizado pré-pintado atendem a maioria das aplicações; inox AISI 304 é reservado a áreas de contato direto com alimento não embalado, lavagem agressiva e ambientes sob SIF. A espessura acompanha a temperatura: subir de 100 mm para 150 mm em uma câmara de congelados aumenta o custo do painel, mas reduz permanentemente a carga de transmissão e permite compressor menor — a conta costuma fechar já no dimensionamento inicial, antes mesmo de considerar energia.

ItemPUR (poliuretano)PIR (poli-isocianurato)Quando escolher
Desempenho térmicoReferência de mercadoEquivalente ao PUREmpate: decidir por outros critérios
Reação ao fogoMenor resistência à propagaçãoForma camada carbonizada, retarda propagaçãoPIR quando há exigência de seguradora ou IT do bombeiro
Custo do painelMenorAcima do PURPUR em câmara pequena de resfriados sem exigência de fogo
Face padrãoAço galvalume pré-pintadoAço galvalume pré-pintadoInox 304 só em contato direto com alimento não embalado
Aplicação típicaFood service, distribuição, resfriadosDepósito logístico de grande porte, congelados, área com risco de incêndioDefinir junto com o projetista de PPCI

Sistema frigorífico: compressor, condensação e fluido refrigerante

O conjunto que gera frio pode ser monobloco compacto, unidade condensadora remota ou rack de compressores em paralelo atendendo várias câmaras. Monobloco resolve câmaras pequenas de food service com instalação rápida; unidade remota separa o calor e o ruído da área de operação; rack centralizado ganha em eficiência e redundância a partir de três ou quatro câmaras, ao custo de projeto e tubulação mais complexos. Na rejeição de calor, a condensação a ar é a mais simples, enquanto a condensação a água com torre de resfriamento reduz a pressão de descarga em regiões quentes e melhora o rendimento em plantas maiores. A escolha do fluido é o ponto de maior movimento hoje: o R-404A, ainda dominante no parque instalado, tem alto GWP e sofre o phase-down de HFC previsto na Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, internalizada no Brasil, com reflexo direto no preço de reposição. Alternativas de menor GWP como R-448A e R-449A permitem retrofit em muitos sistemas existentes; CO2 (R-744) e amônia (R-717) dominam plantas industriais de grande porte, esta última com exigências específicas de sala de máquinas segundo a ABNT NBR 16069.

  • Monobloco: até cerca de 20 m³ em resfriados, instalação em dias, manutenção simples.
  • Unidade condensadora remota: padrão de mercado para câmaras médias, permite afastar calor e ruído.
  • Rack de compressores em paralelo: eficiência parcial em carga baixa e redundância a partir de três câmaras.
  • Condensação a água com torre: ganho de rendimento em clima quente, exige tratamento de água e rotina de limpeza.
  • Refrigerante: verificar disponibilidade e preço de reposição do gás antes de fechar, não só o custo inicial da máquina.

Obra civil, piso e portas: onde os projetos falham

A maior parte dos chamados de garantia em câmara frigorífica industrial não vem do compressor, vem da interface com a obra. Em congelados, o solo abaixo do piso pode congelar e expandir, levantando o contrapiso e trincando o painel — o remédio é projeto de piso com barreira de vapor contínua e sistema antiheave por ventilação de subsolo ou resistência de aquecimento, item que costuma ser cortado do orçamento por desconhecimento. A barreira de vapor mal executada nas emendas deixa umidade migrar para dentro do núcleo do painel, que perde desempenho de forma irreversível e não se recupera com manutenção. Na porta de congelados, faltam com frequência a resistência de batente contra formação de gelo e a válvula de equalização de pressão, que evita o vácuo que empena painel e impede a abertura após o fechamento. Antecâmara e cortina de ar reduzem a infiltração e o gelo no evaporador em operações com muitas aberturas. E o item que nunca pode faltar por ser segurança de vida: dispositivo de abertura pelo lado interno, iluminação de emergência e alarme de pessoa presa, alinhados ao princípio de proteção da NR-12.

