Produtores de grama aumentam vendas com a Copa do Mundo
Produtores de grama em Itapetininga estão aproveitando a Copa do Mundo para aumentar suas vendas, oferecendo variedades de grama como esmeralda e bermuda, que são preferidas por sua resistência e adaptação.
A Copa do Mundo movimenta um mercado que costuma operar longe dos holofotes, mas tem papel direto na qualidade das partidas: a produção de grama para campos esportivos. Mesmo sem o Brasil entre os países-sede do torneio, produtores de Itapetininga, no interior de São Paulo, aproveitam o ambiente de maior interesse pelo futebol para ampliar a comercialização de gramados destinados a clubes, centros de treinamento, escolas e estruturas esportivas em diferentes regiões do país.
Em Itapetininga, produtores relatam crescimento nas vendas de gramados, com maior interesse por áreas destinadas a treinos, partidas e atividades recreativas.
O movimento mostra que o torneio também alcança atividades agrícolas ligadas à infraestrutura esportiva, além de setores como turismo, comércio, mídia e serviços.
Na região, algumas propriedades mantêm áreas extensas dedicadas ao cultivo de variedades próprias para campos profissionais, espaços de lazer e projetos esportivos.
Parte da produção segue para clientes do Sudeste, onde há demanda por gramados resistentes, adaptados ao clima e preparados para uso frequente.
O clima de Copa também estimula reformas, compra de placas e melhorias em campos que recebem atletas amadores, profissionais e alunos de escolas esportivas.
Grama influencia desempenho no campo
A escolha da variedade interfere diretamente na qualidade do jogo, porque cada tipo de grama reage de forma diferente ao pisoteio, ao clima e à manutenção.
A grama esmeralda aparece entre as opções mais procuradas por sua resistência e boa adaptação às condições encontradas em campos brasileiros.
A bermuda também é valorizada no uso esportivo, principalmente pela capacidade de suportar movimentação intensa e se recuperar após partidas e treinos frequentes.
Um gramado uniforme ajuda a bola a rolar melhor, favorece deslocamentos mais seguros e reduz irregularidades que podem prejudicar jogadas durante uma partida.
A superfície também influencia a segurança dos atletas, já que um campo bem cuidado pode amenizar impactos e diminuir riscos associados a quedas.
Por isso, produtores voltados ao mercado esportivo investem em manejo desde o preparo do solo até a colheita, buscando placas mais fortes e regulares.
Produção local ganha relevância
O caso de Itapetininga mostra como a produção de grama esportiva combina técnica agrícola, manejo especializado e ligação direta com o mercado do futebol.
Empresas locais acumulam experiência no cultivo de variedades usadas em campos, clubes, áreas comerciais e espaços destinados à prática esportiva.
Com a Copa em evidência, esse segmento ganha visibilidade porque a qualidade do gramado influencia a experiência de jogadores, treinadores e torcedores.
A demanda aquecida também movimenta a economia regional, envolvendo propriedades rurais, equipes de manejo, transporte, preparo de solo e serviços de instalação.
Mais do que um elemento visual, a grama faz parte da base física do futebol e interfere na forma como o jogo acontece.
Fonte: g1



