Tecnologia e Inovações

Brasil registra 550 mil ciberataques DDoS no 1° semestre de 2025

O Brasil enfrentou 550 mil ciberataques DDoS no primeiro semestre, com telecomunicações e provedores de infraestrutura sendo os principais alvos. A situação é agravada pela automação e serviços sob demanda, além do aumento de ataques monetizados por criptomoedas.

O Brasil se destacou como um dos principais alvos de ciberataques do tipo DDoS, conforme revela o relatório da empresa de cibersegurança Netscout. Nos primeiros seis meses de 2025, foram registrados meio milhão de ataques, um aumento significativo em relação ao semestre anterior. Especialistas apontam que a automação e serviços sob demanda agravam o cenário.

Setores mais visados pelos hackers

Os ciberataques do tipo DDoS, sigla para Distributed Denial of Service, consistem em sobrecarregar servidores e sistemas com um volume massivo de acessos simultâneos, geralmente disparados a partir de redes de computadores infectados.

O objetivo é derrubar serviços online, tornando sites, aplicativos ou plataformas digitais indisponíveis para os usuários.

Esse tipo de ofensiva tem se tornado cada vez mais frequente devido à automação e à facilidade de contratação de serviços ilegais sob demanda.

No Brasil, o impacto foi expressivo no primeiro semestre de 2025, quando foram registrados aproximadamente 550 mil ataques dessa modalidade.

O levantamento, feito pela empresa de cibersegurança Netscout, mostra que o país figura entre os mais visados no cenário global, com setores estratégicos no centro das ofensivas.

As operadoras de telecomunicações móveis foram as mais atacadas, refletindo o peso da conectividade no cotidiano da população.

Logo atrás, os provedores de infraestrutura de computação, responsáveis por hospedagem de sites e processamento de dados, também estiveram entre os principais alvos, colocando em risco empresas que dependem desses serviços para manter suas operações.

Na sequência aparecem outras companhias de telecomunicações e as operadoras de serviços de telefonia fixa, igualmente críticas para a manutenção da internet e das comunicações no país.

O setor bancário e o transporte rodoviário completam o ranking dos mais atingidos. Nos bancos, além de interromper transações, os ataques podem ter motivação de extorsão. Já na área de logística, a paralisação de sistemas pode comprometer o abastecimento de mercadorias em escala nacional.

Com o avanço da monetização por criptomoedas e da automação de ataques, especialistas alertam que o Brasil seguirá como alvo prioritário, exigindo investimentos constantes em cibersegurança para reduzir vulnerabilidades em áreas vitais da economia.

Carlos Aono

Colunista no segmento Tecnologia e Inovações | CTOO do Grupo Ideal Trends, é especialista em tecnologia e inovação há mais de 9 anos. Sua missão como colunista do portal é traduzir tendências tecnológicas em insights estratégicos para negócios e para a sociedade.

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