  • Barreira de vapor contínua e selada nas emendas, especialmente no piso e no encontro parede-piso.
  • Sistema antiheave em congelados: ventilação de subsolo ou aquecimento do contrapiso.
  • Válvula de equalização de pressão em toda câmara de congelados com porta hermética.
  • Resistência de batente e moldura antissuor nas portas de baixa temperatura.
  • Dispositivo de abertura interna, iluminação de emergência e alarme sonoro de pessoa presa.
  • Dreno do evaporador com sifão e traço aquecido, para não congelar dentro da câmara.
  • Nível e caimento do piso compatíveis com paleteira e empilhadeira, definidos antes da montagem do painel.

Conformidade sanitária, trabalhista e registro de temperatura

Em alimentos, a câmara é parte da estrutura auditada. A RDC 216/2004 e a RDC 275/2002 da Anvisa exigem controle e registro da temperatura de armazenagem, o que na prática significa termômetro calibrado, planilha ou datalogger e evidência de tratativa quando há desvio. Estabelecimentos sob SIF respondem ainda à fiscalização do MAPA quanto a acabamento sanitário, ausência de frestas, cantos arredondados e materiais laváveis. No eixo trabalhista, a exposição ao frio artificial é tratada na NR-15 Anexo 9, com vestimenta adequada e pausas para recuperação térmica; frigoríficos de abate e processamento de carnes seguem a NR-36, que detalha pausas, ergonomia e organização do trabalho em ambiente frio. A sala de máquinas e os equipamentos em movimento exigem proteções e procedimentos de bloqueio conforme a NR-12, e todo o projeto e a instalação devem ter responsável técnico habilitado com ART registrada no CREA. Para produtos termolábeis de saúde, o controle é ainda mais estrito e demanda qualificação térmica com mapeamento de pontos quentes e frios e sistema de alarme redundante.

Custo total de propriedade: o que move o preço e o que pesa depois

O preço de aquisição de uma câmara frigorífica industrial é formado por blocos que devem aparecer separados na proposta: painéis e estrutura, sistema frigorífico, piso e obra civil, portas e acessórios, automação e comissionamento, frete e montagem. O que move o valor para cima é previsível — temperatura mais baixa, maior espessura de painel, face em inox, condensação a água, rack em paralelo, redundância, automação com registro contínuo e exigência de certificação sanitária. Do lado operacional, o custo dominante é energia elétrica: uma câmara de congelados consome, por metro cúbico e por dia, várias vezes o que consome uma de resfriados, e o desempenho real depende diretamente da espessura do painel, da qualidade da vedação, da disciplina de abertura de porta e da limpeza do condensador. Condensador sujo é o maior ladrão silencioso de eficiência em planta frigorífica, e a rotina de limpeza é barata perto da perda de rendimento. Some ainda manutenção preventiva programada, reposição de gás refrigerante — cujo preço vem subindo nos HFC de alto GWP — e substituição de borrachas e resistências de porta. Ao comparar propostas, iguale a premissa de carga térmica: proposta mais barata quase sempre é proposta com capacidade menor.

Bloco de custoO que move o valorPeso ao longo da vida útil
Painel e estruturaEspessura, núcleo PIR, face em inox, área totalAlto na aquisição, define consumo permanente
Sistema frigoríficoCapacidade em kcal/h, tipo de condensação, rack e redundânciaAlto na aquisição e na manutenção
Piso e obra civilBarreira de vapor, sistema antiheave, nivelamentoMédio na aquisição, altíssimo se falhar
Portas e acessóriosPorta rápida, antecâmara, cortina de ar, resistênciasMédio, com retorno direto em consumo
Automação e registroControlador, datalogger, alarme, telemetriaBaixo a médio, exigido em auditoria
Energia elétricaEspessura, vedação, aberturas de porta, limpeza do condensadorDominante no custo total
Manutenção e refrigerantePlano preventivo, disponibilidade e GWP do gásCrescente conforme o parque envelhece

