Projeto SAVES reduz emissões de CO₂ no Hospital Sírio-Libanês

O projeto SAVES reduziu em aproximadamente 15% o consumo de gás natural no Hospital Sírio-Libanês durante a fase piloto. A iniciativa também evitou a emissão estimada de 3,87 toneladas de dióxido de carbono.

O Hospital Sírio-Libanês adotou uma nova solução para reduzir o consumo energético associado ao aquecimento a vapor e ampliar o aproveitamento de recursos já disponíveis na operação. A Solução de Aquecimento a Vapor com Eficiência Sustentável (SAVES) combina ajustes técnicos, recuperação de energia térmica e inovação interna, com resultados financeiros e ambientais observados ainda durante a fase piloto.

Projeto SAVES reduz consumo de combustível

Batizada de Solução de Aquecimento a Vapor com Eficiência Sustentável (SAVES), a tecnologia foi criada para tornar o sistema de aquecimento mais eficiente a partir da recuperação de energia térmica que anteriormente era descartada durante o funcionamento dos equipamentos.

Antes da implementação da solução, o condensado gerado pelo vapor retornava ao sistema sem que seu potencial térmico fosse plenamente aproveitado, o que aumentava a necessidade de aquecimento da água utilizada na geração de novo vapor e, consequentemente, elevava o consumo de gás natural.

A primeira proposta elaborada pela equipe previa apenas alterações na etapa de mistura entre o condensado e a água de reposição.

Durante o desenvolvimento, porém, os estudos indicaram que seria necessário reformular o projeto para atender adequadamente às necessidades operacionais do hospital.

A alternativa adotada incluiu a instalação de um gerador de vapor dedicado ao processo, permitindo que o calor presente no condensado fosse utilizado para elevar previamente a temperatura da água que retorna ao sistema.

Com essa mudança, o aquecimento passou a exigir menor quantidade de energia para atingir as condições necessárias de operação, o que reduziu o uso de combustível e aumentou o aproveitamento dos recursos disponíveis.

Projeto-piloto apresenta redução de custos e poderá ser ampliado

A projeção de expansão do SAVES indica que os ganhos obtidos no piloto poderão aumentar de forma significativa caso a solução passe a atender integralmente os blocos A, B e C.

Hoje, o sistema cobre cerca de 25% da demanda máxima dessas áreas, enquanto a estimativa para uma operação completa aponta economia anual próxima de R$ 271,1 mil.

Os resultados iniciais também mostraram efeitos ambientais relevantes, com a prevenção estimada de 3,87 toneladas de dióxido de carbono durante o período analisado.

Esse benefício decorreu da menor utilização de gás natural no sistema hospitalar, que passou a aproveitar com mais eficiência a energia térmica disponível no processo.

A redução do consumo alcançou aproximadamente 15%, após o volume utilizado cair de 13.762 metros cúbicos para 11.892 metros cúbicos entre os meses comparados.

A análise considerou períodos com níveis semelhantes de ocupação, o que ajudou a limitar distorções provocadas por diferenças na demanda hospitalar.

Mesmo com a inclusão dos gastos adicionais de eletricidade, a mudança proporcionou economia de R$ 5,6 mil na etapa experimental. O resultado reforçou a possibilidade de ampliar a solução sem comprometer a operação das áreas atendidas.

O projeto nasceu dentro do Programa Impulso, criado pelo Hospital Sírio-Libanês para transformar propostas dos colaboradores em iniciativas aplicáveis à rotina institucional.

A estrutura oferece apoio financeiro, acompanhamento técnico e um período de incubação para ideias relacionadas à eficiência de recursos, à assistência e a outras áreas estratégicas.

Fonte: Época Negócios

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