Inflação em outubro recua para 0,09% com queda na energia

Em outubro, a inflação caiu para 0,09%, impulsionada pela redução de 2,39% na energia elétrica residencial. Goiânia teve a maior variação com 0,96%, enquanto São Luís e Belo Horizonte apresentaram as menores variações, ambas em -0,15%.

A inflação em outubro apresentou um recuo significativo, atingindo 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. Esse resultado foi fortemente influenciado pela queda de 2,39% na energia elétrica residencial, conforme divulgado pelo IBGE.

Queda na energia elétrica impulsiona recuo

A energia elétrica residencial desempenhou um papel crucial na queda do índice de inflação em outubro, registrando uma redução de 2,39%.

Essa diminuição foi a principal influência negativa no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês, contribuindo com -0,10 ponto percentual no resultado geral.

O principal fator para essa redução foi a mudança na bandeira tarifária. Em setembro, estava vigente a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com uma cobrança adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Em outubro, a bandeira foi alterada para o patamar 1, reduzindo a cobrança extra para R$ 4,46, o que refletiu diretamente na conta de luz dos consumidores.

Essa mudança tarifária não apenas aliviou o bolso do consumidor, mas também ajudou a conter a inflação, que acumulou alta de 3,73% no ano até outubro e 4,68% nos últimos 12 meses.

A influência da energia elétrica foi destacada por Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, que explicou que, sem considerar os grupos de alimentos e energia elétrica, o índice de outubro seria de 0,25%.

Variação dos preços por região

A análise regional dos índices de inflação em outubro revela variações significativas entre as diferentes localidades do Brasil. A maior variação foi registrada em Goiânia, com um aumento de 0,96%.

Esse aumento foi impulsionado principalmente pela alta de 6,08% na energia elétrica residencial e de 4,78% na gasolina, fatores que exerceram forte pressão no índice da região.

Em contraste, a menor variação foi observada em São Luís e Belo Horizonte, ambas com quedas significativas. São Luís registrou uma variação de -0,15%, influenciada pela redução de 3,49% no preço do arroz e de 1,24% na gasolina.

Em Belo Horizonte, a variação foi de -0,15%, destacando-se a queda de 3,97% na gasolina e de 2,71% na energia elétrica residencial.

Essas variações regionais refletem as diferenças nas condições de mercado e nos custos de insumos em cada localidade, além de fatores específicos como mudanças nas tarifas de energia e flutuações nos preços dos combustíveis.

A diversidade dos resultados regionais demonstra a complexidade do cenário inflacionário no Brasil, onde fatores locais podem ter um impacto significativo nos índices de preços ao consumidor.

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