Como cotar com fornecedores e o que exigir na proposta

Cotação bem feita começa por reunir os dados que o projetista precisa antes de pedir preço. Com essas informações em mãos, propostas de fornecedores diferentes viram comparáveis e a negociação deixa de girar em torno do desconto para girar em torno do escopo. Exija memória de cálculo de carga térmica com as parcelas separadas, capacidade frigorífica em kcal/h nas condições de projeto, marca e modelo dos componentes principais, escopo explícito de obra civil e piso, prazo de fabricação e de montagem, garantia separada de painel e de sistema frigorífico e a ART do responsável técnico. Peça também o desenho de layout com posição de porta, evaporador e dreno, porque mudança de posição depois da montagem custa caro. Fornecedores sérios entregam ainda o plano de manutenção preventiva e o treinamento operacional no comissionamento.

  • Volume interno pretendido, pé-direito livre e área disponível no galpão.
  • Temperatura de trabalho e produto armazenado, com temperatura de entrada.
  • Giro diário de carga em kg e número estimado de aberturas de porta por hora.
  • Tipo de piso existente, presença de rebaixo e se haverá tráfego de empilhadeira.
  • Tensão e potência disponíveis no quadro, e local possível para a condensadora.
  • Exigência sanitária aplicável: Anvisa, SIF, auditoria de cliente ou certificação.
  • Necessidade de registro contínuo de temperatura, alarme e telemetria.

Como a Soluções Industriais cobre este nicho

Para câmara frigorífica industrial, a plataforma reúne 3 fornecedores verificados, presentes desde 2018, além da curadoria Amplitude Industrial. 3 atendem todo o território nacional e os demais cobrem praças regionais. Em uma única requisição, o comprador recebe cotações comparáveis de quem atende a sua região, dentro do SLA de 24 horas.

Cobertura por praçaFornecedores
Nacional3

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Cotações de câmara frigorífica industrial no marketplace chegam com volume em m³ mas sem carga térmica calculada, o que obriga o fornecedor a refazer a premissa antes de precificar.
  • Compradores de congelados subestimam a espessura de painel: pedidos de 100 mm para operar a -25 °C aparecem com frequência e voltam do fornecedor como 150 mm ou 200 mm.
  • Pedidos de reposição de gás refrigerante concentrados em R-404A revelam parque instalado antigo, com custo crescente de recarga por causa do phase-down de HFC.
  • Projetos de retrofit pedem trocar só a unidade condensadora e mantêm painel de mais de quinze anos com barreira de vapor rompida, o que derruba o ganho de eficiência esperado.
  • Checklist de cotação que qualifica lead neste nicho: volume interno, temperatura de trabalho, produto armazenado, giro diário de carga, tipo de piso existente, pé-direito e tensão disponível.
  • Câmaras em operação de food service pedem antecâmara com muito menos frequência que frigoríficos, e é onde mais aparecem chamados de formação de gelo na porta.
  • Demanda por registro contínuo de temperatura com alarme cresce em cotações ligadas a auditoria de cliente final, não a exigência do próprio operador.
  • Orçamentos comparáveis exigem separar painel, sistema frigorífico, piso, portas e automação em itens distintos: propostas fechadas em preço único escondem onde está a diferença.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre câmara frigorífica industrial e câmara fria comercial?

A diferença está na escala, no regime de uso e na exigência de projeto. Câmara comercial de food service costuma ser monobloco, com poucos metros cúbicos e uso intermitente; a industrial trabalha com carga térmica calculada, operação contínua, painéis de maior espessura e sistema frigorífico dimensionado com folga para degelo e picos. A industrial normalmente exige ART, memória de cálculo e conformidade com a ABNT NBR 16655 e a ABNT NBR 16069.

Quanto tempo leva para fabricar e montar uma câmara frigorífica industrial?

O prazo depende do escopo, mas os blocos são previsíveis: engenharia e aprovação de projeto, fabricação de painéis, obra civil de piso e montagem com comissionamento. Sistemas com componentes importados ou compressores de grande capacidade costumam ter o prazo comandado pela entrega do equipamento, não pelo painel. Peça o cronograma com as etapas separadas e confirme se a obra civil de piso está dentro ou fora do escopo do fornecedor, porque essa é a interface que mais atrasa.

