Economia e Negócios

Brasil registra taxa de desocupação de 5,6% no 3º trimestre

No terceiro trimestre de 2025, a taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,6%, a menor desde 2012, embora desigualdades de gênero e raça persistam. A informalidade continua a ser um desafio, afetando 37,8% da população ocupada, especialmente no Maranhão.

O desemprego recuou para 5,6% no terceiro trimestre de 2025, atingindo o patamar mais baixo desde 2012 e indicando um cenário de melhora no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo com o resultado positivo, persistem diferenças marcantes entre homens e mulheres e brancos e pretos.

Redução da taxa de desocupação em 2025

O terceiro trimestre de 2025 marcou um ponto significativo na trajetória do mercado de trabalho brasileiro, com a taxa de desocupação atingindo 5,6%, a menor desde o início da série histórica em 2012.

Esse resultado reflete uma diminuição em duas das 27 unidades da federação, enquanto as demais mantiveram estabilidade em relação ao trimestre anterior.

Entre os estados com maiores taxas de desocupação, destacam-se Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%). Por outro lado, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram as menores taxas, ambas com 2,3%, seguidas por Rondônia com 2,6%.

Essa redução na taxa de desocupação pode ser atribuída a um leve aumento na ocupação, que, embora não tenha sido estatisticamente significativo, foi suficiente para diminuir o tempo de procura por emprego.

Este fenômeno é comum no terceiro trimestre, quando o mercado de trabalho se ajusta para atender as expectativas econômicas do final do ano.

Além disso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) revelou que todas as faixas de tempo de procura por trabalho registraram uma redução no número de desocupados em comparação com o mesmo período de 2024.

Notavelmente, as faixas de tempo de procura de 1 mês a menos de 1 ano e de 1 ano a menos de 2 anos registraram seus menores contingentes para um terceiro trimestre desde o início da série.

Diferenças entre gêneros e raças

No terceiro trimestre de 2025, as diferenças na taxa de desocupação entre gêneros e raças evidenciam desigualdades persistentes no mercado de trabalho brasileiro.

As mulheres enfrentaram uma taxa de desocupação de 6,9%, significativamente superior à dos homens, que foi de 4,5%. Essa disparidade ressalta desafios contínuos para a igualdade de gênero no emprego.

Além disso, a análise por cor ou raça revelou que a taxa de desocupação para pessoas brancas foi de 4,4%, situando-se abaixo da média nacional.

Em contraste, as taxas para pessoas pretas e pardas foram de 6,9% e 6,3%, respectivamente, destacando desigualdades raciais no acesso ao emprego.

Essas diferenças são ainda mais acentuadas quando se considera o nível de instrução. Indivíduos com ensino médio incompleto apresentaram uma taxa de desocupação de 9,8%, a mais alta entre os níveis educacionais analisados.

Para aqueles com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,8%, quase o dobro da registrada para pessoas com nível superior completo, que foi de apenas 3,0%.

Esses dados sublinham a importância de políticas públicas direcionadas para reduzir as desigualdades de gênero e raça, além de promover a educação como um meio de melhorar as oportunidades de emprego para todos os grupos demográficos.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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