Descoberta de rios antigos em Marte sugere passado mais úmido

Pesquisadores descobriram leitos de rios antigos em Marte, indicando que o planeta teve um passado mais úmido do que se acreditava, com evidências de cursos d’água com mais de 3 bilhões de anos e precipitações regulares.

A descoberta de milhares de milhas de leitos de rios antigos em Marte sugere que o planeta vermelho já foi muito mais úmido do que os cientistas imaginavam. Imagens de alta resolução capturadas por orbitadores de Marte revelaram traços geológicos de cursos d’água que datam de mais de 3 bilhões de anos.

Descoberta de rios antigos em Marte

Pesquisadores identificaram vestígios geológicos de cerca de 16 mil quilômetros de cursos d’água antigos nas terras altas do sul de Marte.

Essas descobertas foram feitas através de imagens de alta resolução capturadas por orbitadores, revelando que o planeta já teve uma rede extensa de rios.

Os leitos dos rios, alguns com mais de 100 milhas de extensão, indicam que a região era alimentada por precipitações regulares, como chuva ou neve. Essa descoberta desafia a ideia anterior de que certas áreas de Marte nunca tiveram água.

As características geológicas conhecidas como “cristas sinuosas fluviais” foram formadas quando sedimentos transportados por rios antigos endureceram ao longo do tempo e foram expostos pela erosão do solo ao redor.

Essas cristas variam em tamanho, com algumas medindo mais de um quilômetro de largura, revelando a magnitude do fluxo de água que uma vez existiu no planeta vermelho.

Evidências de um passado mais úmido

As evidências de um passado mais úmido em Marte são reforçadas pela presença de redes de vales e cânions esculpidos por água corrente.

A região de Noachis Terra, uma das paisagens mais antigas de Marte, foi um foco particular de estudo. Modelos climáticos sugerem que essa área deveria ter recebido chuvas significativas, moldando o terreno à medida que a água escoava.

Imagens detalhadas capturadas por sondas espaciais revelaram características geológicas que indicam a presença de água superficial há cerca de 3,7 bilhões de anos.

As cristas sinuosas fluviais, formadas por sedimentos de rios antigos, são provas contundentes de que a água fluiu através de Marte em um passado distante.

Além disso, a descoberta de um possível reservatório de água subterrânea sugere que, embora a superfície de Marte esteja agora seca, o planeta pode ainda abrigar água em suas profundezas, oferecendo novas perspectivas sobre seu passado climático.

Fonte: The Guardian

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