A abertura de vagas pelas micro e pequenas empresas alcançou 46.542 postos em julho, volume equivalente a 79,5% de todos os empregos formais criados no Brasil naquele mês.
O desempenho do mercado de trabalho em julho mostrou uma forte participação dos negócios de menor porte na expansão das contratações formais pelo país. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pela Agência Sebrae mostram que esse grupo empresarial teve papel predominante no saldo positivo do período.
Micro e pequenas empresas puxam contratações no mês
Quase quatro de cada cinco empregos incorporados ao mercado formal brasileiro em julho partiram de micro e pequenas empresas, segundo o recorte dos dados por porte empresarial.
O saldo nacional chegou a 58.568 postos no período, dos quais 46.542 ficaram associados aos negócios de menor porte, o que colocou esse grupo com participação de 79,5% no resultado mensal.
A maior parte desse avanço ficou concentrada em três áreas da economia, que juntas representaram 42.139 vínculos adicionais e alcançaram 90,5% do total obtido pelas micro e pequenas empresas.
Entre os segmentos com maior contribuição, Serviços adicionou 22.751 empregos, seguido pela Construção, que apresentou saldo de 16.899 novas posições ao longo do mês.
O Comércio também terminou julho no campo positivo e incorporou 2.489 trabalhadores ao estoque de empregos formais mantidos pelos pequenos empreendimentos brasileiros.
Em comparação, companhias de médio e grande porte fecharam o mesmo período com 9.782 novos vínculos, diferença que evidencia a distância entre os resultados registrados pelos dois grupos empresariais.
Pequenos negócios superam 591 mil vagas no ano
A vantagem observada em julho também se mantém quando o recorte considera os sete primeiros meses de 2026, embora a diferença proporcional seja menor na comparação com o resultado mensal.
Entre janeiro e julho, o país acrescentou 972.203 empregos formais, enquanto as micro e pequenas empresas contribuíram com 591.658 dessas oportunidades, equivalentes a 60,9% do saldo acumulado.
Os números colocam os empreendimentos de menor porte como a principal fonte líquida de novos vínculos trabalhistas no período, cenário que, na avaliação do Sebrae, reforça sua relevância para a geração de oportunidades e para a dinâmica econômica regional.
As empresas médias e grandes, por sua vez, encerraram os sete primeiros meses do ano com saldo de 283.672 vagas formais, parcela correspondente a 29,2% do resultado nacional.
