Economia e Negócios

Grupo Fictor entra com pedido de recuperação judicial urgente

O Grupo Fictor solicitou recuperação judicial no TJ-SP devido a problemas de liquidez após a falência do Banco Master, visando reestruturar suas dívidas e manter suas operações, com medidas como a redução de sua estrutura.

O Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial no TJ-SP para suas empresas após enfrentar uma crise de liquidez ligada à liquidação do Banco Master. Buscando equilibrar suas operações e garantir o pagamento de compromissos financeiros, o grupo busca suspender cobranças por 180 dias.

Impacto da crise do Banco Master

A crise enfrentada pelo Grupo Fictor tem suas raízes no episódio envolvendo o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Essa decisão impactou diretamente a reputação da Fictor no mercado, desencadeando uma série de notícias negativas e especulações que afetaram sua liquidez.

À época, o grupo havia se envolvido em uma tentativa de aquisição do banco, mas a operação foi interrompida pela decisão do Banco Central.

Essa interrupção não apenas gerou incertezas sobre a estabilidade financeira do grupo, mas também prejudicou sua imagem perante investidores e parceiros comerciais.

Como consequência, a Fictor enfrentou dificuldades em manter suas operações financeiras regulares, levando ao pedido de recuperação judicial.

A empresa agora busca reestruturar suas dívidas e garantir a continuidade de suas atividades, enquanto tenta reconstruir sua imagem no mercado.

Estratégias de reestruturação do Grupo

Em resposta à crise de liquidez e à necessidade de reestruturação, o Grupo Fictor implementou uma série de estratégias para garantir a continuidade de suas operações.

Uma das principais medidas adotadas foi a redução da estrutura física e do número de funcionários, um movimento planejado para proteger os direitos dos colaboradores e acelerar o recebimento das indenizações trabalhistas.

Além disso, o grupo solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios, criando um ambiente propício para negociações estruturadas.

Durante esse período, a empresa pretende elaborar um plano de recuperação que inclua novas condições e prazos de pagamento, sem interromper suas operações.

O objetivo dessas estratégias é evitar que as subsidiárias economicamente viáveis sejam afetadas por restrições comuns aos processos de recuperação judicial, garantindo que elas continuem suas rotinas e contratos sem interrupções significativas.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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