Cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em fevereiro, aponta levantamento
Em fevereiro de 2026, o preço da cesta básica subiu em 14 capitais, com Natal, João Pessoa e Recife apresentando os maiores aumentos, enquanto produtos como café em pó e óleo de soja tiveram redução de preços em diversas cidades.
O preço da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras em fevereiro de 2026, segundo dados da Conab e Dieese. As capitais mais afetadas foram Natal, João Pessoa e Recife, com aumentos significativos. Por outro lado, o preço do café em pó caiu em várias cidades, aliviando um pouco o bolso dos consumidores.
Cidades com maiores aumentos
O levantamento de fevereiro de 2026 mostrou que 14 capitais brasileiras tiveram aumento no preço da cesta básica. Entre elas, Natal, João Pessoa e Recife se destacaram com as maiores variações.
Natal liderou a alta no período, com avanço de 3,52%. João Pessoa aparece logo depois, com aumento de 2,03%, seguida por Recife, que registrou crescimento de 1,98%. A elevação está ligada principalmente à pressão inflacionária sobre os alimentos.
Outras cidades também apresentaram reajustes no valor dos produtos básicos, incluindo Maceió, Aracaju, Vitória, Rio de Janeiro e Teresina, onde os aumentos ficaram entre 1,07% e 1,87%.
No ranking geral de preços, São Paulo permanece com a cesta básica mais cara do país, alcançando R$ 852,87. Rio de Janeiro e Florianópolis aparecem na sequência, mostrando que os custos variam bastante entre as capitais.
Preço de alimentos varia nas capitais
Os preços de alimentos básicos apresentaram movimentos distintos nas capitais brasileiras entre janeiro e fevereiro de 2026.
Enquanto alguns produtos ficaram mais caros devido a restrições de oferta e desempenho das exportações, outros registraram queda influenciados por maior disponibilidade no mercado interno.
Entre os itens que encareceram está a carne bovina de primeira, cuja valorização foi observada na maior parte das cidades pesquisadas.
A alta está ligada principalmente à menor oferta de animais prontos para abate e à demanda externa aquecida, fatores que sustentaram os preços no varejo.
O feijão também registrou aumento em grande parte das capitais, pressionado por dificuldades na colheita e redução da área cultivada em comparação ao ano anterior.
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos no período analisado. O café em pó apresentou queda em várias cidades, influenciado pela expectativa de uma safra elevada e por menor ritmo de exportações.
O óleo de soja também recuou na maioria das capitais, reflexo do aumento da oferta do grão e da valorização do real frente ao dólar.
O arroz teve redução de preços em diversas localidades, movimento associado a estoques mais equilibrados e maior cautela nas negociações.
Já o leite integral apresentou recuo em parte das capitais, mesmo com o início do período de menor produção, cenário que foi compensado pela entrada de derivados lácteos importados no mercado interno.



