Economia e Negócios

Mercado de gás natural cresce 15% anualmente no Brasil

O mercado de gás natural no Brasil está em expansão, com um crescimento anual de 15% no número de empresas autorizadas, refletindo uma desconcentração do setor. A participação da Petrobras diminuiu, indicando uma abertura de mercado, embora ainda existam desafios logísticos e regulatórios a serem enfrentados.

O mercado de gás natural no Brasil está se diversificando, com um aumento anual de 15% no número de empresas autorizadas a operar. Isso reflete uma desconcentração gradual do setor, apesar dos preços ainda elevados. A participação da Petrobras nos contratos de longo prazo caiu, indicando uma abertura do mercado.

Crescimento do número de empresas autorizadas

O mercado de gás natural no Brasil tem avançado de forma consistente, registrando um crescimento médio de 15% ao ano no número de empresas autorizadas a operar desde 2021, segundo o Observatório do Gás Natural.

Até agosto de 2023, já eram 226 companhias autorizadas, o que evidencia uma tendência de abertura e desconcentração em um setor historicamente dominado por poucos agentes.

Apesar do avanço, especialistas apontam que boa parte dessas novas empresas ainda encontra barreiras para atuar plenamente, como entraves regulatórios estaduais e infraestrutura insuficiente, fatores que limitam a competitividade e a expansão do mercado.

Esse aumento de participantes impacta diretamente preços e concorrência. A indústria brasileira paga, em média, R$ 43,65 a mais por milhão de BTUs em comparação com os Estados Unidos, reflexo de gargalos logísticos e da baixa integração da infraestrutura nacional.

As diferenças regionais também são expressivas: no Nordeste, o gás chega a ser 20% mais barato que no Sudeste, graças a regras mais flexíveis que estimulam a concorrência.

De acordo com o Observatório do Custo Brasil, a abertura plena do setor poderia gerar uma economia anual de até R$ 21 bilhões.

No entanto, para alcançar esse potencial, será preciso avançar em soluções logísticas, como novos terminais de regaseificação, além de ajustes regulatórios que favoreçam a entrada e atuação das novas companhias.

A expansão da concorrência, defendem especialistas, pode tornar o gás mais acessível e previsível para consumidores e indústrias, consolidando o setor como motor estratégico da competitividade nacional.

*Com informações CNN Brasil

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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