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Cone magnético

O cone magnético é um separador magnético passivo em formato cônico, montado dentro de funil, silo, tremonha ou duto de queda para reter partículas ferrosas arrastadas pelo material a granel antes que cheguem à máquina. O corpo é normalmente em aço inox AISI 304 ou AISI 316L, hermeticamente soldado, e abriga um bloco de ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro, ferrite de bário ou samário-cobalto. O formato cônico existe para desviar o fluxo do granulado contra a superfície ativa e aumentar o tempo de contato, ao contrário de placas planas que só capturam o que passa rente à parede. Em plantas de alimento, ração e farmacêutico, o equipamento entra no plano de controle de perigo físico previsto pela lógica de análise de perigos da ABNT NBR ISO 22000 e pelos procedimentos operacionais da RDC Anvisa 275/2002.

A especificação passa por quatro a cinco variáveis que definem se o cone funciona no processo: o material magnético e sua classe térmica, que determinam a indução disponível em gauss e a temperatura máxima de trabalho sem perda irreversível; o diâmetro externo e a altura do cone, que precisam casar com a geometria do funil sem estrangular a vazão; a vazão de material e a granulometria, que definem o tempo de residência da partícula na zona de captura; o material e o acabamento do invólucro, que respondem por resistência à abrasão do granulado, à corrosão e à limpabilidade; e o regime de limpeza, que decide entre modelo fixo de limpeza manual e versão desmontável ou de fácil extração. Ignorar qualquer uma delas produz um equipamento que cabe no funil mas não retém o contaminante que motivou a compra.

Do lado regulatório e operacional, o cone raramente é um item neutro. Quando protege linha de alimento ou ração, costuma ser cadastrado como ponto crítico de controle e passa a exigir registro de inspeção, verificação periódica da força magnética com gaussímetro e evidência documental em auditorias de esquemas como IFS Food e BRCGS. Quando protege injetora, extrusora ou moinho, a retirada para limpeza acontece em máquina que precisa estar parada e bloqueada conforme a NR-12, sob risco de acidente com partes móveis e material aquecido. Dimensionamento para processo crítico, definição de classe térmica e validação da eficiência de captura devem ser conduzidos com apoio de profissional habilitado e responsável técnico formalmente designado, sobretudo quando a falha significa contaminação de lote ou dano em equipamento de alto valor.

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Cone magnético

Aviso de segurança. Cone magnético usado como barreira contra perigo físico ferroso em alimento, ração ou farmacêutico integra o plano APPCC da planta e deve ter sua eficiência verificada e registrada, conforme a lógica de controle de perigos da ABNT NBR ISO 22000 e os procedimentos operacionais exigidos pela RDC Anvisa 275/2002. A instalação e a retirada dentro de funil de injetora ou silo envolvem máquina em operação e exigem parada segura e bloqueio de energia nos termos da NR-12, com execução por profissional habilitado e responsável técnico definido para validar o dimensionamento.

O que é e onde o cone magnético é instalado

O cone magnético trabalha por gravidade: o granulado desce pelo funil, encontra a superfície cônica e é obrigado a escoar em fluxo fino ao redor do ímã, que atrai e prende partículas ferrosas soltas — parafuso, arruela, rebarba de moagem, cavaco de rosca e resíduo de moinho. Os pontos clássicos de instalação são a boca de alimentação de injetoras e extrusoras, a saída de silo e misturador, dutos de queda em linha de ração e a entrada de moinho granulador. É comum a planta combinar o cone com outros elementos de captura na mesma linha, já que cada formato cobre uma geometria de fluxo diferente e um cone sozinho não substitui um estágio completo de separação magnética em processos de alto volume.

