Passagens aéreas sobem 19% em março
As passagens aéreas tiveram um aumento de 19,4% em março devido à alta no preço do petróleo, que encarece o querosene de aviação, forçando as companhias aéreas a reajustar suas tarifas para garantir a sustentabilidade financeira.
Em março, as passagens aéreas apresentaram aumento expressivo de 19,4%, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A alta está associada ao encarecimento do petróleo, que influencia diretamente o custo do querosene de aviação e pressiona as tarifas cobradas pelas companhias aéreas.
Motivos do aumento das passagens aéreas
O aumento das passagens aéreas em março pode ser atribuído a diversos fatores econômicos e geopolíticos.
Um dos principais motivos é a alta no preço do petróleo, que impacta diretamente o custo do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para as companhias aéreas.
O conflito no Oriente Médio elevou o preço do barril do tipo Brent, resultando em um aumento de cerca de 45% no período.
Este aumento no combustível reflete diretamente nos custos operacionais das empresas aéreas, que repassam parte deste custo aos consumidores por meio das tarifas aéreas.
Além disso, a demanda por viagens aéreas continua alta, com mais de 10,6 milhões de passageiros transportados em março, o que também contribui para a elevação dos preços.
A combinação desses fatores gera um cenário onde as companhias aéreas precisam ajustar suas tarifas para manter a sustentabilidade financeira.
Impactos do preço do petróleo no setor aéreo
O impacto do preço do petróleo no setor aéreo é significativo e afeta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas.
O querosene de aviação (QAV), derivado do petróleo, representa cerca de 45% dos custos totais das empresas do setor, tornando-as altamente sensíveis a variações no preço do barril.
Recentemente, o aumento no preço do barril de petróleo, devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio, elevou consideravelmente os custos do QAV.
Isso forçou as companhias aéreas a repassarem parte desse aumento para os consumidores, resultando em tarifas mais altas.
Além disso, a escalada dos preços do combustível pode restringir a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, afetando a conectividade aérea e a democratização do transporte.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) já alertou sobre as “consequências severas” que o aumento dos custos pode ter sobre o setor, incluindo a limitação de serviços e o aumento das tarifas.



