Banco Central cria novas regras para coibir uso de contas-bolsão
O Banco Central implementou novas regras a partir de 1º de dezembro para combater contas-bolsão utilizadas na lavagem de dinheiro, com o objetivo de aumentar a transparência e a segurança no sistema financeiro.
O Banco Central anunciou medidas para encerrar contas-bolsão irregulares, frequentemente usadas para lavar dinheiro por organizações criminosas. A resolução busca aumentar a transparência no sistema financeiro e combater o crime organizado.
Uso de contas-bolsão por organizações criminosas
O Banco Central anunciou novas medidas para coibir o uso irregular das chamadas contas-bolsão, um mecanismo que tem sido explorado por organizações criminosas para movimentar grandes quantias de forma oculta.
Essas contas funcionam como um cofre coletivo, reunindo recursos de diversos clientes em uma única estrutura.
Operadas por fintechs ligadas a bancos tradicionais, elas dificultam o rastreamento da origem dos valores e a identificação dos verdadeiros beneficiários.
A vulnerabilidade desse modelo foi exposta por investigações recentes, como a operação Carbono Oculto, que revelou o uso de contas-bolsão para facilitar transações ilícitas.
Segundo a Receita Federal, em um período de cinco anos, mais de R$ 46 bilhões foram movimentados por meio dessa instituição, montante que evidencia a escala do problema e os riscos de falhas na supervisão financeira.
A partir de 1º de dezembro, entram em vigor as novas regras do Banco Central, que exigem das instituições financeiras mecanismos mais rigorosos de monitoramento e verificação de clientes.
Os bancos e fintechs deverão criar critérios próprios para identificar movimentações suspeitas, utilizando bases de dados públicas e privadas para evitar fraudes e lavagem de dinheiro.
As normas também determinam o encerramento de contas usadas de forma irregular, sem afetar operações legítimas.
Segundo o BC, o objetivo é garantir que o sistema financeiro permaneça seguro e transparente, preservando a integridade das instituições.
Outra medida prevista é o aumento do capital mínimo exigido para instituições financeiras, reforçando a estrutura patrimonial do setor e reduzindo a exposição a riscos.
A exigência de maior solidez financeira busca impedir que fintechs operem com fragilidade estrutural e se tornem vulneráveis a usos indevidos.
Com essas ações, o Banco Central pretende fechar as brechas que permitiram o uso das contas-bolsão como ferramenta de lavagem de dinheiro, fortalecendo o combate às operações ilícitas e a segurança do sistema financeiro brasileiro.