Neodímio, ferrite ou samário: o material define a temperatura, não só a força

A escolha do material magnético é o ponto onde a maioria das compras erra. O neodímio entrega a maior indução por volume, na ordem de 10.000 a 12.000 gauss na superfície em configurações comuns, mas a classe térmica padrão perde força de forma irreversível ao operar próximo de 80 °C — e resina secada, funil aquecido e proximidade do canhão facilmente chegam lá. Classes térmicas superiores de neodímio, identificadas por sufixos como M, H, SH e UH, ampliam essa faixa em troca de preço maior. O ferrite de bário oferece indução bem menor, mas tolera temperatura mais alta e resiste melhor à corrosão a um custo bastante inferior. O samário-cobalto é a rota cara para processos que combinam calor elevado e necessidade de força alta. A regra prática de decisão: força alta em ambiente frio pede neodímio de classe padrão; ambiente quente e contaminação grosseira aceita ferrite; ambiente quente com partícula fina exige neodímio de classe térmica elevada ou ímã de samário, quando o orçamento suporta.

Tabela de especificação para comparar propostas

Sem uma folha de especificação mínima, propostas de fornecedores diferentes viram números incomparáveis. A tabela abaixo organiza os atributos que precisam constar em qualquer orçamento de cone magnético e o que cada um significa na prática. Onde o fornecedor não declarar o valor, o comprador deve exigir a informação por escrito antes de fechar — principalmente indução medida e temperatura máxima de trabalho, que são os dois campos mais omitidos.

AtributoOpções usuaisImpacto na aplicação
Material magnéticoNeodímio (NdFeB), ferrite de bário, samário-cobaltoDefine a indução disponível e o limite térmico do equipamento
Indução na superfícieFaixa declarada em gauss ou tesla, medida com gaussímetroÚnico parâmetro que permite comparar modelos de fornecedores distintos
Temperatura máxima de trabalhoDeclarada em °C conforme classe térmica do ímãUltrapassá-la causa perda de força irreversível, não recuperável por resfriamento
Material do invólucroAço inox AISI 304 ou AISI 316L304 atende uso geral; 316L é indicado a contato com alimento, cloreto e agente químico
Acabamento superficialPolido sanitário, escovado ou naturalPolimento reduz incrustação e é exigido em linha de alimento e farmacêutico
Diâmetro e altura do coneDefinidos pela geometria do funil e pela vazãoSobredimensionar estrangula o fluxo; subdimensionar deixa passar contaminante
Sistema de limpezaExtração manual, versão desmontável ou de encaixe rápidoDetermina tempo de parada e custo de mão de obra por turno
Vedação e fixaçãoSolda hermética, haste, flange ou apoio na parede do funilVedação deficiente permite infiltração de material e inviabiliza higienização
DocumentaçãoLaudo de indução, certificado do material do invólucroRequisito de auditoria em esquemas de segurança de alimentos

Dimensionamento: vazão, granulometria e tempo de contato

Cone magnético não se dimensiona por catálogo, se dimensiona por fluxo. A lógica é simples: quanto maior a vazão de material por hora e maior a velocidade de queda, menor o tempo que cada partícula passa na zona de atração — e força magnética alta não compensa contato curto demais. Por isso o diâmetro do cone tem de ser suficiente para espalhar o granulado em camada fina, e não apenas caber no funil. Duas heurísticas de campo ajudam: material que desce em coluna espessa e concentrada exige aumentar a área de captura ou instalar um segundo estágio abaixo; partícula fina, leve e de baixa densidade tende a ser arrastada pelo fluxo mesmo com ímã forte, e nesses casos vale reduzir a velocidade de queda antes de aumentar a potência do ímã. O terceiro fator é a natureza do contaminante: fragmento de aço-carbono responde bem, enquanto lasca de aço inoxidável austenítico encruado tem resposta magnética fraca e exige indução muito superior, o que explica boa parte das queixas de eficiência insuficiente após a instalação.

