O cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, afirmou que o país está de “portas abertas” para investidores brasileiros. A fala sinaliza uma mudança de foco nas relações comerciais, com maior interesse em atrair empresas e capital do Brasil.
O governo dos Estados Unidos passou a reforçar a mensagem de que empresas brasileiras têm espaço para ampliar investimentos no país, especialmente por meio de parcerias com estados e agências locais de desenvolvimento econômico. A fala de Kevin Murakami, cônsul-geral dos EUA em São Paulo, indica uma tentativa de aprofundar a relação econômica bilateral, apesar das incertezas geradas por medidas tarifárias recentes.
Momento favorável para investimentos brasileiros
Kevin Murakami, cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, defendeu a ampliação dos investimentos brasileiros no mercado americano durante o evento Parceria Econômica Brasil & EUA em Debate, organizado pelo Grupo Lide, em São Paulo (SP).
Durante o encontro, Murakami afirmou que “as portas dos Estados Unidos estão, mais que nunca, abertas para o capital brasileiro”, ao destacar um ambiente considerado mais receptivo para empresas e investidores do país sul-americano.
Segundo o cônsul-geral, a agenda bilateral passou a dar mais espaço à atração de capital brasileiro, em vez de concentrar o debate apenas no chamado “custo Brasil” ou na ampliação das exportações estadunidenses.
Esse movimento envolve estados, governadores e agências de desenvolvimento econômico dos EUA, que buscam parcerias diretas com empresas brasileiras interessadas em internacionalização.
A diplomacia subnacional ganhou força nesse processo, com governos estaduais estadunidenses oferecendo oportunidades em áreas como indústria, tecnologia, energia, infraestrutura e serviços.
A fala ocorre, porém, em meio a um contexto sensível nas relações comerciais entre os dois países, após os EUA proporem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros depois de investigação aberta pela Seção 301.
O cenário também inclui uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de trabalho forçado, o que aumenta a pressão sobre exportadores brasileiros e contrasta com o discurso de atração de investimentos.
Para investidores brasileiros, o momento pode representar uma chance de diversificar mercados e ampliar presença internacional, embora as tensões tarifárias ainda pesem sobre parte da relação comercial bilateral.
