Embraer registra receita recorde e mantém trajetória de expansão no mercado global de aviação. A companhia também segue ampliando projetos ligados à inovação e ao desenvolvimento de novas tecnologias.
A Embraer encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita recorde de R$ 7,6 bilhões, resultado impulsionado pelo desempenho das áreas de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa & Segurança. O avanço de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior mostra a força da companhia em diferentes segmentos do mercado aeroespacial, mesmo em um cenário internacional marcado por tarifas, custos elevados e maior disputa entre fabricantes.
Tarifas dos EUA pressionam Embraer no trimestre
A Embraer registrou impacto de aproximadamente US$ 13 milhões em suas operações no primeiro trimestre de 2026, em razão das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos.
O efeito das tarifas reforçou a necessidade de controle de custos e estratégias de mitigação de riscos, especialmente em um setor exposto a oscilações comerciais e disputas no mercado internacional.
Mesmo diante desse cenário, a companhia manteve o ritmo de investimentos entre janeiro e março, destinando US$ 98,8 milhões para suas operações e projetos de inovação.
Parte relevante dos aportes foi direcionada à Eve, subsidiária da Embraer voltada ao desenvolvimento de soluções de mobilidade aérea urbana e tecnologias associadas ao chamado carro voador.
Com os investimentos na Eve, o total aplicado chegou a US$ 148,6 milhões, sinalizando a continuidade da estratégia da empresa em ampliar sua presença em segmentos de maior valor tecnológico.
A decisão mostra que a Embraer busca equilibrar os impactos de curto prazo provocados pelas tarifas com uma agenda de expansão voltada à inovação e à diversificação de negócios.
Ao manter aportes em novas tecnologias, a companhia reforça sua posição no setor aeroespacial e tenta preservar competitividade em um mercado global cada vez mais pressionado por custos, regulação e transformação tecnológica.
