Setor de serviços cresce 0,3% em junho com impulso dos transportes

Em junho de 2025, o setor de serviços no Brasil registrou um crescimento de 0,3%, com destaque para o aumento nos transportes. Apesar de outros setores terem enfrentado quedas, o turismo e o transporte de passageiros mostraram sinais de recuperação, evidenciando a resiliência da economia brasileira diante dos desafios.

O setor de serviços no Brasil registrou um crescimento de 0,3% em junho de 2025, marcando o quinto aumento consecutivo, segundo dados divulgados pelo IBGE. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelos serviços de transporte, que tiveram a única alta significativa do mês.

Crescimento dos serviços de transporte

O setor de serviços de transporte destacou-se em junho de 2025 com um crescimento de 1,5%, representando a única alta significativa no mês.

Este desempenho positivo foi impulsionado por dois segmentos principais: o transporte de cargas e o transporte aéreo de passageiros.

O transporte de cargas apresentou um aumento significativo, refletindo um dinamismo econômico maior, especialmente devido ao escoamento de safras e movimentação de insumos e bens industriais.

Já o transporte aéreo de passageiros experimentou um crescimento notável, associado à redução nos preços das passagens aéreas nos três meses anteriores.

Essa diminuição dos preços tornou as viagens mais acessíveis, resultando em um aumento na receita real das empresas aéreas. O crescimento é visto como um sinal de recuperação no setor de turismo e viagens, que ainda busca se restabelecer após os impactos da pandemia.

Esses avanços no setor de transporte não apenas impulsionam a economia nacional, mas também destacam a importância do setor como um termômetro para a atividade econômica geral, refletindo tanto a demanda interna quanto as condições econômicas globais.

Desempenho negativo em outros setores

Em junho de 2025, diversos setores de serviços enfrentaram desempenho negativo, refletindo desafios econômicos persistentes.

Entre os setores com maior retração, destacam-se “outros serviços” e “serviços prestados às famílias”, com quedas de 1,3% e 1,4%, respectivamente.

O setor de outros serviços engloba uma variedade de atividades que não conseguiram manter o ritmo de crescimento do mês anterior.

A retração nesse segmento pode ser atribuída a uma combinação de fatores econômicos e sazonalidade, que impactaram a demanda por serviços mais especializados.

Já os serviços prestados às famílias sofreram com a redução da demanda, em parte devido a incertezas econômicas que afetam o consumo. Este setor inclui serviços pessoais e de cuidados, que são sensíveis à renda disponível.

Além disso, os setores de informação e comunicação e serviços profissionais, administrativos e complementares também registraram ligeiras quedas de 0,2% e 0,1%, respectivamente.

Apesar da retração, o segmento de serviços profissionais contou com avanços em atividades como consultoria em gestão empresarial, que suavizaram as perdas gerais.

Esses desempenhos negativos destacam a necessidade de adaptação e inovação nos setores de serviços, que precisam encontrar maneiras de superar desafios econômicos e atender às demandas em constante mudança do mercado.

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