Preciso de ART e de responsável técnico para instalar uma câmara frigorífica?

Sim, em instalação industrial o projeto e a execução devem ter responsável técnico habilitado com ART registrada no CREA. Isso vale para o dimensionamento térmico, o sistema frigorífico, a instalação elétrica e as proteções previstas na NR-12. Sem essa documentação, a empresa fica exposta em auditoria, em fiscalização do trabalho e em eventual sinistro coberto por seguro.

Vale mais a pena reformar a câmara existente ou comprar uma nova?

O critério prático é o estado do painel. Se a barreira de vapor está rompida e o núcleo absorveu umidade, o desempenho térmico não se recupera e o retrofit apenas do sistema frigorífico entrega bem menos que o prometido. Trocar só a unidade condensadora faz sentido quando o painel está íntegro e seco, sem descolamento de face nem infiltração visível nas emendas. Vale pedir uma inspeção com termografia antes de decidir.

Que documentos e laudos devo exigir do fornecedor na entrega?

Peça memória de cálculo da carga térmica, relatório de comissionamento com temperaturas medidas em pull-down, esquema elétrico e diagrama frigorífico as built, lista de componentes com marca e modelo, manual de operação e plano de manutenção preventiva, certificado do refrigerante carregado e a ART do responsável técnico. Em aplicação de alimentos, guarde também os registros de temperatura desde o comissionamento, pois eles sustentam a rastreabilidade exigida pela RDC 275/2002.

Com que frequência a câmara precisa de manutenção preventiva?

A rotina usual combina inspeções mensais de rotina — limpeza de condensador, verificação de dreno e vedação de porta — com manutenção trimestral ou semestral mais completa do sistema frigorífico, incluindo checagem de carga de refrigerante, superaquecimento, correntes elétricas e funcionamento do degelo. Condensador sujo e vedação de porta ressecada são as duas causas mais comuns de aumento de consumo. A frequência exata deve constar do plano do fornecedor, ajustada ao ambiente e ao regime de uso.

O que acontece se a espessura de painel for menor que a recomendada?

A carga de transmissão sobe, o compressor passa a operar mais horas por dia e o consumo cresce permanentemente. Em congelados, painel subdimensionado também aumenta a chance de condensação na face externa e de formação de gelo interno, além de reduzir a autonomia térmica em falta de energia. É um erro que não se corrige depois sem desmontar a câmara, por isso a espessura deve sair do cálculo de carga térmica e não do preço da proposta.

Câmara frigorífica industrial pode ser desmontada e transferida de endereço?

Sim, essa é uma das vantagens do sistema modular em painéis frente à alvenaria: a estrutura é desmontável e pode ser remontada em outro galpão. Na prática, é comum haver perda de alguns painéis, necessidade de novas ferragens de junção e refazer completamente o piso e a barreira de vapor no destino. Avalie o custo de desmontagem, transporte, remontagem e nova obra de piso contra o valor de uma câmara nova antes de decidir.

Como o phase-down de HFC afeta quem vai comprar agora?

A Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal estabelece a redução gradual do consumo de HFC, e fluidos de alto GWP como o R-404A tendem a ficar mais caros e menos disponíveis para reposição ao longo da vida útil do equipamento. Em compra nova, vale avaliar alternativas de menor GWP como R-448A e R-449A, ou CO2 e amônia em plantas de maior porte. Pergunte ao fornecedor qual fluido será carregado e qual o caminho de retrofit previsto para aquele sistema.

Solicitar orçamento gratuito

Para obter cotações comparativas de câmara frigorífica industrial, informe a especificação técnica completa, o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.

Página revisada pela equipe técnica de Refrigeração e Climatização da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 16655, ABNT NBR 16069, ABNT NBR 9442, NR-12, NR-15 Anexo 9, NR-36, RDC 216/2004 (Anvisa), RDC 275/2002 (Anvisa), Protocolo de Montreal - Emenda de Kigali.