PIB do Brasil avança 1,1% no 1° trimestre e projeta retorno ao top 10 mundial
O PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a agropecuária, e o FMI prevê que o Brasil voltará a figurar entre as 10 maiores economias do mundo até 2026, impulsionado por um câmbio favorável.
O PIB do Brasil registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do IBGE. Essa expansão coloca o país em uma trajetória ascendente, com o Fundo Monetário Internacional projetando que o Brasil retornará ao posto de décima maior economia mundial em 2026, ultrapassando o Canadá. Essa melhora no desempenho econômico é acompanhada por uma revisão positiva das projeções de crescimento do FMI para o Brasil, que agora espera um aumento de 1,9% no PIB para este ano.
Agropecuária e indústria puxam alta no trimestre
A Agropecuária registrou crescimento de 2,0% no primeiro trimestre e teve papel relevante no desempenho da economia, especialmente diante de condições favoráveis para algumas culturas importantes.
O resultado foi influenciado pelo avanço da produção agrícola, com destaque para a soja, que teve expansão estimada e alcançou produção recorde na série histórica acompanhada pelo IBGE.
A Indústria também contribuiu para o crescimento do PIB do Brasil, com alta de 1,0% frente ao quarto trimestre de 2025.
Entre as atividades industriais, os melhores desempenhos vieram da Extrativa Mineral, que avançou 3,6%, e da Construção, que cresceu 2,9%, enquanto a Transformação ficou praticamente estável no período.
Apesar do resultado positivo do setor industrial como um todo, alguns segmentos ainda apresentaram perda de ritmo.
A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos teve queda de 0,3%, indicando que a recuperação da indústria não ocorreu de maneira uniforme entre todos os ramos.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%, também com destaque para a extração de petróleo e gás natural, que impulsionou as Indústrias Extrativas.
Por outro lado, a Indústria de Transformação recuou 0,9%, pressionada por quedas em atividades como impressão e reprodução de gravações e fabricação de máquinas e equipamentos.
Serviços crescem menos e consumo das famílias sustenta demanda
O setor de Serviços, que representa a maior parte da economia brasileira, avançou 0,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior.
A alta foi puxada por Informação e comunicação, Atividades imobiliárias, Outras atividades de serviços, Comércio e Administração pública, saúde, educação e seguridade social.
Mesmo com o crescimento, o desempenho dos Serviços ficou abaixo do registrado pela Agropecuária e pela Indústria, o que limitou uma expansão mais forte do PIB no período.
Algumas atividades importantes recuaram no trimestre, como Transporte, armazenagem e correio, além de Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,0% e teve peso importante no resultado, já que representa uma das principais bases da economia.
A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos, avançou 3,5% após queda no trimestre anterior, enquanto o consumo do governo subiu 0,4%.
No setor externo, as importações cresceram 4,4% em relação ao quarto trimestre de 2025, enquanto as exportações caíram 1,7% no mesmo período.
Na comparação anual, porém, as exportações avançaram 7,4%, impulsionadas principalmente por petróleo e gás natural, produtos alimentícios e equipamentos de transporte.
O conjunto dos dados mostra uma economia em expansão no início de 2026, apoiada pela produção agropecuária, por segmentos específicos da indústria e pelo consumo interno.
Ainda assim, os resultados desiguais entre atividades indicam que o crescimento permanece dependente de setores com maior dinamismo e de uma recuperação mais consistente dos investimentos e da indústria de transformação.



