Estudantes do Biopark Educação em Toledo criaram uma ração inovadora que utiliza compostos naturais para reduzir a emissão de metano na pecuária, promovendo a sustentabilidade e melhorando a produtividade animal, com o potencial de transformar a indústria pecuarista.
Estudantes inovam ao criar uma ração que reduz a emissão de metano na pecuária, um setor responsável por 28% das emissões globais. O projeto, desenvolvido na Academia Donaduzzi do Biopark Educação em Toledo (PR), busca aliar biotecnologia e sustentabilidade para tornar a pecuária mais produtiva e ambientalmente responsável.
Desenvolvimento do projeto e parcerias
De acordo com a reportagem do Globo Rural, o projeto de criação de uma ração especial para reduzir a emissão de metano na pecuária está sendo desenvolvido por estudantes na Academia Donaduzzi do Biopark Educação, localizada em Toledo, Paraná.
Sob a orientação da professora Jessica Pandini Klauck, os estudantes João Pedro e Leonardo Schroder Volkweis estão à frente dessa pesquisa inovadora.
O objetivo principal do projeto é não apenas mitigar as emissões de metano, mas também melhorar a produção de leite, a qualidade da carne e a imunidade dos animais.
Para alcançar esses objetivos, a equipe estabeleceu uma parceria com o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) do Biopark.
Essa colaboração é essencial para o avanço da pesquisa, pois permite que pesquisadores experientes auxiliem na parte experimental do projeto.
Os estudantes estão empenhados em garantir que o produto final seja comercialmente viável e pretendem acompanhar de perto os trâmites necessários para sua aprovação e disponibilização no mercado.
Estratégias de redução de metano
As estratégias para a redução de metano no projeto desenvolvido pelos estudantes envolvem o uso de biotecnologia para criar uma ração inovadora.
A professora Jessica Pandini Klauck explica que a principal abordagem é a inclusão de compostos antimicrobianos extraídos do fungo Trichoderma harzianum, que são eficazes na redução da produção de metano no rúmen dos animais.
Além disso, outra alternativa promissora é o uso da macroalga vermelha Asparagopsis taxiformis. Estudos indicam que essa alga pode diminuir as emissões de metano em até 99% quando incorporada em pequenas quantidades na dieta dos ruminantes.
A equipe está realizando diversas análises para aperfeiçoar a formulação da ração, visando não apenas a redução de emissões, mas também a melhoria da saúde e produtividade dos animais.
Fonte: Globo Rural
