Apenas 1% dos jovens brasileiros possui mestrado, aponta relatório da OCDE
Somente 1% dos jovens brasileiros possui mestrado, em contraste com 16% na média da OCDE, evidenciando desafios educacionais e econômicos que impactam a empregabilidade e os rendimentos.
No Brasil, apenas 1% dos jovens adultos possui mestrado, enquanto a média da OCDE atinge 16%. Essa disparidade reflete desafios educacionais e econômicos. O relatório Education at Glance destaca a estabilidade dessa taxa desde 2019, colocando o Brasil ao lado de países como Costa Rica e Indonésia. Em contraste, países como Luxemburgo apresentam taxas significativamente mais altas.
Comparação internacional: Brasil e OCDE
Um levantamento internacional sobre educação superior expôs a distância que o Brasil ainda precisa percorrer em relação aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Entre jovens de 25 a 34 anos, apenas 1% dos brasileiros concluiu um mestrado, contra uma média de 16% nos países do bloco. O dado reflete tanto as limitações econômicas quanto a menor valorização da formação acadêmica avançada no país.
Enquanto Luxemburgo desponta com 39%, Polônia com 31% e Eslováquia com 29% dos jovens adultos titulados em programas de mestrado, o Brasil aparece em patamar semelhante ao de nações como Costa Rica, Indonésia e África do Sul.
O relatório Education at a Glance também aponta para outro desafio: a evasão no ensino superior. Apenas 49% dos estudantes brasileiros concluem os cursos dentro do prazo previsto, enquanto a média da OCDE chega a 70%.
A baixa taxa de conclusão compromete o avanço para etapas mais qualificadas, como o mestrado, e reforça as dificuldades do Brasil em ampliar sua presença no cenário internacional da educação superior.
Impacto do mestrado no mercado de trabalho
Possuir um mestrado pode trazer benefícios significativos no mercado de trabalho, tanto em termos de empregabilidade quanto de remuneração.
O relatório Education at Glance destaca que indivíduos com mestrado ou título equivalente apresentam taxas de emprego e rendimentos superiores aos que possuem apenas um bacharelado.
Essa diferença de resultados econômicos está relacionada às habilidades avançadas e ao conhecimento especializado adquiridos durante os estudos de pós-graduação, que são altamente valorizados por empregadores em setores competitivos.
Além disso, o mestrado pode abrir portas para posições de liderança e funções mais estratégicas dentro das organizações.
Em países da OCDE, onde a educação avançada é mais comum, observa-se uma correlação positiva entre níveis educacionais elevados e melhores condições de trabalho.
No Brasil, aumentar o número de jovens com mestrado poderia não só melhorar as perspectivas individuais, mas também contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.