  • Levante a vazão real em kg/h e a densidade aparente do material antes de escolher o diâmetro
  • Verifique se a queda é livre ou em coluna cheia — coluna cheia reduz drasticamente a captura
  • Identifique o contaminante predominante: aço-carbono, inox austenítico ou partícula de desgaste fina
  • Considere estágio duplo quando o material já vem de processo de moagem ou reciclado
  • Meça a temperatura no ponto exato de instalação, não a temperatura ambiente do galpão

Modos de falha e erros comuns de especificação

Os problemas que aparecem depois da compra se repetem com pouca variação. O mais frequente é a perda de força por temperatura: o cone é especificado por gauss no papel, instalado perto de zona aquecida e após alguns meses já não retém o que retinha, sem que ninguém tenha medido nada para comprovar. O segundo é a limpeza mal feita — quando não há rotina definida, a camada de partícula acumulada na superfície blinda o ímã e a captura cai mesmo com o equipamento íntegro. O terceiro é o dano mecânico: granulado abrasivo em alta vazão desgasta o invólucro e, se a solda romper, o próprio ímã vira contaminante do processo, o que em linha de alimento significa recolhimento de lote. Some a isso a instalação em ponto errado do funil, o uso de invólucro 304 em ambiente com cloreto e a ausência de qualquer registro de verificação — combinação que costuma aparecer justamente na véspera da auditoria.

  • Perda irreversível de força por operação acima da classe térmica do ímã
  • Blindagem da superfície por acúmulo de partícula sem rotina de limpeza
  • Desgaste abrasivo do invólucro e risco de ruptura da solda
  • Corrosão por pite em inox 304 exposto a cloreto ou limpeza agressiva
  • Expectativa equivocada de captura para fragmento de inox austenítico fracamente magnético
  • Retirada do cone com máquina energizada, contrariando a NR-12

O que define o preço e o que exigir no orçamento

O preço de um cone magnético é movido por poucos fatores, e conhecê-los evita comparar propostas que só parecem iguais. O material magnético é o item mais pesado: neodímio custa substancialmente mais que ferrite pelo mesmo volume, e classes térmicas superiores acrescentam outro degrau; samário-cobalto é o extremo superior. Depois vêm o material do invólucro, onde o 316L é sensivelmente mais caro que o 304, o acabamento sanitário polido, o diâmetro e a massa total de ímã, a existência de sistema de extração ou desmontagem e a emissão de laudo com medição em gauss. Fabricação sob medida para geometria específica de funil, quantidade por pedido e prazo de entrega fecham a conta. Vale ainda avaliar o custo total: um cone de ferrite barato que exige limpeza a cada turno pode custar mais em mão de obra ao longo do ano do que um modelo de maior força com extração rápida.

  • Informe diâmetro interno e geometria do funil, com croqui ou foto do ponto de instalação
  • Declare vazão em kg/h, densidade aparente e granulometria do material
  • Especifique a temperatura máxima real no ponto de instalação
  • Diga qual é o contaminante alvo e o tamanho típico da partícula
  • Exija indução declarada em gauss e a temperatura máxima de trabalho por escrito
  • Peça laudo de medição magnética e certificado do material do invólucro quando houver auditoria
  • Defina se a limpeza será manual e com que frequência, para escolher entre modelo fixo e extraível
  • Informe quantidade e periodicidade de reposição para negociar lote em vez de compra avulsa

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Faixa de indução declarada por fornecedor varia de 3.000 a 12.000 gauss para o mesmo formato de cone, o que torna a comparação sem laudo praticamente inútil.
  • Pedido recorrente de cone com invólucro em inox 316L cresce quando a planta entra em auditoria IFS Food ou BRCGS.
  • Compradores de transformação de plástico costumam cotar cone junto com o funil e o secador, não como item isolado.
  • Reclamação mais comum recebida em cotação é perda de força após meses de operação em processo com resina secada acima de 100 °C.
  • Orçamentos que não informam vazão de material e granulometria voltam com diâmetro subdimensionado em boa parte dos casos.
  • Demanda por versão desmontável para limpeza aparece sobretudo em alimento e ração, onde o cone é registrado como ponto crítico de controle.
  • Cotação de reposição pontual costuma sair mais cara por unidade que lote fechado de manutenção anual da planta.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre cone magnético e grade ou gaveta magnética?

