Inglaterra ignora denúncias sobre queima de madeira e poluição cresce

A poluição do ar na Inglaterra, causada pela queima de madeira, resultou em 15.195 queixas em um ano, mas nenhuma ação legal foi tomada, evidenciando a falta de fiscalização e expondo a população a riscos de saúde, como doenças respiratórias e cardiovasculares.

A poluição do ar continua a ser uma preocupação crescente na Inglaterra, com 15.195 queixas de queima de madeira registradas no último ano. Apesar do aumento significativo nas reclamações, nenhuma ação legal foi tomada, destacando uma falha na aplicação das leis ambientais existentes. Esse cenário levanta preocupações sobre os impactos na saúde pública e a eficácia das regulamentações atuais.

Aumento de queixas de queima de madeira

Nos últimos anos, a queima de madeira tem sido um dos principais alvos de denúncias relacionadas à poluição do ar na Inglaterra.

Entre setembro de 2024 e agosto de 2025, foram registradas 15.195 queixas, um aumento de 65% em relação ao ano anterior.

Esse crescimento expressivo reflete a crescente conscientização da população sobre os efeitos nocivos da poluição do ar e a preocupação com a saúde pública.

Áreas de controle de fumaça, onde a queima de madeira é restrita a aparelhos aprovados, registraram 9.274 dessas queixas.

Essa situação evidencia a dificuldade das autoridades locais em fiscalizar e aplicar as normas vigentes, resultando em apenas 24 multas emitidas durante o período.

O aumento das queixas também está relacionado à expansão do uso de fogões a lenha em áreas densamente povoadas, o que agrava a concentração de poluentes no ar.

Apesar das leis rígidas, a falta de fiscalização eficaz permite que muitos infratores escapem sem punição, perpetuando o problema e colocando em risco a saúde da população.

Impactos na saúde e falta de fiscalização

A poluição do ar gerada pela queima de madeira tem impactos significativos na saúde pública, especialmente nas áreas urbanas da Inglaterra.

Estudos indicam que a exposição prolongada a poluentes, como o material particulado fino (PM2.5), está associada a um aumento nos casos de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Especialistas em saúde têm alertado para o crescimento dos casos de câncer de pulmão entre não fumantes e o agravamento de condições como a asma em crianças.

A Royal College of Physicians estima que a poluição do ar contribui para até 36.000 mortes prematuras por ano no Reino Unido, além de gerar custos econômicos significativos.

Apesar das evidências dos riscos à saúde, a fiscalização das leis ambientais tem sido insuficiente. Apenas 24 multas foram emitidas no último ano, e nenhum processo foi iniciado, mesmo diante de milhares de queixas.

Essa falta de ação enfraquece a confiança nas regulamentações e deixa a população exposta aos efeitos nocivos da poluição.

A ausência de uma fiscalização rigorosa também levanta questões sobre a eficácia das políticas públicas voltadas para a redução da poluição.

Sem a aplicação das leis existentes, as promessas de melhoria ambiental permanecem ineficazes, e a saúde pública continua em risco.

Fonte: The Guardian

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