Inadimplência do consumidor atinge 30,2% em julho e preocupa economistas
A inadimplência do consumidor no Brasil atingiu 30,2% em julho de 2025, o maior nível desde 2023, afetando principalmente as famílias de baixa e média renda, o que requer atenção das autoridades para evitar consequências econômicas negativas.
A taxa de inadimplência no Brasil chegou a 30,2% em julho de 2025, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Embora o endividamento tenha se mantido estável, os dados revelam que mulheres e famílias com menor renda são as mais afetadas pela dificuldade de manter as contas em dia.
Aumento da inadimplência e endividamento
O cenário financeiro das famílias brasileiras voltou a mostrar sinais de fragilidade em julho, com a inadimplência atingindo 30,2% da população, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio.
Esse percentual representa o ponto mais alto desde setembro de 2023 e indica uma piora no acesso das famílias ao crédito, mesmo sem um aumento proporcional no volume de endividamento.
Embora o número de pessoas com dívidas tenha permanecido praticamente no mesmo patamar, em 78,5%, a alta na inadimplência mostra que muitos consumidores estão enfrentando dificuldades para manter os compromissos em dia.
A estabilidade no índice de endividados, combinada à elevação dos atrasos nos pagamentos, sugere que grande parte da população está operando no limite da capacidade financeira, com pouco ou nenhum espaço para novas operações de crédito.
Outro dado observado no levantamento mostra uma mudança no perfil das dívidas. As famílias têm priorizado pagamentos em prazos mais curtos, o que revela um comportamento mais cauteloso diante da incerteza econômica.
Essa preferência por compromissos de curto prazo pode indicar uma tentativa de evitar riscos prolongados e manter algum grau de controle sobre o orçamento doméstico.
Especialistas alertam que a elevação da inadimplência pode ter efeitos em cadeia sobre a atividade econômica.
Com o aumento das restrições ao crédito e menor poder de compra das famílias, setores como o comércio e os serviços podem sentir os impactos na redução do consumo.
O momento exige atenção redobrada de autoridades e instituições financeiras, com políticas que considerem o equilíbrio entre estímulo ao consumo e prevenção do superendividamento.



