Produção de petróleo e gás natural alcança novo pico em junho
O volume de 5,842 milhões de barris de óleo equivalente por dia refletiu o avanço dos campos marítimos e da capacidade instalada.
A produção de petróleo e gás natural do Brasil alcançou um novo recorde em junho de 2026, sustentada pelo avanço das operações marítimas e pela elevada produtividade dos campos do pré-sal. A região concentrou 82% do volume nacional, enquanto Búzios preservou sua posição entre os principais polos da atividade petrolífera brasileira e reforçou a importância estratégica da Bacia de Santos.
Produção nacional alcança novo recorde em junho
A produção brasileira de petróleo e gás natural atingiu 5,842 milhões de barris de óleo equivalente por dia em junho de 2026, conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O resultado estabeleceu um novo recorde mensal e reforçou a participação dos campos marítimos na expansão recente da atividade petrolífera brasileira.
O pré-sal respondeu por 4,788 milhões de barris de óleo equivalente por dia, quantidade equivalente a 82% de toda a produção nacional registrada naquele período.
Esse volume apresentou crescimento de 4,2% perante maio e superou em 24% o resultado observado durante o mesmo mês de 2025.
A extração nessa região ocorreu por meio de 198 poços, responsáveis por 3,699 milhões de barris diários de petróleo e 173,19 milhões de metros cúbicos de gás natural.
O campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos, permaneceu como o maior produtor nacional de petróleo e preservou sua posição estratégica dentro do setor energético.
O desempenho reflete a elevada produtividade dos reservatórios, a incorporação de novos poços e o uso de sistemas capazes de ampliar a eficiência das operações marítimas.
A continuidade desse crescimento dependerá da capacidade das empresas para integrar novas unidades, preservar a segurança operacional e administrar o declínio natural dos campos mais antigos.
Aproveitamento do gás permanece elevado, mas queima aumenta
O aproveitamento do gás natural alcançou 97% em junho, percentual que demonstra a utilização da maior parte do recurso extraído pelas operações nacionais.
As empresas disponibilizaram ao mercado aproximadamente 64,36 milhões de metros cúbicos por dia, volume destinado ao consumo industrial, energético e comercial.
A queima atingiu 6,63 milhões de metros cúbicos diários, com alta de 12,9% perante maio e crescimento de 10,1% na comparação anual.
Parte desse avanço esteve relacionada ao comissionamento da plataforma P-79, instalada no campo de Búzios para ampliar a capacidade produtiva da região.
Durante essa etapa, testes técnicos, ajustes de equipamentos e estabilização dos sistemas podem elevar temporariamente o descarte de gás nas unidades marítimas.
Mesmo com a elevada taxa de aproveitamento, a queima representa perda econômica e produz impactos ambientais associados à liberação de gases responsáveis pelo aquecimento global.
A redução desses volumes exige novas rotas de escoamento, maior capacidade de processamento e infraestrutura suficiente para transportar o recurso até os centros consumidores.
Investimentos nessas estruturas poderão ampliar a oferta doméstica, diminuir desperdícios e melhorar o retorno econômico obtido com a expansão da produção nacional.



