A guerra comercial iniciada pelas tarifas de Trump resultou na redução da projeção de crescimento global do FMI para 2,8% em 2025, com os EUA, China e México enfrentando revisões negativas, enquanto o Brasil se destaca com uma previsão de crescimento de 2,0%.
A guerra comercial iniciada por Donald Trump levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a reduzir suas projeções de crescimento econômico global para 2025 e 2026. As novas estimativas indicam um avanço de 2,8% este ano, abaixo das previsões anteriores de 3,3%.
Impacto das tarifas sobre economias globais
O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump tem sido significativo nas economias globais.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump anunciou uma série de aumentos tarifários que resultaram em retaliações de parceiros comerciais, como China, México e Canadá.
Essas medidas elevaram as tarifas a níveis não vistos em décadas, afetando diretamente o comércio internacional e gerando incertezas econômicas.
A China, uma das principais economias afetadas, viu sua projeção de crescimento revisada para 4,0% este ano, uma queda em relação aos 4,6% anteriormente estimados.
O México, altamente dependente do comércio com os EUA, enfrenta uma retração de 0,3% no PIB, refletindo o maior corte entre as principais economias. O Canadá também não escapou dos efeitos negativos, com uma previsão de crescimento reduzida para 1,4%.
Nos Estados Unidos, o FMI revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,8% em 2025, uma redução significativa em relação à estimativa anterior de 2,7%. Para 2026, a expectativa é de um crescimento ainda mais tímido, de 1,7%.
Essas tarifas criaram um ambiente de imprevisibilidade que afeta as decisões de investimento e as cadeias de suprimentos globais.
A incerteza gerada por essas políticas comerciais tem potencial para desencadear uma reprecificação de ativos e ajustes nas taxas de câmbio, aumentando a volatilidade nos mercados financeiros internacionais.
Revisão das projeções de crescimento pelo FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas projeções de crescimento econômico global em resposta às tensões comerciais exacerbadas pelas políticas dos Estados Unidos.
Em seu relatório mais recente, o FMI ajustou suas estimativas para 2025 e 2026, prevendo agora um crescimento de apenas 2,8% para o próximo ano, em comparação com os 3,3% projetados anteriormente.
Essa revisão reflete as incertezas e os riscos associados à guerra comercial iniciada pelo presidente Donald Trump, que introduziu tarifas abrangentes sobre importações, impactando negativamente o comércio global.
O relatório destaca que a imprevisibilidade das políticas comerciais dos EUA tornou mais complexa a formulação de projeções econômicas precisas.
Além disso, o FMI alerta que, embora existam oportunidades para um crescimento mais robusto com a redução de tarifas e novos acordos comerciais, o cenário atual é dominado por riscos negativos.
A volatilidade nos mercados financeiros e as mudanças rápidas nas políticas econômicas globais são fatores que continuam a pressionar as perspectivas de crescimento mundial.
Efeitos na economia brasileira e no mercado de commodities
A economia brasileira tem mostrado certa resiliência frente à guerra comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais.
De acordo com o FMI, o Brasil sofreu uma revisão modesta em suas projeções de crescimento, com uma redução de apenas 0,2 ponto percentual, tanto para 2025 quanto para 2026.
O crescimento esperado agora é de 2,0% para ambos os anos, ligeiramente abaixo das estimativas anteriores de 2,2%.
Um dos fatores que atenuam o impacto das tarifas sobre o Brasil é sua economia relativamente fechada e o grande mercado interno, que oferecem uma certa proteção contra as flutuações do comércio internacional.
Além disso, o Brasil é menos dependente das exportações para os Estados Unidos em comparação com outros países da região.
