Haddad confirma nova rodada de negociações com Bessent

O Brasil está empenhado em reverter a sobretaxa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, o que impacta negativamente setores como o agronegócio. As estratégias incluem uma nova rodada de negociações e a implementação de planos de contingência para mitigar os efeitos dessa tarifa.

O tarifaço de 50% é o foco das negociações entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O governo brasileiro está determinado a reverter a sobretaxa imposta pelos EUA, buscando justiça para os setores afetados. As medidas anunciadas por Donald Trump, incluindo uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, foram recebidas com apreensão, mas o Brasil está preparado para recorrer a todas as instâncias necessárias.

Haddad confirma nova rodada de negociações com os EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o governo brasileiro seguirá as negociações com os Estados Unidos para tratar das tarifas de 50% impostas por Washington a produtos brasileiros.

Segundo ele, a assessoria do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, entrou em contato para agendar uma segunda reunião entre as partes.

— A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem e que finalmente vai marcar a segunda conversa — declarou Haddad a jornalistas, na chegada ao Ministério da Fazenda.

De acordo com o ministro, a expectativa é que se inicie agora uma nova etapa de diálogo com autoridades estadunidenses, com o objetivo de apresentar a posição oficial do Brasil e tentar reverter as medidas comerciais consideradas prejudiciais à economia nacional.

A decisão de Donald Trump de aplicar tarifas de 50% sobre uma série de exportações brasileiras gerou forte reação em Brasília.

O Palácio do Planalto já mobilizou diferentes frentes diplomáticas e jurídicas para tentar atenuar os impactos econômicos da medida, que afeta especialmente os setores de carne bovina, café, calçados e máquinas.

Haddad também reiterou que o Brasil pretende explorar todos os canais disponíveis, tanto no âmbito bilateral quanto em foros multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para assegurar a defesa dos interesses nacionais.

A agenda da nova reunião com representantes do Tesouro dos EUA ainda não foi divulgada, mas, segundo fontes do governo, o encontro poderá ocorrer já nos próximos dias.

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