China avança com reator de tório na corrida por energia limpa
A China está liderando a revolução energética global com o desenvolvimento de um reator de tório, que promete uma fonte de energia limpa e sustentável, gerando baixos níveis de resíduos radioativos.
A China deu um passo crucial na busca por energia limpa ao recarregar combustível em um reator de fissão nuclear em operação no deserto de Gobi. Este avanço destaca a liderança chinesa na revolução energética global.
Reator de tório: a próxima revolução energética
O reator de sal fundido de tório é considerado por muitos especialistas como a próxima grande revolução no campo da energia.
Este tipo de reator utiliza tório, um elemento abundante na crosta terrestre, como combustível, o que representa uma alternativa promissora e sustentável aos combustíveis nucleares tradicionais.
Um dos principais atrativos do reator de tório é a sua capacidade de operar de forma contínua, mesmo durante o reabastecimento.
Isso foi demonstrado recentemente pela China, que conseguiu recarregar o combustível enquanto o reator estava em funcionamento, marcando um avanço significativo na tecnologia nuclear.
Além disso, os reatores de tório produzem uma quantidade mínima de resíduos radioativos em comparação com os reatores convencionais, tornando-os uma opção mais segura e ambientalmente amigável.
Uma única mina rica em tório, localizada na Mongólia Interior, poderia teoricamente suprir as necessidades energéticas da China por milhares de anos.
Atualmente, o reator de tório da China, localizado na cidade de Wuwei, na província de Gansu, é o único do tipo em operação no mundo.
Com capacidade para gerar dois megawatts de energia, ele é suficiente para abastecer cerca de 2.000 residências. No entanto, a China já está construindo um reator ainda maior, projetado para produzir 10 megawatts de eletricidade até 2030.



