Efeito do tarifaço visto em agosto deve diminuir nos próximos meses, avalia FGV

Apesar do efeito do tarifaço em agosto de 2025, que derrubou as exportações brasileiras para os Estados Unidos, a FGV projeta redução do impacto com a diversificação de mercados.

Em agosto, o tarifaço imposto por Donald Trump afetou negativamente a balança comercial do Brasil. No entanto, segundo dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), a previsão é de que esse impacto diminua nos próximos meses, com a adaptação dos mercados.

Impacto do tarifaço na economia brasileira

O tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos em agosto de 2025 gerou um impacto significativo na economia brasileira, especialmente na balança comercial.

O aumento das tarifas sobre produtos exportados para os EUA resultou em uma queda de 15,4% no volume de exportações brasileiras para esse país em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Esse cenário desafiador obrigou empresas brasileiras a buscarem novos mercados para compensar a perda de competitividade nos Estados Unidos.

Como resultado, observou-se um aumento expressivo das exportações para a China e Argentina, com crescimentos de 34,6% e 45,7%, respectivamente.

Além disso, a Fundação Getulio Vargas (FGV) destacou que as indústrias de manufatura, que geralmente enfrentam dificuldades para diversificar mercados, conseguiram implementar estratégias eficazes para minimizar as perdas nos Estados Unidos.

Isso se deve, em parte, ao fato de muitas dessas empresas serem subsidiárias de multinacionais, o que facilita a adaptação a novos cenários comerciais.

Apesar das dificuldades enfrentadas, a FGV mantém uma previsão otimista para a balança comercial brasileira, projetando um superávit entre US$ 62 bilhões e US$ 65 bilhões até o final de 2025.

Essa expectativa é sustentada pela diversificação de mercados e pela capacidade de negociação entre Brasil e Estados Unidos, que pode amenizar os efeitos do tarifaço ao longo do tempo.

Perspectivas futuras para o comércio exterior

As perspectivas futuras para o comércio exterior brasileiro são de cauteloso otimismo, conforme análise da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A expectativa é de uma possível desaceleração no crescimento das exportações e importações, caso não surjam novas tarifas por parte do governo dos Estados Unidos.

A continuidade do esforço de diversificação de mercados é vista como essencial para sustentar o superávit comercial.

Embora o tarifaço tenha imposto desafios, as empresas brasileiras demonstraram resiliência ao redirecionar suas exportações para novos destinos, como China e Argentina, compensando parte das perdas nos Estados Unidos.

Além disso, a FGV destaca a importância das negociações de caráter técnico entre Brasil e Estados Unidos, que podem abrir novas oportunidades e minimizar riscos de vulnerabilidade externa.

A manutenção da taxa de juros no Brasil e a queda das taxas nos Estados Unidos também são fatores que podem atrair capital estrangeiro, fortalecendo o comércio exterior.

Por fim, a previsão é de que o superávit comercial se mantenha robusto até o final de 2025, entre US$ 62 bilhões e US$ 65 bilhões.

Essa projeção positiva reflete a capacidade do Brasil de se adaptar a mudanças no cenário internacional e de buscar novas oportunidades em mercados globais.

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