O cone é um elemento único de formato cônico que desvia o fluxo do granulado contra sua superfície ativa, indicado para funil e duto de queda de seção reduzida. Grades e gavetas usam vários bastões paralelos e oferecem área de captura muito maior, adequada a silo e transporte de alto volume. Em muitas plantas os dois convivem: cone no ponto final antes da máquina e grade no estágio anterior.

Quantos gauss um cone magnético precisa ter?

Não existe número único: depende do contaminante e da vazão. Configurações de neodímio costumam ser oferecidas na faixa de 10.000 a 12.000 gauss de superfície, enquanto modelos de ferrite ficam bem abaixo disso. O critério correto é exigir a indução declarada e medida com gaussímetro e verificar se ela é compatível com o tamanho e o tipo de partícula que se quer reter.

O cone magnético captura partículas de aço inoxidável?

Parcialmente. Inox austenítico como o 304 é fracamente magnético em estado recozido, mas ganha alguma resposta magnética quando encruado por corte, desgaste ou deformação. Fragmentos nessas condições podem ser retidos apenas por equipamentos de indução muito elevada e com baixa velocidade de fluxo. Se a contaminação por inox for o problema principal, o cone isolado tende a não resolver.

Com que frequência o cone precisa ser limpo?

A frequência é definida pela carga de contaminação, não por regra fixa. Linhas com material reciclado ou vindo de moagem podem exigir limpeza a cada turno; processos com matéria-prima virgem e controlada aceitam intervalos maiores. Em plantas com plano APPCC, a periodicidade e o registro da limpeza fazem parte do procedimento operacional e são cobrados em auditoria, na linha do que estabelece a RDC Anvisa 275/2002.

O ímã perde força com o tempo?

Ímãs permanentes têm perda natural muito lenta em condições normais, mas a perda relevante na prática é causada por temperatura acima da classe térmica do material, por choque mecânico severo e por corrosão do invólucro. Por isso auditorias de segurança de alimentos pedem verificação periódica com gaussímetro e histórico documentado, e não apenas a nota fiscal de aquisição.

Preciso de inox 316L ou o 304 resolve?

O AISI 304 atende a maior parte das aplicações industriais gerais, incluindo transformação de plásticos. O AISI 316L é recomendado quando há contato direto com alimento, presença de cloreto, produto químico agressivo ou rotinas de higienização severas, situações em que o 304 fica sujeito a corrosão por pite. O 316L custa sensivelmente mais, então só faz sentido quando o ambiente justifica.

É possível fabricar cone magnético sob medida para o meu funil?

Sim, a fabricação sob medida é comum, já que a geometria do funil varia por fabricante de máquina e por processo. Para cotar dimensional específico, informe diâmetro interno, ângulo da parede, altura disponível e forma de apoio ou fixação, preferencialmente com croqui ou foto. Peças sob medida costumam ter prazo de entrega maior que modelos de linha.

Qual documentação pedir ao fornecedor?

Peça laudo de medição de indução magnética com identificação do instrumento utilizado, certificado ou declaração do material do invólucro, informação escrita da temperatura máxima de trabalho e desenho dimensional. Em plantas certificadas por esquemas como IFS Food ou BRCGS, esses documentos compõem a evidência de controle do perigo físico prevista na lógica de gestão da ABNT NBR ISO 22000.

A troca do cone pode ser feita com a máquina em operação?

Não. A retirada e a recolocação do elemento em funil de injetora, extrusora ou silo devem ocorrer com o equipamento parado e com energias bloqueadas, conforme os requisitos de segurança da NR-12. A rotina precisa estar descrita em procedimento e ser executada por pessoal treinado, com acompanhamento de profissional habilitado quando houver risco associado a partes móveis ou material aquecido.

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Página revisada pela equipe técnica de Equipamentos Magnéticos da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

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Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 22000, RDC Anvisa 275/2002, NR-12, IFS Food, BRCGS.