Parlamento francês rejeita acordo mercosul-UE em votação

O Parlamento francês rejeitou o acordo Mercosul-UE devido a preocupações com a competitividade agrícola, com agricultores europeus temendo as importações do Mercosul, enquanto a UE busca medidas de proteção para seu mercado.

O acordo Mercosul-UE enfrenta um novo obstáculo após o Parlamento francês votar contra sua aprovação. A decisão surge em um momento crítico, com votações importantes programadas para dezembro. A oposição francesa se baseia em preocupações sobre o impacto nos agricultores locais e na competitividade de seus produtos. Enquanto isso, a Comissão Europeia busca soluções para acalmar os ânimos e garantir a ratificação do tratado.

Oposição francesa ao acordo

A oposição francesa ao acordo Mercosul-UE é liderada principalmente pelo partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI), que conseguiu aprovar por unanimidade uma resolução na Assembleia Nacional contra o tratado.

Os parlamentares franceses expressaram preocupações sobre o impacto que o acordo pode ter na agricultura local, temendo uma invasão de produtos agrícolas mais competitivos do Mercosul, como carne e soja.

O ministro para a Europa, Benjamin Haddad, destacou que, embora a França não possa bloquear o acordo sozinha, sua posição é de que o tratado, em sua forma atual, não é aceitável.

Ele mencionou que houve avanços, como o fortalecimento das cláusulas de salvaguarda pela Comissão Europeia, mas ressaltou que essas medidas ainda são insuficientes para atender às exigências francesas.

O governo francês exige a inclusão de cláusulas “espelho” para garantir a equidade de normas e controles sanitários mais rígidos.

Essas demandas buscam proteger os produtores locais e garantir que o mercado europeu não seja desestabilizado por importações massivas do Mercosul.

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