Em janeiro, o superávit da balança comercial brasileira cresceu 86%, alcançando US$ 4,32 bilhões, impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo e carne bovina, apesar do aumento das tarifas nos EUA e da queda nas exportações de café e minério de ferro.
O superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 4,32 bilhões em janeiro, representando um aumento de 86% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Este crescimento ocorreu apesar do impacto negativo das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que reduziram significativamente as exportações brasileiras para o país.
Destaques das exportações em janeiro
Em janeiro, as exportações brasileiras apresentaram alguns destaques significativos, mesmo diante do cenário desafiador imposto pelas tarifas dos EUA.
Os óleos brutos de petróleo lideraram as exportações, alcançando US$ 4,3 bilhões, apesar de uma queda de 7,8% em relação ao ano anterior.
Outro produto de destaque foi o minério de ferro, com exportações de US$ 2,05 bilhões, embora tenha registrado um recuo de 8,6%.
Em contrapartida, a carne bovina apresentou um desempenho robusto, com um aumento de 42,5%, totalizando US$ 1,3 bilhão.
Por outro lado, o café não torrado teve uma queda de 23,7%, somando US$ 1,01 bilhão em exportações. Já a celulose também enfrentou uma retração de 6,1%, com exportações de US$ 957 milhões.
Esses resultados refletem a capacidade do Brasil de diversificar seus mercados e produtos, compensando, em parte, as perdas em alguns setores com o crescimento em outros.
Impacto do tarifaço dos EUA
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos teve um impacto significativo nas exportações brasileiras em janeiro. As exportações para os EUA caíram 25,5%, totalizando US$ 2,4 bilhões, em comparação com US$ 3,22 bilhões no mesmo mês do ano anterior.
Esse declínio é resultado direto das tarifas mais altas impostas pelo governo norte-americano, que afetaram produtos como aço e alumínio, além de outros itens que continuam sujeitos a essas taxas.
Em contrapartida, as importações brasileiras de produtos dos EUA também diminuíram, somando US$ 3,07 bilhões, uma queda de 10,9% em relação ao mesmo período de 2025. Isso resultou em um déficit na balança comercial com os EUA de US$ 668 milhões em janeiro de 2026.
Apesar dessas dificuldades, o Brasil conseguiu mitigar parte dos efeitos negativos ampliando suas exportações para outros mercados, como China e Oriente Médio, o que ajudou a equilibrar a balança comercial geral do país.
