Apenas uma em cada dez empresas está pronta para o fim da escala 6×1

Nove em cada dez empresas não estão preparadas para o fim da escala 6X1, mas quase 63% já estão considerando adaptações. Os principais desafios incluem a adaptação operacional e a manutenção da produtividade.

Empresas brasileiras já estudam mudanças em turnos, contratações e processos internos diante da possibilidade de substituição da escala 6×1. Dados reunidos pela Catho indicam que a adaptação ainda está em fase inicial na maior parte das organizações, apesar do avanço das discussões dentro do planejamento corporativo.

Empresas ainda não estão prontas para o fim da escala 6×1

A maioria das empresas brasileiras ainda não concluiu os ajustes necessários para uma eventual extinção da escala 6×1, mostra levantamento realizado pela Catho.

A pesquisa aponta que nove em cada dez organizações não se consideram totalmente preparadas para substituir o modelo que prevê seis dias de trabalho e apenas um dia de descanso.

Apesar da baixa preparação, 62,8% das companhias já começaram a avaliar os possíveis efeitos da mudança sobre custos, equipes, produtividade e continuidade das operações.

A redistribuição de horários aparece como a principal alternativa para 40% dos empregadores, que procuram preservar a cobertura dos serviços sem elevar excessivamente as despesas.

Outros 10% admitem a possibilidade de contratar novos profissionais, principalmente em setores que dependem de atendimento, produção ou suporte durante toda a semana.

Os números mostram que a discussão já alcançou o planejamento empresarial, embora grande parte das companhias ainda não tenha definido uma estratégia completa para a transição.

Mudança exige revisão de turnos e equipes

Uma eventual redução dos dias trabalhados terá impacto maior sobre atividades que precisam manter equipes disponíveis em horários extensos ou durante todos os dias da semana.

Comércio, indústria, saúde, logística e serviços poderão enfrentar dificuldades adicionais, pois qualquer falha na escala pode prejudicar entregas, atendimento e capacidade produtiva.

Antes de alterar os turnos, cada empresa precisa identificar os períodos de maior movimento, as funções essenciais e os setores mais vulneráveis à falta de profissionais.

Entre as alternativas avaliadas estão a criação de horários diferentes, a transferência de funcionários entre áreas e o reforço das equipes responsáveis por atividades indispensáveis.

A decisão também deverá considerar os impactos financeiros, já que novas admissões, horas extras e mudanças contratuais podem aumentar despesas e pressionar as margens operacionais.

Empresas com quadros reduzidos tendem a enfrentar desafios maiores, porque ausências inesperadas podem causar sobrecarga, atrasos e perda de qualidade nos serviços oferecidos.

Planejamento antecipado pode reduzir prejuízos

A preparação para uma possível mudança começa pela revisão dos processos internos, com foco nas tarefas que consomem recursos sem oferecer retorno proporcional aos resultados.

Soluções de automação podem assumir atividades repetitivas, reduzir falhas e liberar profissionais para funções que exigem conhecimento técnico, contato com clientes ou decisões estratégicas.

Indicadores de produtividade, faltas, horas extras, prazos e qualidade ajudam as empresas a identificar problemas e corrigir desequilíbrios após qualquer alteração na jornada.

A comunicação com os funcionários também terá importância durante a adaptação, pois novas responsabilidades e horários precisam ser apresentados de maneira clara e objetiva.

Testes internos com escalas alternativas podem revelar falhas na cobertura das equipes antes que mudanças definitivas causem impactos relevantes sobre clientes e operações.

As empresas que iniciarem essa análise com antecedência terão mais condições para controlar custos, preservar resultados e enfrentar uma eventual alteração nas regras trabalhistas.

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