IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,18% em outubro
Em outubro, a prévia da inflação teve um aumento de 0,18%, com destaque para os combustíveis, que subiram 1,16%. O setor de Transportes foi o principal responsável por esse aumento, enquanto as categorias de Vestuário, Despesas pessoais e Saúde também contribuíram.
A prévia da inflação de outubro apresentou uma leve alta de 0,18%, segundo o IPCA-15 divulgado pelo IBGE. Este aumento foi impulsionado principalmente pelo grupo de Transportes, com destaque para o aumento nos preços dos combustíveis. No acumulado do ano, a inflação registra 3,94%, enquanto nos últimos 12 meses a variação foi de 4,94%.
Impacto dos combustíveis na inflação
O grupo de Transportes foi o principal responsável pelo aumento na inflação de outubro, com uma variação de 0,41%. Dentro deste grupo, os combustíveis tiveram um papel crucial, registrando uma alta de 1,16%.
A gasolina, com um aumento de 0,99%, foi o subitem que mais impactou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), contribuindo com 0,05 ponto percentual para o índice geral. O etanol também teve um aumento significativo de 3,09%, enquanto o óleo diesel subiu 0,01%.
Esses aumentos são reflexo de variações nos preços internacionais do petróleo e ajustes na política de preços das refinarias. Além disso, o aumento nas passagens aéreas, de 4,39%, também contribuiu para a alta no grupo de Transportes.
Por outro lado, o gás veicular apresentou uma leve queda de 0,40%, o que não foi suficiente para conter o impacto geral dos combustíveis na inflação do mês.
Variações nos grupos de produtos e serviços
Em outubro, além do grupo de Transportes, outros cinco grupos de produtos e serviços registraram aumento nos preços. O grupo de Vestuário apresentou uma alta de 0,45%, refletindo a sazonalidade e a demanda por novas coleções.
Despesas pessoais também tiveram um aumento de 0,42%, com destaque para as atividades de lazer, como cinema, teatro e concertos, que subiram 2,05%. Outro item que contribuiu foi o pacote turístico, com alta de 1,97%.
No grupo de Saúde e cuidados pessoais, a variação foi de 0,24%, influenciada pelo aumento nos preços de produtos de higiene e serviços médicos.
Habitação desacelerou para 0,16% em outubro, após uma forte alta em setembro. A queda na energia elétrica residencial, de 12,17% para -1,09%, foi um dos principais fatores para essa desaceleração, apesar dos aumentos no gás de botijão e no aluguel residencial.
Por último, o grupo de Educação teve uma leve alta de 0,09%, refletindo ajustes em mensalidades de cursos e serviços educacionais.
Por outro lado, três grupos apresentaram variações negativas. Artigos de residência tiveram uma queda de 0,64%, Comunicação caiu 0,09% e Alimentação e bebidas registrou uma leve variação negativa de 0,02%, com destaque para a queda nos preços de itens como cebola e arroz.



