Brasil e Paraguai retomarão negociações da hidrelétrica de Itaipu
Brasil e Paraguai irão retomar as negociações em dezembro para revisar as condições financeiras da usina hidrelétrica de Itaipu, com o objetivo de ajustar o Anexo C do Tratado de Itaipu, focando em tarifas e na distribuição de benefícios entre os dois países.
Os chanceleres do Brasil e do Paraguai decidiram retomar as negociações para revisar as condições financeiras de comercialização de energia da usina hidrelétrica de Itaipu. Este movimento, que terá início na primeira quinzena de dezembro, visa ajustar o “Anexo C” do Tratado de Itaipu, que regula aspectos financeiros e comerciais da hidrelétrica binacional.
Histórico das Negociações Anteriores
As negociações sobre a hidrelétrica de Itaipu têm uma história marcada por complexidade e interesses divergentes entre Brasil e Paraguai.
Desde a assinatura do Tratado de Itaipu em 1973, os dois países compartilham a administração e os benefícios da usina, que é uma das maiores geradoras de energia do mundo.
O Anexo C, que estabelece as bases financeiras e comerciais, é revisado a cada 50 anos. A última revisão ocorreu em 1973. As discussões sobre a revisão começaram há alguns anos, mas enfrentaram obstáculos políticos e econômicos.
Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, um pré-acordo foi alcançado, mas gerou controvérsias, especialmente no Paraguai, levando à suspensão temporária das negociações.
Questões como a redução da tarifa de energia para consumidores brasileiros e a distribuição dos custos e benefícios entre os países são pontos centrais nas discussões.
Recentemente, a retomada das negociações foi acordada, com o objetivo de alcançar um consenso que beneficie ambas as nações, respeitando os direitos e as necessidades de cada uma. A expectativa é que, com diálogo e cooperação, um novo acordo seja firmado em breve.



