Fed corta juros e taxa fica entre 3,75% e 4% nos EUA

Fed corta juros pela segunda vez no ano para conter os efeitos da desaceleração econômica e apoiar o mercado de trabalho. A decisão reforça a mudança de postura do banco central diante da persistência da inflação e do baixo ritmo de contratações.

O Federal Reserve (Fed) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos, ajustando-a para uma faixa de 3,75% a 4%. Esta decisão, tomada em 29 de outubro de 2025, reflete as expectativas do mercado e busca estimular a economia em meio a desafios persistentes.

Decisão do Fed sobre a taxa de juros

O Federal Reserve anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo-a para o intervalo entre 3,75% e 4%.

A decisão, tomada pela maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), reflete a tentativa da autoridade monetária de sustentar o crescimento econômico diante de um mercado de trabalho em desaceleração e uma inflação ainda acima da meta.

Em comunicado, o Fed afirmou que a economia dos Estados Unidos segue em expansão moderada, mas que há sinais de enfraquecimento no ritmo de contratações e no consumo.

O texto destacou que o corte visa apoiar a atividade econômica e manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que busca garantir o retorno gradual da inflação ao patamar de 2%.

A medida, amplamente antecipada pelos mercados, representa o segundo corte consecutivo no ano e confirma a mudança de tom na política monetária americana.

O banco central indicou que novas reduções poderão ocorrer caso os indicadores econômicos continuem a apontar perda de fôlego na economia.

O ajuste tem efeitos diretos sobre o crédito e o consumo, uma vez que taxas mais baixas tendem a baratear empréstimos para empresas e famílias.

Contudo, o Fed reconheceu que a política de estímulo deve ser conduzida com cautela, já que uma redução excessiva pode reacender as pressões inflacionárias.

No cenário internacional, a decisão também deve influenciar a política monetária de outros países, especialmente economias emergentes, que costumam reagir às mudanças nas taxas americanas para conter fluxos cambiais e preservar a estabilidade financeira.

O corte reforça a percepção de que o Fed está priorizando a manutenção do crescimento, mesmo diante dos riscos persistentes de inflação.

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