Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, reconheceu que ainda existe uma “distância considerável” entre as posições apresentadas por Brasil e Estados Unidos para um acordo final.
As discussões sobre a possível taxação de produtos brasileiros entraram em uma etapa decisiva, enquanto exportadores e grandes companhias dos Estados Unidos ampliam a pressão por uma solução negociada. Jamieson Greer afirmou que Brasil e EUA ainda precisam superar diferenças importantes antes de alcançar um entendimento. Sem um acordo, a adoção de tarifas adicionais poderá reduzir a competitividade das mercadorias brasileiras e elevar despesas para empresas norte-americanas dependentes dessas importações.
Jamieson Greer reconhece distância para um acordo
As negociações entre Brasil e Estados Unidos ainda enfrentam obstáculos importantes, segundo o representante comercial estadunidense Jamieson Greer, que apontou diferenças relevantes entre as posições apresentadas pelos dois governos.
A avaliação reforça a incerteza sobre a possibilidade de um entendimento capaz de impedir tarifas adicionais de até 25% sobre produtos brasileiros vendidos ao mercado norte-americano.
Caso as novas alíquotas entrem em vigor, exportadores ligados ao agronegócio e à indústria poderão perder competitividade diante de fornecedores estrangeiros submetidos a condições comerciais mais favoráveis.
O efeito também poderá alcançar empresas e consumidores dos Estados Unidos, especialmente nos segmentos que dependem de café, açúcar, aço e outros produtos brasileiros.
Com custos maiores para importar matérias-primas e mercadorias, companhias estadunidenses poderão enfrentar pressão nas cadeias de abastecimento e repassar parte das despesas aos preços finais.
