Em abril de 2025, o Dieese reportou que o custo da cesta básica aumentou em 15 das 17 capitais brasileiras, o que impactou negativamente o orçamento das famílias e ampliou a diferença em relação ao salário mínimo necessário para uma vida digna.
O custo da cesta básica aumentou em 15 de 17 capitais brasileiras em abril de 2025, segundo o Dieese. Este aumento afeta diretamente o orçamento familiar, pressionando o poder de compra da população. Em São Paulo, o valor da cesta alcançou R$ 909,25, destacando-se como o mais caro do país. Esse cenário reforça a necessidade de ajustes no salário mínimo para cobrir as despesas básicas.
Aumento dos Custos em Capitais
O aumento do custo da cesta básica em 15 das 17 capitais brasileiras em abril de 2025 reflete uma tendência preocupante no cenário econômico atual.
Segundo o Dieese, capitais como Porto Alegre, Recife e Vitória apresentaram as maiores elevações, com aumentos de 5,38%, 4,08% e 4,05%, respectivamente.
Esse encarecimento dos alimentos essenciais impacta diretamente o orçamento das famílias, especialmente aquelas de baixa renda.
Em São Paulo, onde a cesta básica atingiu o valor de R$ 909,25, o impacto é ainda mais significativo. A capital paulista lidera o ranking de custos, seguida por Florianópolis e Rio de Janeiro.
Esses aumentos são atribuídos a fatores como a menor oferta de produtos, incertezas climáticas e variações no mercado agrícola.
Por outro lado, Brasília e Salvador foram as únicas capitais a registrar quedas nos preços, com reduções de 0,87% e 0,23%, respectivamente.
Essas variações regionais indicam que, embora o aumento seja generalizado, existem diferenças significativas no comportamento dos preços entre as capitais brasileiras.
Impacto no Salário Mínimo
O aumento do custo da cesta básica tem implicações diretas no cálculo do salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família.
Em abril de 2025, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.638,62, o equivalente a 5,03 vezes o mínimo vigente de R$ 1.518,00.
Esse valor reflete a pressão inflacionária sobre os produtos essenciais e a disparidade entre o salário atual e o necessário para uma vida digna.
Comparando com março de 2025, o valor estimado do salário mínimo era de R$ 7.398,94, mostrando um aumento significativo em apenas um mês.
Essa tendência de alta é preocupante, pois indica que o poder de compra dos trabalhadores está sendo corroído, tornando mais difícil para as famílias manterem seu padrão de vida.
Além disso, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica aumentou para 108 horas e 55 minutos em abril, comparado a 106 horas e 19 minutos em março.
Isso significa que os trabalhadores precisam dedicar uma maior parcela de sua jornada de trabalho apenas para cobrir o custo dos alimentos básicos, comprometendo ainda mais sua renda disponível para outras despesas.
