O Brasil gerou 228 mil empregos formais em março, totalizando 613 mil no primeiro trimestre, com o setor de serviços se destacando. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os principais responsáveis pela criação de novos postos.
O Brasil registrou um aumento significativo nos empregos formais, com 228 mil novos postos em março, totalizando mais de 613 mil no trimestre, segundo dados do Novo Caged de março, divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego. O setor de serviços lidera o crescimento, seguido por construção e indústria. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro destacam-se entre os estados.
Crescimento por setor econômico
O crescimento do emprego formal no Brasil em março foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, que adicionou 152.391 novos postos de trabalho.
Esse setor tem sido um dos pilares do mercado de trabalho, especialmente em áreas como informação, comunicação e serviços financeiros.
Na Construção, foram criadas 38.316 vagas, com destaque para a construção de edifícios e obras de infraestrutura, refletindo uma retomada significativa em projetos urbanos e rurais.
A Indústria também apresentou crescimento, com 28.336 novos empregos, impulsionada pelo processamento industrial do fumo e pela fabricação de produtos alimentícios e veículos automotores.
A Agropecuária foi o único setor a registrar uma retração, com uma redução de 18.096 postos, devido principalmente ao término das safras de maçã, soja e uva, que são sazonais e impactam diretamente o número de empregos disponíveis.
Esses dados demonstram uma diversificação no crescimento econômico, com setores tradicionais e emergentes contribuindo para a geração de emprego formal no país.
Destaques regionais e perfil dos trabalhadores
Os dados de março revelam que o saldo de empregos formais foi positivo em 24 unidades federativas do Brasil.
São Paulo liderou com 67.876 novos postos, seguido por Minas Gerais com 38.845 e Rio de Janeiro com 23.914. Estes estados não apenas apresentaram os maiores números absolutos, mas também destacaram-se em termos de crescimento percentual.
Em termos relativos, o Acre registrou o maior crescimento percentual com 0,92%, seguido de Roraima e Piauí, com 0,88% e 0,86%, respectivamente. Esses números refletem uma distribuição mais equitativa do crescimento do emprego formal pelo país.
Quanto ao perfil dos trabalhadores, o crescimento foi significativo tanto para mulheres quanto para homens, com 132.477 e 95.731 novos postos, respectivamente. A faixa etária de até 24 anos foi a mais beneficiada, com 165.785 vagas, representando 72,6% do total do mês.
Além disso, a educação continua a ser um fator importante, com 183.037 vagas para trabalhadores com ensino médio completo e 23.265 para aqueles com nível superior completo, indicando uma demanda crescente por mão de obra qualificada no mercado de trabalho.
