Inflação no Brasil tem deflação de 0,11% em agosto, aponta IPCA
Em agosto, a inflação no Brasil registrou uma queda de 0,11%, impulsionada pela redução nos preços da energia elétrica, alimentos e transportes, com Vitória e Goiânia apresentando as maiores e menores variações regionais, respectivamente.
A inflação em agosto apresentou uma surpreendente queda de 0,11%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. Esse resultado foi impulsionado por reduções significativas nos setores de habitação, alimentação e transportes, com destaque para a queda de 4,21% na energia elétrica residencial.
Queda na habitação: impacto da energia elétrica
A deflação no grupo Habitação foi acentuada pela significativa queda de 4,21% na energia elétrica residencial, que exerceu o maior impacto negativo no índice geral, contribuindo com -0,17 pontos percentuais.
Essa redução foi influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu, que compensou a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 Kwh consumidos.
Além disso, reajustes tarifários em várias cidades impactaram os resultados: São Luís teve uma redução de 5,90%, Vitória registrou um aumento de 7,02%, enquanto Belém e São Paulo tiveram quedas de 2,34% e 3,64% respectivamente.
Esse cenário reflete a complexidade das variações tarifárias de energia elétrica no Brasil, que podem ser influenciadas por fatores sazonais, políticas de subsídio e ajustes regulatórios.
Alimentação e bebidas: deflação persistente
O setor de Alimentação e Bebidas registrou deflação pelo terceiro mês consecutivo, com uma queda de 0,46% em agosto.
Essa redução foi principalmente impulsionada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,83%, após uma redução de 0,69% em julho.
Entre os itens que mais contribuíram para essa deflação estão o tomate, com uma queda expressiva de 13,39%, a batata-inglesa que caiu 8,59%, e a cebola, com uma redução de 8,69%. Outros itens como arroz e café moído também apresentaram quedas de 2,61% e 2,17%, respectivamente.
Essas reduções são atribuídas a uma maior oferta de produtos alimentícios no mercado, o que tem pressionado os preços para baixo.
Já a alimentação fora do domicílio desacelerou, passando de 0,87% em julho para 0,50% em agosto, refletindo uma menor inflação em subitens como lanches e refeições.
Transportes: redução em passagens e combustíveis
O setor de Transportes apresentou uma redução de 0,27% em agosto, influenciado principalmente pela queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis.
As passagens aéreas caíram 2,44%, um reflexo do término das férias de meio de ano, que geralmente eleva a demanda e os preços.
Entre os combustíveis, a gasolina teve uma redução de 0,94%, exercendo o segundo impacto individual mais significativo no índice geral, com -0,05 pontos percentuais.
Outros combustíveis como o etanol e o gás veicular também registraram quedas de 0,82% e 1,27%, respectivamente. Em contrapartida, o óleo diesel apresentou um leve aumento de 0,16%.
Essas variações refletem ajustes no mercado de combustíveis, que são influenciados por fatores sazonais e pela política de preços das distribuidoras.
A mistura de etanol na gasolina, que subiu para 30% em agosto, também contribuiu para a redução nos preços.



