A JBS Couros também registrou redução de 35% no envio de resíduos para aterros e queda de 15% nas emissões de carbono associadas ao processo.
Resíduos de couro que antes teriam destino limitado passaram a integrar uma nova cadeia produtiva com aplicação na agricultura. Por meio do programa Kind Leather, a JBS Couros envia mensalmente 550 toneladas desse material para processamento na Itália, onde ele é convertido em fertilizantes bioestimulantes.
JBS Couros transforma resíduos em insumo agrícola
A JBS Couros passou a destinar parte dos resíduos de sua produção para um processo industrial que converte esse material em fertilizantes bioestimulantes utilizados na agricultura.
A iniciativa integra o programa Kind Leather, criado pela companhia para ampliar o aproveitamento das matérias-primas e reduzir impactos ambientais ao longo da cadeia produtiva.
Todos os meses, cerca de 550 toneladas de resíduos de couro seguem para a Itália, onde recebem tratamento específico antes da utilização como insumo agrícola.
Segundo os dados divulgados pela empresa, essa destinação permitiu reduzir em 35% o volume encaminhado para aterros e diminuir em 15% as emissões de carbono associadas ao processo.
O projeto também reforça uma estratégia de economia circular, na qual materiais antes tratados como descarte retornam à cadeia produtiva com nova finalidade econômica.
Ao reaproveitar esse volume, a companhia reduz a necessidade de disposição final e amplia o valor obtido a partir de subprodutos gerados nas operações industriais.
Logística exige controle de umidade e armazenamento
O reaproveitamento do couro depende de cuidados específicos durante armazenamento e transporte, porque alterações nas condições físicas podem comprometer a qualidade do material enviado para processamento.
Um dos principais desafios consiste em manter o farelo seco durante todo o percurso, já que excesso de umidade pode favorecer mofo e prejudicar sua utilização posterior.
Para evitar perdas, a operação exige embalagens apropriadas e procedimentos capazes de preservar as características do resíduo até sua chegada à unidade responsável pela conversão.
Esse controle logístico aumenta a complexidade do projeto, mas permite aproveitar uma quantidade relevante de material que anteriormente poderia seguir diretamente para descarte.
A experiência também mostra como processos industriais podem incorporar soluções de reaproveitamento sem limitar os resultados apenas à redução do volume destinado aos aterros.
Ao criar uma aplicação comercial para o resíduo, a iniciativa reúne ganhos ambientais e econômicos dentro de uma estratégia que depende de controle técnico, logística e inovação.
Fonte: Época Negócios
