A tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros pode resultar em até 31 mil novos processos trabalhistas no Brasil, ameaçando 146 mil empregos e reduzindo o PIB em 0,22%. Setores como siderurgia, madeira e calçados são os mais impactados, evidenciando a urgência de estratégias de mitigação.
O tarifaço sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pode resultar em até 31 mil novos processos trabalhistas nos próximos dois anos. Esse impacto foi estimado com base em um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que prevê uma perda significativa de empregos e uma queda no PIB. O levantamento foi feito pelo Grupo Pact Insights e divulgado pela Coluna do Estadão.
Impacto econômico do tarifaço no Brasil
O chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros pode trazer efeitos expressivos para a economia nacional nos próximos anos.
De acordo com estimativa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a medida ameaça cortar aproximadamente 146 mil empregos até 2027, além de provocar uma retração de 0,22% no Produto Interno Bruto no período analisado.
O impacto deve se concentrar em setores que têm forte presença nas exportações brasileiras, como a siderurgia, a produção de aço sem costura, a indústria madeireira e a fabricação de calçados e artigos de couro.
As projeções indicam que a siderurgia e o aço sem costura podem registrar quedas superiores a 8% tanto no faturamento quanto no nível de empregos, enquanto os fabricantes de madeira podem enfrentar reduções em torno de 7% nas receitas e quase 7% na geração de postos de trabalho.
Já a cadeia de calçados e artefatos de couro pode perder pouco mais de 3% no faturamento e 2% nos empregos.
Esse cenário reforça a preocupação de empresários e economistas sobre os efeitos da medida, uma vez que a elevação das tarifas compromete a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano e ameaça setores que sustentam milhares de postos de trabalho.
Para analistas, a saída passa por acelerar a diversificação de destinos para as exportações, buscar acordos bilaterais mais favoráveis e investir em inovação para ampliar a competitividade.
Caso contrário, os efeitos do tarifaço poderão se espalhar para outras áreas da economia, comprometendo não apenas o desempenho do comércio exterior, mas também a geração de renda e empregos em todo o país.
Fonte: Estadão
