Crescimento econômico da China alcança 4,8%, mas investimentos caem

A economia da China apresentou um crescimento de 4,8% no terceiro trimestre de 2025, conforme esperado, mas os investimentos em ativos fixos, especialmente no setor imobiliário, sofreram uma queda de 0,5%, indicando desafios econômicos persistentes.

O crescimento econômico da China atingiu 4,8% no terceiro trimestre, conforme esperado pelos analistas, mas os investimentos em ativos fixos surpreenderam negativamente com uma queda rara e alarmante. A desaceleração no setor imobiliário continua a impactar a economia, com o investimento em propriedades caindo 13,9% até setembro. Especialistas alertam que a fraqueza nos investimentos pode persistir, exigindo que a China busque alternativas para preencher essa lacuna.

Desempenho do PIB no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da China registrou um crescimento de 4,8% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse resultado, embora em linha com as expectativas dos analistas, representa o ritmo mais lento de expansão em um ano, refletindo desafios contínuos no setor imobiliário e uma desaceleração nos investimentos em infraestrutura e manufatura.

Os dados oficiais indicam que a produção industrial teve um aumento significativo de 6,5% em setembro, superando as previsões de 5% e mostrando uma recuperação em relação ao crescimento de 5,2% do mês anterior.

No entanto, o crescimento do consumo interno ainda é modesto, com as vendas no varejo subindo apenas 3% em setembro.

A taxa de desemprego urbana caiu ligeiramente para 5,2% em setembro, mostrando uma leve melhora no mercado de trabalho.

Apesar disso, a confiança na recuperação econômica permanece baixa, com analistas apontando para a necessidade de políticas governamentais mais robustas para sustentar o crescimento.

Queda nos investimentos em ativos fixos

Os investimentos em ativos fixos na China, que englobam setores como infraestrutura e manufatura, registraram uma contração inesperada de 0,5% nos primeiros nove meses de 2025.

Este declínio é considerado alarmante pelos economistas, uma vez que reflete uma desaceleração significativa nos gastos que são cruciais para o crescimento econômico do país.

O setor imobiliário, em particular, continua a enfrentar dificuldades, com os investimentos caindo 13,9% até setembro, em comparação com uma queda de 12,9% nos primeiros oito meses do ano.

Essa tendência de queda sugere um prolongamento das dificuldades no mercado imobiliário, que pode se estender além das expectativas anteriores.

Além disso, os investimentos do setor privado fora do setor imobiliário subiram apenas 2,1% até setembro, um ritmo mais lento do que os 3% registrados até agosto.

Este cenário demonstra uma falta de confiança persistente por parte dos investidores privados em relação às perspectivas de crescimento econômico e às políticas de apoio governamentais.

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